A Petrobras postergou a adoção de uma nova política de preços para o material asfáltico. A estatal passaria a atualizar valores mensalmente a partir de janeiro, mas a alteração passou para maio.

Em carta aos consumidores, ela informou que a mudança terá impacto muito grande no segmento.

No texto, assinado pelo gerente geral Marcelo Messeder, a empresa diz que a ideia é proporcionar mais tempo para que os agentes se ajustem a essa nova realidade.

A estatal afirmou em nota enviada à coluna que quer evitar eventual descontinuidade dos serviços de pavimentação de rodovias.

O problema das alterações mensais é que não eram previstas em contratos de concessionárias ou de mantenedoras de rodovias, diz José Carlos Martins, presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

“Às empresas é concedido um reajuste anual, e elas consideravam que teriam uma única mudança de preço do asfalto nesse período”, concluiu o presidente da CBIC.

A companhia produz todo o material em suas refinarias, mas a nova política vai levar em conta o preço internacional, que está acima do doméstico, afirma.

Depois da transição para os valores praticados no resto do mundo, as oscilações deverão ser menores, segundo Cesar Borges, presidente da ABCR (associação das concessionárias).

“Os contratos antigos [de rodovias] vão ficar desequilibrados, mas os que entrarão agora vão entender a linha”, disse Cesar Borges.

Fonte e Imagem: Folha de São Paulo