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Arquivo de categoria: MANCHETE

Afonso Assad, Presidente da Asbraco e membro da Coinfra/CBIC participa de audiência pública sobre obras de creches e pré-escolas inacabadas

“O Estado precisa ser mais ágil na aplicação dos recursos”, diz Afonso Assad       

Obras não iniciadas, paralisadas e atrasadas de creches e pré-escolas em todo o país foi o tema da audiência pública realizada ontem (25/04) na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado Federal.

Esta é a segunda reunião do ciclo de encontros denominado “Diálogos de Transparência — Monitoramento de obras de creches e pré-escolas públicas” que tem como objetivo debater a questão das obras de instituições de ensino básico que não foram realizadas ou estão paralisadas. A primeira audiência foi realizada no dia 11 de abril e contou com a presença de convidados como José Paulo Julieti Barbiere, diretor de Auditoria de Políticas Sociais e Segurança Pública da Controladoria-Geral da União (CGU) e Bruno Martinello Lima, secretário de Fiscalização de Infraestrutura Urbana do Tribunal de Contas da União (TCU), entre outros representantes de órgãos ligados ao tema.

Para o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), presidente da CTFC, é necessário atuar em prol das crianças entre zero a cinco anos para garantir o seu desenvolvimento e, consequentemente, do país, visto que a educação infantil está relacionada aos índices socioeconômicos.

 “969 obras de creches e pré-escolas estão paralisadas há cerca de quatro anos em todo o País”, apontou Luiz Afonso Assad, Presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco) e membro da Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Este número integra a pesquisa “Obras Paralisadas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, realizada pela CBIC, em correalização com o Senai Nacional, que indica a existência de 4.669 obras paralisadas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) equivalente a R$ 140 bilhões de investimentos. O levantamento foi oficialmente entregue por Assad ao presidente da CFTC, senador Rodrigo Cunha.

Sucintamente, Afonso Assad apontou que os problemas que mais afetam o setor produtivo na questão das creches estão centrados na fase de execução, por preços inexequíveis ou de qualificação. No caso das obras não iniciadas, mencionou a dificuldade dos municípios em executar a infraestrutura necessária, já que geralmente o recurso repassado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) cobre apenas a edificação. Já para as obras atrasadas, mencionou que as prefeituras geralmente não têm estrutura para a prestação de contas via sistema e atrasam a entrega de documentos.

Segundo Richard Pae Kim, secretário especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as pendências jurídicas que não puderem ser solucionadas por conciliação ou mediação, farão parte de uma meta de julgamento a serem propostas pelo CNJ aos tribunais de Justiça e colocadas em prática em 2020. “Todo ano, o CNJ realiza o encontro nacional dos residentes de tribunais e corregedores estabelecendo metas para o ano seguinte. A ideia é que em 2019 consigamos trabalhar com ações ligadas à solução por meio de conciliação e mediação. E aqueles casos que não puderem ser solucionados dessa maneira, vamos estabelecer metas de julgamento para 2020 de forma a acelerar esses julgamentos pelos tribunais, sejam federais, estaduais ou trabalhistas”, disse o secretário de Programas do CNJ ao apresentar para o Poder Legislativo um plano de ação que abrange uma mobilização conjunta do Conselho com tribunais de contas da União, dos estados, dos municípios e tribunais dos diversos ramos da Justiça.

O presidente do Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa, Cezar Miola, fez um alerta sobre os altos índices quantitativos de analfabetismo no Brasil. Cerca de 50% das crianças que estão nas escolas, dentro da faixa etária de 8 anos, não aprendem e não têm proficiência em português e matemática.

“Há mais de 6 milhões de crianças de 0 à 3 anos que não têm acesso e ou não são atendidas nas creches. A educação pré-escolar foi universalizada com a Emenda nº 59 e tinha como meta nº1 do Plano Nacional de Educação (PNE) alcançar esse objetivo em 2016, mas ainda há crianças fora da pré-escola em todas as unidades da Federação”, argumentou Cezar.

Para Manoel Galdino, diretor executivo da Transparência Brasil, apresentou um relatório sobre “Obra Transparente – monitoramento de Obras de escolas e creches financiadas pelo governo Federal” é uma parceria com os 21 observatórios sociais do Brasil para fiscalizar obras e licitações. “Damos treinamentos para esses observatórios e capacitamos os cidadãos a serem agentes fiscalizadores, pois acreditamos que devemos melhorar as instituições brasileiras para que elas possam trabalhar de forma efetiva, com isso criamos o aplicativo ‘Tá de Pé’, que permite qualquer pessoa acompanhar e fiscalizar obras, basta que ela tira uma foto e nos envie, engenheiros irão analisar a imagem e comparar com o cronograma registrado, se houver divergência entraremos em contato com o Poder Público cobrando explicações, que serão enviadas como feedback ao cidadão”, explicou Manoel.

Excesso de marcos regulatórios contribuem para os atrasos

Afonso Assad ainda ressaltou que, atualmente, há 187 marcos regulatórios para liberar uma fatura do FNDE e da Caixa Econômica Federal (CEF) dentro do PAC, se não o servidor público é penalizado. Em 1996 eram 11. “Não somos contra a fiscalização. Ela tem que existir e ser feita. O Estado tem que ver a aplicação dos recursos e tem que existir a penalização, mas também tem que ser mais ágil para que as obras sejam feitas”, reforçou.

O debate é importante para que se trace ações precoces de educação que possibilitem maior eficiência nos sistemas educacionais, de forma qualificada, além de gerar condições mínimas para uma infância mais igualitária e inclusiva, razão pela qual a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) vincula a educação infantil ao desenvolvimento econômico e à inclusão social.

A próxima reunião contará com a participação de representantes do FNDE do Ministério da Educação para buscar soluções ágeis, para que a comissão nossa contribuir de maneira efetiva sobre o tema.

Veja a integra da audiência.

Entrega oficial do levantamento sobre“Obras Paralisadas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, realizada pela CBIC, em correalização com o Senai Nacional

Fonte: Texto da CBIC e Senado Federal

Imagens: Internet

 

 

 

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Seminário aborda alternativas para obras paradas no Brasil

Estão abertas as inscrições para o seminário “Paralisação e Retomada de Obras de Infraestrutura no Brasil”, que ocorre em 10 de abril, em Brasília. Promovido pela Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o evento contará com uma série de palestras e debates sobre o futuro de empreendimentos parados no país.

Para participar, é necessário preencher formulário online.

Serão dois painéis. O primeiro, com o tema “Radiografia das Paralisações e a importância da retomada”, contará com apresentação de uma pesquisa nacional sobre o assunto elaborada pela consultoria Brain.

O segundo painel intitula-se “Rompendo barreiras para a retomada de obras paralisadas”. Será abordada a importância da retomada de obras para municípios, além dos mecanismos que possibilitam o destravamento de obras, principais desafios e dificuldades enfrentadas.

O seminário sobre tem interface com o Projeto Melhoria da Competitividade e Ampliação de Mercado na Infraestrutura, correalização entre CBIC e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

Seminário “Paralisação e Retomada de Obras de Infraestrutura no Brasil”
10 de abril (quarta-feira)
Das 8 ás 12 horas
No Edifício Armando Monteiro Neto – Setor Bancário Norte – Brasília

Fonte e Imagem: CBIC

 

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Lançamento de programa da Asbraco, em parceria com o Sinduscon, sobre integridade atrai empresas do DF

Evento conta com a participação do secretário de Fazenda André Clemente e da secretária de Governança e Compliance Cristiane Nardes

 

A Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), lança nesta quarta (20) o Programa Brasileiro de Qualidade e Integridade (PBQ-I). Com boa participação, a iniciativa inédita cativou as empresas do setor de construção do Distrito Federal.

Além dos empresários, estão no evento o secretário de Fazenda do DF, André Clemente, e a secretária de Governança e Compliance Cristiane Nardes.

O objetivo do programa é fazer com que empresas cumpram as normas legais e regulamentares e as diretrizes estabelecidas pela lei de Integridade (Nº 6.112/2018), que estabelece a obrigatoriedade do Programa de Integridade em todas as empresas que celebrem contrato, consórcio, convênio, concessão ou parceria público-privada (PPP) com a Administração Pública do Distrito Federal.

A parceria, Asbraco e Sinduscon, busca ainda, com o lançamento do programa, que o conceito de integridade seja implementado por meio da necessidade de fazer o certo por convicção e não por imposição da Lei.

As empresas da capital tem até junho deste ano para se adaptarem ao exigido na legislação. Em caso de descumprimento, há a cobrança de multa de 0,1%, por dia, incidente sobre o valor atualizado do contrato.

Nesta terça (19), o presidente da entidade Afonso Assad afirmou que as expectativas eram as melhores possíveis e que visava atingir principalmente as micro e pequenas empresas. Assad frizou ainda a importância de que o governo apoie a iniciativa.

A Asbraco apresenta nesta quarta dois novos programas:

– PBQ-I – Programa Brasileiro de Qualidade e Integridade, para empresas que querem auditorias integradas;
– PB-I – Programa Brasileiro de Integridade, para empresas que querem apenas a Certificação do Programa de Integridade.

 

Fonte: Diário do Poder

Imagem: Acervo ASBRACO

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Interpretação SiAC/PBQP-H:2018

A Inspeção, Certificação e Vistoria do Brasil – ICV Brasil, em correalização com a Associação Brasiliense de Construtores – ASBRACO, realizam, em Brasília, treinamento para discutir e reforçar sobre a Interpretação SiAC/PBQP-H:2018.

O evento será ministrado e certificado pela ICV Brasil com o objetivo de apresentar as alterações dos requisitos do PBQP-H para o público alvo, profissionais, consultores e gerentes responsáveis pela implementação do Sistema de Gestão da Qualidade, que precisam atender aos requisitos do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat e profissionais que precisam atualizar seus conhecimentos de acordo com a mudança do regimento do SiAC/ PBQP-H.

 

SERVIÇO:

28 de Março de 2019

INÍCIO: 9h00

ALMOÇO – 1h
12h30 às 13h30

TÉRMINO: 18h00

Local: Auditório da Associação Brasiliense de Construtores – ASBRACO | SIA/SUL trecho 04, quadra 03, lote 2000, bloco F, cobertura.

 

FAÇA AQUI SUA INSCRIÇÃO

 

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Em engenharia, o barato sai caro

Por Diego Baptista de Souza

A tragédia de Brumadinho (MG) colocou, mais uma vez, a engenharia brasileira em xeque e levantou dúvidas sobre a qualidade dos serviços nacionalmente. Mas há outra fissura, aberta no âmago dos processos de contratação de serviços de engenharia no Brasil, amplificadora dos riscos e potencial causadora de falhas: a contratação de consultorias de engenharia pelo critério do menor preço.

Não entremos aqui nos deméritos das barragens de rejeito com alteamento por montante, verdadeira anomalia que deve ser extinta. Mas é fato que, em setores e áreas específicas, temos uma das melhores engenharias do mundo, como é o caso da engenharia de barragens. O Brasil é referência mundial, destacando-se as hidrelétricas desenvolvidas em sua totalidade com tecnologia nacional.

As grandes obras são de interesse coletivo e, por isso, devem continuar existindo. Isso desde que implantadas de maneira sustentável. É claro que devem ser feitas investigações para determinar as causas da tragédia que ocorreu em Minas Gerais e as consequentes correções de curso, principalmente em processos de fiscalização e manutenção. Nesse contexto, é importante discutir a contratação de serviços de engenharia consultiva com foco na contratação pela Administração Pública direta e indireta, mas com efeitos estendíveis a contratações no setor privado.

As principais leis que regem as contratações de serviços de engenharia no Brasil pela Administração Pública são: a Lei 8.666, a Lei 10.520 e a Lei 13.303. As Leis 8.666 e 13.303 pregam que as contratações podem ser realizadas em algumas modalidades distintas. Dentre elas, menor preço, melhor técnica, ou melhor combinação técnica e preço. O artigo 46 da Lei 8.666 é claro ao dispor que as supracitadas modalidades devem ser utilizadas “em especial na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, em particular, para a elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos”.

Muito embora haja uma aparente clareza legal com relação à modalidade pela qual devem ser licitados serviços de engenharia, com frequência a prática de mercado mostra uma realidade contrária. Com exceções que apenas comprovam a regra, os serviços de engenharia consultiva têm sido predominantemente licitados pelo menor preço ou por pregão (ancorados pela Lei 10.520), inclusive serviços relacionados à segurança de barragens, mesmo após a tragédia de Brumadinho. O que está por trás dessa prática é a presunção ou admissão de que serviços de engenharia não têm natureza intelectual nem especificidade, são padronizados, comuns, uniformes e/ou homogêneos.
É preciso entender, porém, que os serviços de engenharia não seguem, necessariamente, essa lógica. Pelo contrário. Serviço de engenharia é serviço intelectual, de natureza técnica. A adoção do julgamento pelo menor preço implica fazer, salvo raras exceções, a escolha da pior proposta. Em face do alcance dos riscos e particularidades de alguns projetos, caberia de fato contratar apenas por melhor técnica.

É justo dizer que os órgãos que adotam o julgamento pelo menor preço buscam qualificá-lo por meio da exigência de atendimento de critérios técnicos mínimos pela empresa. Nesses casos, a Administração não diminui seu risco. Um exame das licitações mostra que, ao se estabelecer critérios mínimos, reduz-se drasticamente o rigor da exigência de entrada, nivelando “por baixo” o certame. Nesses casos, a mensagem passada pela Administração Pública, ao não diferenciar a experiência da empresa e de sua equipe, é que tal experiência não importa.

Há o entendimento obtuso de que o serviço de engenharia é “comum” e pode ser “padronizado” e que, portanto, a adoção de critérios mínimos aos entrantes associados à contratação por menor preço é a melhor opção para a Administração Pública. Os órgãos, ancorados pela jurisdição – reitera-se: com raras exceções -, reverberam esse entendimento. A doutrina é rica nessa discussão, tendo entendimento oposto muitas vezes.

O tema é polêmico, mas não há momento melhor para tratar dele. É preciso valorizar a nossa engenharia, característica de países desenvolvidos. É inadmissível a contratação de projetos por pregão. A segurança de uma barragem, por exemplo, inicia-se com um bom projeto de engenharia. À boa engenharia interessa o menor preço ao longo da vida útil do empreendimento e não apenas na sua contratação, levando-se em conta, na formação desse preço, a qualidade e segurança.

Há que se retomar as discussões acerca das modalidades de contratação de serviços de engenharia pela Administração Pública. As entidades de classe devem se manifestar. As empresas de consultoria de engenharia devem formalizar seus entendimentos durante os processos licitatórios e para seus clientes. Deve-se cristalizar o entendimento, perante os setores da sociedade, de que a máxima de que “o barato sai caro” é absolutamente verdadeira para serviços intelectuais e técnicos.

*Diego Baptista de Souza, engenheiro civil, diretor da Nova Engevix e mestre em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental pela Universidade Federal do Paraná

 

Fonte e Imagem: ESTADÃO

 

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Estudantes mexicanos criam concreto fotovoltaico que gera energia elétrica

Estudantes de doutorado do Instituto Politécnico Nacional (IPN), no México, desenvolveram um concreto fotovoltaico que tem a capacidade de gerar eletricidade quando irradiado com energia solar.

O projeto surgiu da necessidade de usar materiais de construção mais inteligentes e ecologicamente corretos, informou o IPN em um comunicado.

Na radiação solar, o México está localizado em uma posição privilegiada, assim que estados como Chihuahua, Sonora, Durango e Baja California tem mais radiação solar do que à média internacional.

Tal situação, no futuro, poderia facilitar o uso desta tecnologia na área de concreto inteligente.

Orlando Gutiérrez e Euxis Kismet Sierra Márquez trabalharam no projeto de um concreto que atende a todos os critérios estruturais para uso na construção de calçadas, pontes, lajes e muito mais.

Orlando Gutiérrez e Euxis Kismet

Mas, ao mesmo tempo, esse material tem a capacidade de utilizar energia elétrica armazenada de forma ecológica e sustentável para eletrodomésticos, carregamento de dispositivos móveis, iluminação arquitetônica, entre outros.

O protótipo é um pedaço sólido de concreto misturado com elementos orgânicos, que permite a captação da radiação solar e gera corrente elétrica.

Orlando Gutiérrez explicou que a obtenção de nanopartículas de concreto é obtida por uma técnica chamada “moagem de alta energia”, que busca atingir partículas abaixo de 100 nanômetros.

O cimento foi misturado com outros óxidos e compostos orgânicos (perovskita) para geração fotovoltaica.

Enquanto isso, Kismet Serra materiais sintetizados para criar perovskita, subsequentemente, juntou-se com óxido de titânio usados ​​na fabricação de células Grätzel, que o utilizou como uma matriz para absorver a radiação solar.

Nesse sentido, o pesquisador e orientador dos alunos, Felipe de Jesús Carrillo Romo, afirmou que os materiais fotovoltaicos têm a capacidade de absorver energia solar e transformá-la em eletricidade.

Fonte e Imagens: Engenharia É

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A lavagem de dinheiro e ‘O Velho e o Mar’

 

Texto de Rafael Mota

Santiago, personagem de O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway, saiu em busca de um peixe diferenciado capaz de lhe mudar a vida. O menino Manolin, verdadeiro amigo do protagonista, dentro de sua inabalável fé, fez tudo para que o objetivo mor da pescaria se concretizasse.

Essa história de perseverança e superação nos conduz à reflexão sobre a busca que o Ministério Público, os órgãos de controle e mesmo a sociedade empreendem para pegar os grandes peixes da criminalidade que desviam e “lavam” o dinheiro público com o fim espúrio de locupletamento indevido.

Há 30 anos foi criado o Financial Action Task Force (FATF), um órgão intergovernamental com objetivo de estabelecer padrões e promover a implementação efetiva de medidas legais, regulatórias e operacionais para combater a lavagem de dinheiro e financiar atos contra o terrorismo e outras ameaças relacionadas à integridade do sistema financeiro internacional. O FATF é, portanto, um “órgão de elaboração de políticas” que trabalha para gerar e promover as necessárias reformas legislativas e regulatórias nacionais nessas áreas.

No Brasil, o Ministério Público e os órgãos de controle, entre outros, não só combatem a lavagem, mas também o desvio de dinheiro público. O interesse em enfrentar a criminalidade é forte. É o que se vê, por exemplo, da publicação da Resolução 3.439/19 do BNDES no último dia 14 de janeiro, que, entre outras exigências, prevê que no contrato de repasse, o agente financeiro do BNDES fica obrigado a comprovar a adoção de procedimentos inibidores de lavagem de dinheiro e, ainda, que sejam capazes de combater o financiamento ao terrorismo.

Trabalhar para fazer mais com menos é uma preocupação que leva todos os setores da administração pública tentar obter descontos consideráveis nas obras e contratos. Porém, é importante destacar que, para firmar contrato com desconto elevado e preço inferior ao de custo, deve haver justificativa devidamente fundamentada. Por exemplo, deve haver amplo estudo de mercado que possa amparar a contratação, tudo para se evitar o fracasso da licitação e a contratação de propostas inexequíveis, que deixam margem para que o seu objeto não seja entregue a tempo e a contento.

As paralisações em contratos públicos são tema que se encontra nas pautas dos mais diversos órgãos de controle do país. Segundo o então presidente do TCU, ministro Raimundo Carreiro, foram identificados 39.894 contratos dos quais 14.403 são de obras paralisadas ou inacabadas. Esse fato implicou em R$ 144 bilhões deixados de circular na economia, tendo como inexorável consequência o aumento da taxa de desemprego, o que demonstra a necessidade de uma efetiva fiscalização dos pactos firmados.

Há grandes desafios a serem enfrentados durante o aprimoramento da fiscalização dos contratos, por exemplo, a necessidade de se dar atenção ao fato de que as obras contratadas por preço abaixo dos custos podem até ser concluídas, mas muitas vezes sacrificando o regular cumprimento dos encargos que compõem o BDI, incluído ali, seguros, segurança do trabalho, tributos, etc, e do correto pagamento dos salários dos funcionários. E mais, deve-se considerar a possibilidade de que os valores de capital próprio que o licitante aplicou para concluir a obra contratada abaixo do custo seja oriundo de dinheiro espúrio, ou seja, se o contratado utiliza os contratos públicos para lavar o dinheiro que financiou sua proposta inexequível.

Do Velho e o Mar, de Hemingway, fica, portanto, a lição de que com tempo, sabedoria, paciência, determinação e experiência pode-se fisgar o peixe grande. Isso vale também para o crime de lavagem de dinheiro e combate ao crime organizado. Porém, retornar ao porto com o peixe grande se mostra um novo desafio; pois, afinal, há tubarões, que, na visão dos turistas de Hemingway, tem “caudas tão belas e tão lindamente formadas”, mas, na visão realista do menino Manolin, existem. Sejamos mais meninos.

*Rafael Mota é sócio do escritório Mota Kalume. Mestre em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), é conselheiro do Conselho Jurídico da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), assessor jurídico do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) e assessor da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco-DF)

Fonte e Imagem: Estadão

 

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Indústria da construção reúne propostas para estimular a economia

A cadeia produtiva da Indústria da Construção, formada por 62 setores e responsável por 8,57% do PIB nacional, uma arrecadação de R$ 182,354 milhões em impostos e forte impacto na inclusão social, se reunirá de 15 a 17 de maio, no Rio de Janeiro, para o 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), que já está com inscrições abertas.

O 91º Enic unirá na capital carioca a força de todos seus segmentos – construção, indústria de materiais, comércio de materiais, serviços, máquinas e equipamentos e outros fornecedores – a fim de buscar estímulos à indústria da construção, reconhecida por sua capacidade de gerar empregos, em quantidade e com rapidez, e renda de forma sustentável, dando competitividade à economia e dignidade ao cidadão.

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“O País precisa crescer, recuperar o investimento e isso será feito com a construção”, destaca José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), ao reforçar a importância do encontro nacional, que debaterá macro temas relacionados à infraestrutura, indústria imobiliária, obras industriais, habitação de interesse social, relações trabalhistas, inovação, sustentabilidade e responsabilidade social.

Promovido pela CBIC, o 91º Enic é uma realização do Sindicato da Indústria da Construção no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio) e conta com a correalização da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-Rio) e do Serviço Social da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (Seconci-Rio).

A expectativa inicial é de que o Enic reúna no Windsor Expo Convention Rio de Janeiro mais de 2 mil participantes entre profissionais e empresários da cadeia produtiva da construção civil; representantes dos poderes políticos; personalidades e especialistas de engenharia e inovação; além de acadêmicos e profissionais da imprensa.

91º Enic terá desconto de 70% para micro e pequeno empresário do DF

Missão empresarial do Distrito Federal, formada por micros e pequenos empresários do setor produtivo local, terá desconto especial de 70% para o Enic. A conquista é resultado da parceria entre o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae-DF).

Pelo acordado, cada empresa poderá fazer a inscrição de até duas pessoas até o próximo dia 20 de fevereiro. O pacote inclui inscrição completa no evento, com direito a almoço para os dois dias, hospedagem no hotel oficial, com café da manhã, traslado aeroporto-hotel / hotel-aeroporto, passagem aérea.

A missão só poderá ser contratada com o pacote completo. Convite para as festas será entregue somente para os inscritos, no ato do credenciamento, e os participantes terão que entregar relatório após a viagem.

 

Fonte e Imagem: CBIC

 

Vídeo: ASBRACO

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Associado “Mendes Lima Engenharia” foi um dos grandes destaques do Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade

A 22ª Edição do Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade aconteceu no último dia 11 de dezembro, no Clube Naval de Brasília e contou com a presença de autoridades e representantes do setor da construção civil. Os ganhadores e destaques da noite comentaram a importância do reconhecimento.

De iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio da sua Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade da (Comat), em correalização com o Senai Nacional, o objetivo da premiação é reconhecer, premiar e divulgar soluções inovadoras que contribuam para a modernização e a sustentabilidade da indústria da construção brasileira.

Um dos grandes destaques da noite foi a empresa parceira da Associação Brasiliense de Construtores (ASBRACO), Mendes Lima Engenharia, indicada entre os três finalistas na categoria ‘Sistemas Construtivos’ pela criação do importante “Sistema Construtivo de Subsolos Estanques e Lajes de Subpressão”.

A Penetron Brasil é a fornecedora dos aditivos cristalizantes à empresa Mendes Lima e como principal apoiadora do sistema, comemorou a conquista da empresa parceira.

“É um orgulho para a Penetron participar com a Mendes Lima desse desenvolvimento, que mostra a geração de valor na cadeia da construção e a contribuição para sociedade, com um sistema preocupado com a sustentabilidade”, afirma o engenheiro Cláudio Ourives, diretor geral da Penetron Brasil.

A empresa Mendes Lima Engenharia LTDA, que conquistou o 2º Lugar na categoria ‘Sistemas Construtivos’,  criou seu sistema por meio de um concreto aditivado com componentes que reagem com a umidade, formando uma estrutura cristalina insolúvel capaz de bloquear poros e capilares em paredes e pisos abaixo do nível do solo. O mecanismo de autocicatrização, segundo o projeto, aumenta a durabilidade do concreto e sua vida útil por meio de suas propriedades impermeabilizantes.

 

A empresa explica que o sistema tem vantagens sobre o tradicional rebaixamento de lençol freático, pois reduz impactos ambientais por economizar energia elétrica e desperdício de água.

“O sistema evita a contaminação da água e do solo com impermeabilizantes poluentes e elimina acidentes com colaboradores nesse processo e os custos com reparos e manutenções nas bombas caem significavelmente comparados com os modelos tradicionais, que ainda são usados para a drenagem da água que infiltra a estrutura”, complementa o diretor de Impermeabilização da ASBRACO, Carlos Mendes Lima.

Além das certificações, o projeto destaque do Prêmio CBIC, ressalta que a eficiência do sistema de construção tem sido comprovada pela sua demanda para obras no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Tocantins, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, a premiação foi algo muito importante, devido ao momento de grande turbulência que o setor vem enfrentando. “Inovação e tecnologia são cada vez mais importantes para o fortalecimento do nosso setor. Esse prêmio é uma mostra do nosso compromisso com o futuro”, disse.

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