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Sobre: Elisabeth Mota

Publicados recentemente por: Elisabeth Mota

Copom deve manter Selic em 6,5% ao ano, aposta mercado

Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a taxa básica de juros em 6,5% na reunião que começou nesta terça-feira e segue até quarta-feira. A aposta do mercado financeiro é que o órgão do Banco Central  não faça mudanças na Selic, assim como aconteceu no último encontro de maio, quando o mercado apostava em queda de 0,25 ponto porcentual e o BC surpreendeu ao não mexer na taxa.

A greve dos caminhoneiros, que causou desabastecimento e a elevação do preço de alguns produtos, não deve ter impacto sobre a decisão da autoridade monetária em relação à taxa de juros. Isso porque, consideram os especialistas, mesmo com o aumento de valores de alguns itens, a inflação ainda está abaixo do centro da meta, o que não justificaria um aumento de juros neste momento.

“Acredito na manutenção porque se olharmos a inflação acumulada para o período não vai ultrapassar o centro da meta, por isso não acredito em aumento da Selic. Também não há espaço para cortes, já que a atividade econômica não está crescendo conforme o esperado”, avalia o professor da Faculdade Fipecafi, George Sales.

Em seu último relatório, o banco Santander continuou prevendo a Selic em 6,5% para os próximos trimestres. “A inflação está abaixo da meta e acreditamos que seguirá assim até o fim do ano. Portanto, não haveria motivo para um aumento dos juros”, considera o economista do banco Santander Rodolfo Margato.

Esse cenário seria invertido apenas se houvesse um risco de desvalorização cambial muito forte. Algo que não está totalmente descartado, mas que perdeu força nos últimos dias com uma intervenções mais expressivas do BC e que conseguiram segurar a moeda abaixo dos 4 reais, ainda que no patamar mais elevado dos últimos dois anos.

“Nosso cenário base é de que a taxa Selic permanecerá estável em 6,5% até o fim do ano. Mas entendemos que a postura da política monetária continuará dependente da dinâmica da taxa de câmbio e, em especial, de seu impacto nos dados de inflação e expectativas de inflação, particularmente para 2019”, diz o economista-chefe do Itaú-Unibanco, Mario Mesquita, em sua última pesquisa macroeconômica.

A Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) também prevê a manutenção da taxa.

“Os juros estão historicamente baixos e não vejo, agora, razão para a taxa. A inflação está muito baixa e dentro da meta. O único motivo para um aumento dos juros seria se o câmbio acelerasse muito devido às incertezas eleitorais, mas por enquanto considero que a decisão do Copom será a de manter a Selic”, afirma o economista Sérgio Vale, da MB Associados.

Mas a expectativa é que na próxima reunião seja necessário elevar a taxa Selic. “Antevemos que na próxima reunião do Copom, o BC terá necessidade de elevar a taxa Selic, pois a colocação de que não existe relação mecânica entre juro e câmbio é um jogo de palavras, um sofisma, pois esta relação é fundamento do mercado internacional, e se não for ajustada à nossa realidade continuará sendo fator estimulante para a presença de capitais especulativos”, avalia o economista e diretor Executivo da NGO, Sidnei Moura Nehme.

Fonte e Imagem: Veja

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1º Prêmio ODS Brasil tem as inscrições abertas até a próxima semana

O governo federal está com as inscrições abertas, até o dia 29 de junho, para a 1ª edição do Prêmio ODS Brasil – 2018. Podem ser inscritas práticas no âmbito social, ambiental, econômico e institucional que contribuam para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O objetivo da premiação é incentivar, valorizar e dar visibilidade a essas iniciativas, assim como fornecer conteúdo para a formação de um “banco de práticas” que servirá de referência na implementação e disseminação no Brasil da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O prêmio está dividido nas seguintes categorias: 1- Governos (Estados e Municípios); 2- Empresas – setor produtivo; 3- Organizações sem fins lucrativos – 3º Setor; e 4- Organizações de Ensino e Pesquisa. Para conhecer o procedimento de inscrição, leia com atenção o Regulamento do Prêmio e as orientações constantes no Guia de Apresentação da Prática. Depois faça o download do Formulário de Apresentação da Prática e inscreva-se. Serão aceitas até três práticas inscritas por CNPJ.

Durante a Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), em 2015, o Brasil assumiu o compromisso de adotar um modelo de desenvolvimento sustentável, alcançando os objetivos e metas estabelecidos na Agenda até o ano de 2030. O Protocolo Internacional foi assinado por 193 países.

Fonte e Imagem: CBIC

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MPT assina acordo com empresas para reduzir pela metade o peso do saco de cimento no país

O Ministério Público do Trabalho (MPT) assinou, nesta segunda-feira (18), em São Paulo, Termo de Compromisso com empresas cimenteiras para reduzir o peso dos sacos de cimento produzidos e comercializados no país. O termo de compromisso foi assinado por 33 empresas produtoras de cimento e pelo procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, além do presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). A negociação foi conduzida pelo MPT por meio da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat) em Grupo de Trabalho composto pelos Procuradores Marcello Ribeiro, Philippe Jardim, Rodrigo Carelli e Ronaldo Lira.

A atuação é pioneira, pois as negociações se deram com todas as empresas de um mesmo setor econômico. Além disso, os trabalhadores beneficiados são aqueles que atuam no final da cadeia de consumo da indústria envolvida, e não seus próprios empregados. “Só nos últimos 6 anos, tivemos gastos da Previdência Social, somente com afastamentos de trabalhadores por motivo de acidentes de trabalho, de mais de R$ 28 bilhões. Por outro lado, as empresas também perdem com o absenteísmo de seus empregados”, lembrou o procurador-geral do MPT, Ronaldo Fleury.

Pelo acordo, as empresas se comprometem a reduzir para 25 kg as embalagens de cimento. Hoje, a indústria trabalha com sacos de 50 kg. O prazo para os fabricantes se adequarem a nova regra é até 31/12/2028. A partir dessa data, as embalagens mais pesadas somente poderão ser produzidas para exportação. As empresas também se comprometeram a suspender a comercialização de sacos de cimento com peso acima dos 25 kg, a partir de 1/1/2029, mesmo que ainda exista material em estoque.

O representante do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento, Paulo Camillo Vargas, disse que “a preocupação principal da indústria, hoje, é com as pessoas. Em primeiro lugar com seus trabalhadores e também com os habitantes do planeta”. O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Alexandre Barreto, defendeu “o prazo de dez anos, que é um prazo razoável para que todos os setores desta indústria possam se adequar. Isso irá evitar problemas da ordem competitiva entre as diversas empresas”.

O acordo vem sendo negociado pelo MPT com empresários do setor, há quatro anos, com o objetivo de aproximar a indústria brasileira das normas constitucionais e internacionais referentes a proteção da saúde do trabalhador. A Constituição da República estabelece que que é direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho. A Convenção nº 127 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil, estabelece que “o transporte manual, por um trabalhador de cargas cujo peso seria suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança não deverá ser exigido nem admitido”.

A CLT, no entanto, permite um limite máximo de 60 kg para o peso que um trabalhador pode levantar individualmente. Para o MPT este parâmetro está defasado, principalmente em relação à Constituição e as normas e valores de referência internacionais.

Os trabalhadores mais atingidos pelo excesso de peso das embalagens de cimento, hoje, no Brasil, são os que trabalham em obras e distribuidoras de material de construção. O peso atual de 50 kg dos sacos de cimento produz elevados índices de absenteísmo e adoecimentos, por exemplo em decorrência de dorsalgias, lombalgias, hérnias discais, lesões em articulações do joelho e cotovelo e outras patologias osteomusculares e muscoesqueléticas.

Fonte e Imagem: Seconci com informações da Comunicação da Procuradoria Geral do Trabalho

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Ministério das Cidades publica novo regimento do SiAC

Na última sexta-feira (15), o Ministério das Cidades publicou, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 383, de 14 de junho de 2018, que dispõe sobre o novo regimento geral do Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil (SiAC). A publicação traz ainda o regimento específico da especialidade técnica “Execução de Obras” do SiAC, bem como os referenciais normativos para os níveis B e A e os requisitos complementares para os subsetores dessa especialidade. Sendo assim, o regimento anterior – Portaria nº 13, de 6 de janeiro de 2017, e seus anexos – foi revogado.

A revisão do regimento serviu para atualizar o SiAC para a versão ISO 9001:2015, introduzindo um conjunto de requisitos que não existiam na versão ISO 9001:2008 e, consequentemente, também não estavam presentes no sistema. “Além dessa principal alteração, foram feitos alguns outros ajustes técnicos, em função da Norma de Desempenho [ABNT NBR 15.575], que dizem respeito ao controle de qualidade dos materiais empregados nas obras e nos serviços executados; e ajustes nos requisitos de projetos, que passaram a ser mais detalhados nessa versão, também com o objetivo de assegurar mais ainda o atendimento aos requisitos da Norma de Desempenho”, explica Marcos Galindo, representante titular da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) na Comissão Nacional do SiAC e atual presidente do grupo.

O SiAC é um projeto incluído no Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), cujo propósito é modernizar a construção civil. O sistema permite a avaliação da conformidade na aplicação de uma gestão da qualidade em organizações do setor. Empresas e certificadoras terão o prazo de um ano, a contar da data de publicação no DOU, para fazer a transição de seus sistemas de gestão para a nova versão do SiAC.

Para conhecer o regimento na íntegra (Portaria e seus anexos), Clique aqui. 

 

Fonte e Imagem: CBIC

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Diretores e gestores discutirão o futuro da construção em evento em São Paulo

Profissionais conectados, inovadores e visionários estarão reunidos no dia 27 de junho, em São Paulo/SP, para discutir as futuras transformações no 13º Encontro de Diretores & Gestores da Construção. Com o tema “Conectados em direção ao futuro”, o evento buscará mostrar como as novas conexões e tecnologias impactam as pessoas e seus comportamentos, e como as empresas podem entender e aproveitar as oportunidades, transformando o ambiente construído de acordo com essas novas demandas e exigências do mercado.

Após welcome coffee e abertura, o encontro – realizado das 8h20 às 17h no Milenium Centro de Convenções (Vila Clementino) – contará com três painéis: 1- A transformação pelas conexões e tecnologias digitais; 2- Inovações que impactam materiais, projetos e cidades; e 3- Um novo olhar em gestão empresarial e modelos de negócios. Haverá ainda um happy hour paranetworking, às 15h, com transmissão em telão do jogo do Brasil na Copa do Mundo 2018.

Para mais informações e realização de inscrições, acesse aqui.

 

Fonte e Imagem: CBIC

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Crise estimula busca por inovações da indústria na área da construção civil

Queda do número de empreendimentos forçou empresas do setor, considerado bastante conservador, a reavaliar operações e discutir métodos de modernização em toda a cadeia.

A crise impulsionou a procura por modernização na construção civil. Iniciativas buscam trazer mais tecnologia à atividade – desde o planejamento até o acabamento final das obras – em um setor cujos métodos ainda são considerados “defasados”, de acordo com fontes da indústria.

“A queda após o ápice da construção civil fez as empresas reavaliarem suas operações e reposicionarem o volume de negócios visando a sustentabilidade”, avalia o diretor presidente do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), Roberto de Souza.

A CTE tem promovido desde o início de 2018 um núcleo de relacionamento, pesquisa e negócios chamado Rede Construção Digital. Reunindo representantes de toda a cadeia (fabricantes, projetistas, incorporadores e construtoras), o grupo pretende realizar pesquisas para identificar lacunas e disseminar soluções tecnológicas no mercado. “É um esforço setorial para discutir inovações e impulsionar o sistema construtivo. Além de promover a digitalização, essa rede gera negócios ao aproximar diferentes agentes da cadeia”, explica Souza. Fazem parte do núcleo mais de 30 empresas, entre elas a Basf, Cyrela, Deca, Eztec, Gafisa, MRV, Saint-Gobain, Samsung, Schneider e Thyssenkrupp.

O arquiteto de soluções da Schneider Electric, Marcos Felício, afirma que o objetivo é, através da troca de conhecimentos entre as empresas, promover o desenvolvimento do setor como um todo. “Identificamos que a construção civil está muito atrasada, ainda utilizando os mesmos métodos tradicionais há décadas.” Ele conta que o papel da Schneider é trazer a experiência da companhia em gerenciamento de energia e de internet das coisas (IoT). “A Thyssenkrupp, por exemplo, tem elevadores com IoT. Mas só ele isolado não significa nada. Nós conseguimos fornecer um sistema que o integra ao ar condicionado, sistema anti-incêndio, controle de acesso. As coisas têm que ser inteligentes, mas também trabalhar juntas.”

Para Felício, o maior entrave a esse tipo de aplicação não é o acesso às soluções, mas mudança de mentalidade do setor. “Temos toda a tecnologia disponível, mas ainda não faz parte da visão do mercado.”

O gestor executivo de inovação da MRV Engenharia, Flávio Vidal, concorda com o diagnóstico. “A construção é um segmento mais atrasado nessa questão de tecnologia. As discussões ainda estão no começo, é um setor mais conservador. Uma mudança de cultura das empresas não vai ocorrer do dia para noite.” Vidal destaca que o fato do ciclo da construção civil ser mais longo faz com que qualquer transformação seja mais demorada. “Em muitos casos, estamos falando de três a cinco anos do início ao fim de uma obra. Podemos estar discutindo agora uma mudança que só vai ocorrer no futuro.” O executivo da MRV diz que a empresa já se preocupava com inovações, mas vê o setor como um todo se movimentando após a crise. “É um desafio se abrir a possíveis erros ou a investimentos que não trazem resultados tão rápidos. Mas nesses momentos difíceis, é preciso pensar diferente. Quem não tiver essa iniciativa agora vai ficar muito para trás.”

Normas e financiamento

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Rodrigo Navarro, aponta que a inovação nos canteiros de obras não depende apenas da aplicação de tecnologia, mas também da conformidade técnica e fiscal e da capacitação da mão de obra. “Não adianta ter um equipamento inovador que não esteja em conformidade com as normas ou se o funcionário não é capaz de operar.” Ele acredita que o esforço setorial está ocorrendo, mas necessita também do apoio governamental. “O mercado não vai fazer essa modernização sozinho. Tem que haver estímulos, como linhas de financiamento. Nossa indústria está muito atrasada.”

Vidal destaca que a discussão sobre normas técnicas também afeta o financiamento do setor. “A linha do Minha Casa, Minha vida, feita pela Caixa Econômica Federal, tem uma séria de exigências normativas. No caso de uma inovação em que a norma não exista, é preciso criá-la, investir e desenvolver ensaios.”

 

Fonte e Imagem: Diário, Comércio, Industria e Serviços

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Publicado decreto que atualiza os valores das modalidades licitatórias

Aguardado por muitos, o Decreto nº 9.412/2018 atualiza os valores das modalidades de licitação em 120% (cento e vinte por cento) em relação aos patamares atualmente praticados.

Os referidos limites encontravam-se congelados há 20 anos, o que os tornavam significativamente defasados e, por vezes, obrigava a Administração a realizar certames com custos superiores ao valor contratado.

Confira no Diário Oficial

 

Fonte: OLicitante e o Diário Oficial

Imagem: Internet com alterações

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IV Prêmio Codeplan de Trabalhos Técnico-Científicos

TEMA: Desenvolvimento do Distrito Federal e RIDE

Aviso de Edital – Extrato Concurso DODF, em 24.04.18

Edital do Concurso 01-2018

Resolução nº 150 Concurso Trabalhos Técnico-Científicos

Contatos:

Telefone: (61) 3342-1091

E-mail:  premiocodeplan@codeplan.df.gov.br

 

Fonte e Imagem: Codeplan

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Palestra – Conjuntura Econômica do Distrito Federal e Brasil

A Codeplan realiza mais um seminário abordando a conjuntura econômica do Distrito Federal e do Brasil.

Não há necessidade de inscrições prévias, porém o auditório comporta cerca de 100 participantes.

No evento, tanto a Codeplan como o Sebrae nacional apresentarão dados inéditos em suas apresentações.

Confira, abaixo, a programação do evento.

Data: 19/06/2018
Horário: 14:30 às 17:00
Local: No Auditório da Codeplan – “Francisco de Assis Rodrigues”

Fonte e Imagem: Codeplan

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Falta de crédito trava retomada da construção

Sem crédito para a produção e com sucessivos aumentos dos preços dos insumos, a indústria da construção civil deve continuar estagnada neste ano. “Não vai ter crescimento”, disse o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. Se os gargalos que impedem a expansão da atividade do setor forem superados a tempo, no melhor dos cenários, ele estima que a construção, que teve contração de 5% em 2017, pode vir a registrar um crescimento de 0,5%.

A construção civil depende de crédito para financiar os investimentos e, também, de segurança jurídica. Atualmente, segundo Martins, ela está carente de ambos. Mesmo quando a economia dava sinais de crescimento, os indicadores do IBGE para o setor não eram os mais promissores. No primeiro trimestre de 2018, enquanto o país cresceu 0,4% a construção recuou 0,6%. A esse quadro somam-se as incertezas políticas decorrentes das eleições, desestimulando ainda mais novos investimentos.

As restrições fiscais levaram a uma substancial queda dos investimentos públicos. No caso do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), substituído pelo Avançar, o recuo é gritante: dos R$ 64 bilhões executados em 2014, o orçamento para 2019 aloca somente R$ 17 bilhões. A solução é o investimento privado mas, para estimulá-lo o governo teria que assegurar que vai conseguir quitar suas contas  no futuro. Segundo Martins, é fundamental que o presidente que vier a ser eleito em outubro se comprometa com a aprovação da reforma da Previdência Social, primeiro passo para recuperar as finanças públicas.

A ausência de segurança jurídica é mais um constrangimento que, combinado à retração dos investimentos e a escassez de crédito, estrangulam a construção civil.

O distrato, cujo projeto foi aprovado na Câmara e aguarda votação do Senado, e o aumento dos preços do asfalto são alguns dos aspectos da insegurança que dificultam a reação do setor. O asfalto, por exemplo, representa cerca de 40% do custo das obras e os reajustes mensais este ano já somam quase 50%, enquanto que os contratos da construção só podem ser reajustados uma vez por ano.

Esse é o caso, por exemplo, dos contratos firmados entre as empresas e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), para obras de manutenção e extensão de rodovias. Martins avalia que as construtoras não terão como absorver esse impacto. “A Petrobras “, disse ele, “está fechada ao diálogo”.

A greve dos caminhoneiros gerou prejuízo superior a R$ 3 bilhões, segundo cálculos da CBIC. O tabelamento do frete é um desdobramento da greve que também trará efeitos negativos para o setor.

O aumento dos preços de importantes insumos da construção foi um dos temas de reunião entre Martins e o presidente Michel Temer na segunda-feira. Segundo Martins, Temer disse que a equipe econômica vai avaliar a situação.

Para tentar superar a restrição ao crédito, ele informou que propôs ao Banco Central uma revisão dos instrumentos que podem ser utilizados pelas instituições financeiras para atestar o cumprimento das exigibilidades de aplicação no mercado imobiliário. Pelas regras atuais, os bancos estão obrigadas a aplicar 65% dos recursos da caderneta de poupança em financiamentos habitacionais. Dos 65%, 80% devem ser direcionados em operações do Sistema Financeiro de Habitação, que opera com imóveis com valor de até R$ 750 mil.

Para cumprir o percentual de 65%, as instituições financeiras podem considerar, por exemplo, créditos do Fundo de Compensação da Variação Salarial (FCVS) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI). Na avaliação de Martins, isso diminui a disponibilidade de recursos para o setor de habitação.

Em recessão há 15 trimestres, a indústria da construção civil é um dos setores da economia que pode gerar rapidamente emprego e, portanto, renda. Para isso, o governo deveria destravar e acelerar os projetos de concessão.

Fonte e Imagem: Valor Econômico

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