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Arquivo de categoria: Notícia

Entidades recebem presidente do BRB para um debate sobre as dificuldades do setor produtivo

Da esquerda para direita, Paulo Muniz, pres. ADEMI/DF; João Pimenta, pres. Sinduscon/DF; Paulo Costa, pres. BRB; Afonso Assad, pres. Asbraco e Rodrigo Delmasso, dep. Distrital

 

Na manhã de ontem, (16/04) as entidades, Associação Brasilense de Construtores (Asbraco), Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) e a  Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI/DF) convidaram o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa e sua diretoria para debater sobre as NOVAS POLÍTICAS DE PARCERIAS PARA O SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL DO DF” e “RENOVAÇÃO DO CONVÊNIO COM AS ENTIDADES”.

Estiveram presentes no evento, os anfitriões, Presidente do Sinduscon, João Carlos Pimenta, Presidente da Asbraco, Afonso Assad e o Presidente da ADEMI, Paulo Muniz, o convidado de honrar, Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, além do Deputado Distrital e Vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Rodrigo Delmasso, o Subsecretário de Relação com o Setor Produtivo, Márcio Faria Junior e o Secretário de Estado, Everardo Gueiros.

A abertura do evento foi marcada pela assinatura da Renovação do Convênio entre as entidades parceiras Asbraco, Sinduscon e Ademi junto ao BRB que, dentre várias vantagens, oferece taxas diferenciadas aos associados. O Presidente do Sinduscon, João Pimenta, destacou a importância do evento para o setor da Construção Civil e enfatizou as parcerias firmadas.

O Presidente da Ademi, Paulo Muniz salientou que o apoio do BRB não é importante apenas para o relacionamento com a construção civil, e sim igualmente para o financiamento imobiliário e para o desenvolvimento do setor produtivo do DF. “Queremos que o BRB fique cada vez mais forte e com o dinamismo que Brasília precisa”, afirmou Paulo Muniz.

Com representantes de mais de 70 pequenas, médias e micro empresas do DF, o evento demonstrou a preocupação do setor e o desejo de superar a crise. Para o presidente da Asbraco, Afonso Assad, a parceria com o banco é fundamental, os pequenos empresários necessitam desses tipos de parcerias, pois, para o setor construtivo de Brasília, os últimos anos foram de parada do mercado e com dificuldades em relação a recebimento, e o BRB, para muitas empresas, foi o alicerce principal. “Não foi fácil, o setor enfrentou diversas dificuldades, mas com o tempo, e sempre em diálogo com o banco, ajustamos o necessários e resolvemos quase todos os problemas dos empresários que nos procuraram”, afirmou Afonso.

Afonso Assad ainda destacou alguns temas importantes, para que o presidente do BRB pudesse explanar dentro de sua apresentação. Limite Global, flexibilizando a liberação do crédito, alçadas da gerência para operações de menor porte, retorno do cartão BNDES para pequenas empresas, Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) com taxas mais atrativas, agilidade para aprovação de crédito, prioridade nas propostas de maior valor, analise de processo de crédito em caso de correção, e a voltar do processo para mesmo analista que aprovou, “Precisamos está bem afinado com o banco, a relação é boa, mas precisamos melhorar cada vez mais”, pontuou Assad.

Durante a assinatura oficial do convênio de parceria entre as entidades e o banco, o Deputado Distrital e Vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Rodrigo Delmasso, foi convidado a referendar o convênio devido ao grande apoio que os parlamentares tem demonstrado ao setor.

Delmasso avaliou que os 100 primeiros dias do governo Ibaneis Rocha foram diferentes para o setor produtivo, nesse período alcançou-se algumas vitórias, dentre elas estão a extinção da Diferencial de Alíquota (DIFAL), a equiparação das alíquotas do ICMS para o setor atacadista e o encaminhamento do Poder Executivo à Câmara Legislativa do DF para a redução do ITBI. “Essas ações são importantes para o fomento do setor produtivo, além do mais, defendo a reforma Tributária do Distrito Federal, equiparando nossos impostos aos Estados vizinhos”.

Segundo o deputado, hoje o DF conta com 314 mil desempregados, se houver a redução dos impostos e apoio massivo ao setor produtivo é possível gerar empregos, cerca de 70 à 80 mil novas pessoas no mercado de trabalho em um ano. Para que isso seja exequível, Delmasso salienta que o auxílio do setor será extremamente importante, para tanto provocou os presentes à participarem da 4º audiência pública, com data prevista para o dia 19 de junho, que tratará sobre tema exclusivo à construção civil.

O Presidente do BRB, Paulo Costa, deu inicio a apresentação declarando que, “Estamos construindo um novo BRB, com pontos positivos do passado e com mudanças necessárias para o reposicionamento do banco”.

Segundo Paulo Costa, para a construção desse novo banco dinâmico e rápido é preciso ser protagonista no desenvolvimento econômico e social, sendo humano, principalmente com as pessoas da região.

Durante a apresentação foram abordados os temas: BRB em números, conglomerado de empresas ligadas diretamente, representatividade do banco para a economia do DF, programas sociais, pacotes oferecidos, ações do instituto, pilares estratégicos, modelos de atendimento, desenvolvimento regional, microcrédito produtivo, crédito imobiliário, parcerias, orçamento de 2019, FCO com a retomada das linhas de financiamento, habitação PJ e PF, regularização fundiária e desligamento de planos empresariais.

Segue a apresentação na íntegra.

Da esquerda para direita, Afonso Assad, pres. Asbraco; Everardo Gueiros, sec. De Estado; João Pimenta, pres. Sinduscon/DF; Paulo Costa, pres. BRB e Paulo Muniz, pres. ADEMI/DF

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Banco Central mantém estimativa de crescimento de 0,6% do setor

O Banco Central do Brasil reduziu a projeção de crescimento econômica do País deste ano de 2,4% para 2%. A revisão consta no Relatório de Inflação trimestral divulgado pela instituição nesta última quinta-feira (28/03).  A estimativa de crescimento de 0,6% para a Indústria da Construção está mantida, conforme previsão anunciada pelo BC em dezembro de 2018.

“Em breve deve ocorrer alguma revisão das previsões divulgadas – crescimento do setor em torno de 2% –, tanto pela Fundação Getulio Vargas (FGV) quanto pelos organismos internacionais, tendo em vista que as chances de crescimento do setor giram em torno de 1%”, destaca o economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Luis Fernando Melo Mendes.

De acordo com o Banco Central, dentre os fatores citados para a redução da previsão de crescimento nacional, estão:

  • Crescimento econômico menor do que o esperado no quarto trimestre de 2018
  • Desdobramentos da tragédia em Brumadinho sobre a produção da indústria extrativa mineral
  • Redução estimada para a safra agrícola
  • Moderação no ritmo de recuperação da economia

 

Fonte e Imagem: CBIC

 

 

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Imersão com empresários brasileiros vai explorar ecossistema de inovação na China

Grupo visitará a capital Pequim, um dos maiores hubs mundiais de tecnologia; Xangai, considerada a capital das fintechs; e Hangzhou, cidade líder mundial em comércio eletrônico, onde está sediada a gigante Alibaba

Três das cidades que mais respiram inovação no mundo estão no cronograma da imersão que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizará entre os dias 22 e 26 de abril na China. O roteiro da missão, organizada em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, Apex-Brasil e StartSe, inclui visitas a empresas, startups e universidades em Pequim, Xangai e Hangzhou.

Empresários, acadêmicos e integrantes do governo interessados em participar da 15ª edição do Programa de Imersões em Ecossistemas de Inovação já podem se inscrever no site da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) – grupo coordenado pela CNI que reúne 300 das maiores empresas que atuam no país. A delegação será formada por até 30 pessoas, que terão contato com players do mercado chinês e poderão negociar possíveis projetos de cooperação e transferência de tecnologia.

“A China é o ecossistema de inovação que mais cresce no mundo. Essa imersão será diferenciada. Todos terão oportunidade de vivenciar o que há de mais moderno na agenda de inovação e visitarão os locais onde mais recursos vêm sendo investidos no setor”, afirma a diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio.

A programação começará pela capital chinesa, onde os participantes assistirão a seminário sobre o ecossistema de inovação da China. Na sequência, há uma série de visitas previstas, sendo as primeiras aos ministérios de Ciência e Tecnologia (MOST) e da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT). No segundo dia em Pequim, o grupo visitará a Didi, espécie de “Uber” da China, que se tornou a maior empresa de transporte privado do mundo e comprou a 99 no Brasil.

CAPITAL FINANCEIRA – A imersão também passará por Xangai, capital financeira e sede da maior bolsa de valores da China. A cidade é considerada uma das mais propensas a tornar-se o próximo grande polo de tecnologia mundial, podendo superar Nova York e Tóquio, segundo estudo da KPMG. A programação de visitas inclui uma ida ao SOSV, que atua com capital de risco e gestão de investimentos, ofertando programas em aceleradoras na Ásia, Europa e Estados Unidos.

Em Xangai, o grupo passará pela Dahua Tech – uma das grandes empresas do ramo de segurança que oferece soluções com inteligência artificial – e pela Huaxia Finance, fintech que atua no segmento de crédito pessoal. A programação inclui um happy hour com players locais em uma espécie de “smart café” onde comidas e bebidas são preparadas por robôs e, ainda, uma visita ao Zhangjiang High Tech Park, que abriga mais de 3.500 empresas e mais de 100 centros de P&D, com foco em áreas como tecnologia da informação e ciências da vida.

ALIBABA – A programação inclui, ainda, um dia inteiro em Hangzhou, capital e cidade mais populosa da província de Zhejiang, na China Oriental. A cidade, apontada como líder mundial em comércio eletrônico e sede de um terço dos websites de e-commerce chineses, sedia a Alibaba, maior plataforma de negócios online do mundo, também incluída no roteiro de visitas técnicas.

Ainda em Hangzhou, a delegação brasileira visitará a Dream Town, bairro inteiramente criado para fomentar o empreendedorismo tecnológico. O encerramento da imersão será em Xangai, em uma reunião no escritório do Banco do Brasil, onde o tema será o fluxo de recursos entre Brasil e China e as oportunidades naquele mercado.

 

Fonte e Imagem: Agência CNI

 

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Seminário aborda alternativas para obras paradas no Brasil

Estão abertas as inscrições para o seminário “Paralisação e Retomada de Obras de Infraestrutura no Brasil”, que ocorre em 10 de abril, em Brasília. Promovido pela Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o evento contará com uma série de palestras e debates sobre o futuro de empreendimentos parados no país.

Para participar, é necessário preencher formulário online.

Serão dois painéis. O primeiro, com o tema “Radiografia das Paralisações e a importância da retomada”, contará com apresentação de uma pesquisa nacional sobre o assunto elaborada pela consultoria Brain.

O segundo painel intitula-se “Rompendo barreiras para a retomada de obras paralisadas”. Será abordada a importância da retomada de obras para municípios, além dos mecanismos que possibilitam o destravamento de obras, principais desafios e dificuldades enfrentadas.

O seminário sobre tem interface com o Projeto Melhoria da Competitividade e Ampliação de Mercado na Infraestrutura, correalização entre CBIC e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

Seminário “Paralisação e Retomada de Obras de Infraestrutura no Brasil”
10 de abril (quarta-feira)
Das 8 ás 12 horas
No Edifício Armando Monteiro Neto – Setor Bancário Norte – Brasília

Fonte e Imagem: CBIC

 

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Artigo: Como nasce o projeto de uma obra industrial

Angelo Ricardo Rech é engenheiro civil e diretor técnico das empresas REFE Engenharia e BIM Estrutural. Exerce as funções de coordenação, gerenciamento, orçamento, planejamento e consultoria em projetos industriais de médio e grande portes.  É especialista em engenharia de estruturas. Utiliza há mais de 9 anos a plataforma BIM nesses parques industriais.

Frequentemente nós, profissionais da construção civil, da qual somos contratados para viabilizar a implantação de um parque industrial, percebemos que o cliente não tem ideia de quais as soluções, materiais e especificações técnicas gostaria de aplicar em sua obra.

É justamente neste momento em que nós podemos sugerir soluções com a experiência vivida ao longo dos anos, medindo e avaliando o que deu certo e obviamente o que deu errado, para apresentar a melhor solução com a melhor relação de custo/benefício.

Alguns parâmetros iniciais nessas definições técnicas devem serem consideradas e dentro desse contexto cito alguns:

  • Qual o tipo de subsolo existe na local da obra? Dependendo dessa informação, a solução estrutural deve ser analisada. Pórticos rotulados ou engastados em sua base serão definidos de acordo com a melhor solução de fundações aplicadas ao local.
  • Quais os carregamentos da estrutura serão atuantes? Pontes Rolantes, utilização de painéis fotovoltaicos, exaustores, insufladores e demais instalações sustentadas pela estrutura de cobertura devem estar claramente identificadas e quantificadas antes da análise estrutural do conjunto.
  • Qual a utilização do prédio e qual exigência normativa se aplica? Intensidade de iluminação natural, quantidade de renovação de ar por hora e conforto térmico esperado devem estar considerados nas definições arquitetônicas da edificação.
  • Qual o nível de manutenção futura o cliente pretende dispender ao longo dos anos? Especificação de materiais e tratamento de superfícies juntamente com a localização geográfica da construção levam às soluções mais ou menos onerosas ao cliente. Provar em números que o maior investimento inicial nesses quesitos acarreta menor custo de manutenção ao longo os anos, pensando em economia em médio ou longos prazos, deve ser apresentada.
  • Qual o nível de apelo estético a obra necessita? Um produto de alta tecnologia agregada da indústria que ocupará o prédio industrial deve refletir em qual o padrão estético a obra deve acompanhar. Com pequenos detalhes e materiais simples pode-se levar ao modelo de obra com linhas mais modernas e bonitas, saindo-se do trivial.
  • Flexibilização de layout é muito importante. O processo industrial é uma atividade viva, ou seja, constantemente o layout industrial se altera e a utilização de vãos maiores com menores colunas internas facilitam estas modificações. Demarcações definitivas no piso como corredores e áreas de trabalho devem ser evitadas.
  • Segurança na operação. A estabilidade estrutural de um prédio é algo obvio. Porém a continuidade da operação industrial em casos extremos deve também serem preservadas. Exemplo são prédios com calhas pluviais internas. O transbordamento de calhas pluviais internas em casos de chuvas intensas pode acarretar além de prejuízo de dano à materiais e produtos, ocasionam também o prejuízo de cessão da operação industrial.
  • A indústria vem evoluindo ao longo dos anos em uma velocidade maior do que a construção está se evoluindo. Portanto, temos que buscar cada vez mais soluções que venham ao encontro dessa evolução.

Nós, profissionais da construção envolvidos em ajudar o nosso País a ter maior competividade industrial, temos as condições para auxiliar nesse objetivo comum dos dois segmentos, indústria e construção, e sermos mais assertivos em nossas decisões técnicas.

Angelo Ricardo Rech participará do 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), que será realizado de 15 a 17 de maio, no Rio de Janeiro. Ele é convidado da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e ministrará a palestra BIM e Planejamento 4D, no primeiro dia do evento (16/05), dentro do painel Caminhos para viabilizar Projetos Industriais: Planejamento e Inovação. Participe do evento e acompanhe esse importante debate. 

*Artigos divulgados neste espaço, não necessariamente correspondem à opinião da entidade.

 

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Mais do que nunca, precisamos do protagonismo da MEI, diz Paulo Afonso Ferreira

Debates na primeira reunião do Comitê de Líderes da MEI de 2019 destacam o papel da mobilização para o desenvolvimento e a modernização do país

O início dos trabalhos da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) em 2019, coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), serviu de oportunidade para mostrar aos representantes do novo governo, presidido por Jair Bolsonaro, a importância do trabalho construído por lideranças empresariais ao longo de 10 anos de atividades. Autoridades dos ministérios da Economia; da Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações (MCTIC); da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) participaram do encontro, ao lado de 130 representantes de empresas. A reunião também abordou o impacto da inteligência artificial sobre a indústria.

O presidente da CNI em exercício, Paulo Afonso Ferreira, afirmou que o principal objetivo da MEI tem sido sincronizar a inovação à estratégia de desenvolvimento nacional, por meio da proposição de iniciativas para melhorar a qualidade da educação, promover a capacitação de profissionais, otimizar os instrumentos de fomento à inovação e garantir um espaço qualificado de interlocução entre o poder público e a iniciativa privada.

“Entre as nossas conquistas, destaco a contribuição da MEI para as novas diretrizes curriculares dos cursos de engenharia, que aguardam a homologação do ministro da Educação para entrar em vigor. Mais do que nunca, precisamos do protagonismo da MEI para ajudar o Brasil a se modernizar e se desenvolver”, declarou Ferreira.

INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – O líder da MEI Horácio Piva, presidente do Conselho de Administração da Klabin, apresentou um panorama da evolução do movimento desde 2008, quando foi fundado. Entre os destaques, o crescimento constante no número de participantes, que hoje ultrapassa 300 empresas, a aproximação entre a academia e a indústria e a construção de forte articulação no Congresso Nacional, que resultou na criação da Lei do Bem e no Marco Regulatório de Ciência e Tecnologia.

“Estamos todos convencidos de que não há salvação sem inovação. Sem ela, seremos atropelados e nem vamos ver quem nos atropelou”, alertou Piva. Pedro Wongtschowski, líder da MEI e presidente do Conselho de Administração da Ultrapar, acrescentou que a agenda de inovação é estratégica para os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), instituição à qual o Brasil pleiteia adesão.

Dados levantados mostram o tamanho do gap de desempenho em inovação entre países da OCDE e o Brasil. O principal deles é o percentual de investimentos. Enquanto, em média, países da OCDE investem mais de 2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, o Brasil estacionou em 1,2%.

Wongtschowski destacou ainda os instrumentos mais utilizados por países ricos para fomentar a inovação, como incentivos fiscais e uso de compras públicas. “Apesar de previstos pela legislação brasileira, são pouco utilizados no nosso país. Além disso, investimentos públicos são alavancas de investimentos privados e o Brasil tem passado por sucessivos contingenciamentos”, observou. Apesar de o Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (FNDCT) ter arrecadação superior a R$ 6 bilhões, menos de R$ 1 bilhão é disponibilizado para financiar projetos anualmente.

Segundo o general Waldemar Barroso, presidente da Finep, executora dos recursos, neste ano estão previstos R$ 851 milhões. “Estamos trabalhando muito para garantir a liberação de mais recursos”, afirmou.

O tema de financiamento é uma das seis prioridades para o trabalho da mobilização nos próximos dois anos. Além disso, terão destaque a governança para a transição rumo à economia digital, formação de recursos humanos, aperfeiçoamento do marco regulatório, apoio à internacionalização das empresas via inovação e também às startups.

GOVERNANÇA – O secretário-executivo do MCTIC, Júlio Fancisco Semeghini Neto, reiterou a importância de um fórum de discussão com a iniciativa privada. “Ciência, tecnologia e inovação não têm partido. CTI é um projeto de país”, disse. Ele reconheceu as dificuldades relacionadas ao financiamento, mas afirmou que a gestão atual estabeleceu critérios para selecionar projetos prioritários. Citou como exemplo a chamada que selecionou tecnologias de dessalinização da água, de maneira a garantir o abastecimento em regiões que sofrem com escassez.

Uma das críticas mais comuns à estruturação de políticas de inovação no país se refere à governança, sobretudo entre diferentes órgãos governamentais. O secretário especial adjunto de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Igor Calvet, destacou que a unificação de quatro pastas (Trabalho, Fazenda, Indústria e Comércio e Planejamento) tem grande potencial de fortalecer a execução das políticas.

“A integração traz esperança de maior integração e coordenação das políticas. Esse é meu desafio pessoal: fazer com que as políticas de inovação não tenham soma zero”, garantiu Calvet. Segundo ele, a inovação é fundamental para auxiliar o aumento da produtividade brasileira, estabelecido como meta da gestão de Bolsonaro.

Calvet disse ainda que o governo tem se preocupado em cobrir outras frentes essenciais para inovação, como infraestrutura de banda larga – esta em foco com a chegada das tecnologias 5G – e a qualificação de recursos humanos. “A inovação é um assunto que cobrará a sua fatura se nós não formos, coordenadamente, para outro patamar”, analisou.

PATENTES – O desenvolvimento da inovação passa necessariamente pelo sistema de propriedade intelectual. Apesar dos avanços recentes, com aceleração de exames de patentes e modernização de sistemas, o Brasil ainda amarga longos prazos para concessão de patentes e registros de marcas. O atual presidente do INPI, Cláudio Furtado, afirmou que apresentou ao Ministério da Economia um projeto para solucionar a questão do backlog, que acumula mais de 160 mil pedidos de patentes não examinados.

Ele destacou os esforços de seu antecessor, Luiz Otávio Pimentel, para promover melhorias no INPI, que conseguiu reduzir prazos e garantir recursos para modernizar a instituição. Furtado também elogiou a qualidade do corpo técnico do órgão e os resultados de programas recentes, como o exame rápido de patentes verdes, relacionadas à sustentabilidade, assim como os pedidos que entram por vias expressas, fruto de parcerias firmadas com escritórios de outros países, como Estados Unidos e China. “Precisamos continuar investindo na modernização e nas pessoas do INPI. Nossa meta é conseguir que o Brasil decida um pedido de patente em até 2 anos”, declarou Furtado.

 

Fonte e Imagens: Agência CNI

 

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Abertas as inscrições para o Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria

Evento realizado a cada dois anos pela CNI e o Sebrae está marcado para os dias 10 e 11 de junho, em São Paulo

Estão abertas as inscrições para o 8º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, marcado para os dias 10 e 11 de junho, em São Paulo. Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o evento reunirá empresários, CEOs e especialistas brasileiros e estrangeiros em tecnologias e inovação. Os interessados podem fazer a inscrição gratuita no site do Congresso.

O Congresso terá painéis de debates com temas como tendências da inovação no Brasil e em outros países, inteligência artificial, blockchain, o futuro do trabalho, dos alimentos e da energia, entre outros. O principal objetivo do evento é promover a inovação empresarial e debater propostas de aprimoramento das políticas públicas de inovação.

 

Fonte e Imagem: Portal da Indústria

 

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Convite – II Encontro Nacional sobre Licenciamentos na Construção

Convite: II Encontro Nacional sobre Licenciamentos na Construção
Data: 03/04/2019
Local: Brasília-DF

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Pesquisas apontam tendência de redução do otimismo do setor

A indústria da construção continua desaquecida e os índices de confiança e de expectativa demonstram menos euforia em março, indicando cautela dos empresários do setor da construção. A Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta última quarta-feira (27/03) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), aponta para um recuo expressivo da intenção de investimento e do Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção), que começaram o ano em níveis bastante elevados mas recuaram pela segunda vez consecutiva, sugerindo que a disposição para investir e a confiança dos empresários estão diminuindo. Veja a pesquisa na íntegra.

Sondagem da Construção da Fundação Getúlio Vargas (FGV), também divulgada nesta quarta-feira (27/03), aponta o mesmo. O seu Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 2,5 pontos, configurando a maior queda na margem desde junho de 2018 (-2,9 pontos). O indicador passou para 82,5 pontos, menor valor desde outubro de 2018 (81,8 pontos). Em médias móveis trimestrais, o ICST recuou 1,0 ponto em março depois de seis altas consecutivas. Veja a pesquisa na íntegra.

“Na prática, apesar de terem metodologias diferentes, as duas pesquisas demonstram uma piora no otimismo dos empresários do setor da construção“, destaca o economista da CBIC, Luís Fernando Melo Mendes.

Houve um pequeno aumento da utilização da capacidade operacional. No entanto, o incremento modesto nesse indicador de produção não sugere uma recuperação, pois ainda há muita ociosidade.

“O ritmo muito lento de crescimento da economia está minando a confiança mostrada pelos empresários da construção no final de 2018. Em março, a percepção que prevaleceu foi de que a atividade retrocedeu, abalando também a confiança na melhora de curto prazo. O resultado de março acende uma luz amarela que reforça a preocupação com a retomada dos investimentos”, avalia a coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE, Ana Maria Castelo.

Fonte e Imagem: CBIC

 

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Sustentabilidade na Ordem do Dia do setor da construção

A prática proativa na área de sustentabilidade traz valor agregado para a empresa e é um diferencial no mercado e a preocupação com o que se entrega para a sociedade é a chave para o desenvolvimento da construção. Essas foram as afirmações que nortearam as palestras do evento “O Futuro da Construção e o avanço da Agenda de Sustentabilidade na visão do consumidor, investidor e empreendedor”, que aconteceu na manhã desta última quarta-feira (27/03), reunindo profissionais da área de sustentabilidade das empresas para debater sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), e sua aplicação na construção civil.

Iniciando os trabalhos, a assessora de Governança e Agenda 2030 do Pacto Global, Bárbara Dunin, explicou o que são os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e como impactar positivamente a sociedade, cumprindo as metas de cada um desses objetivos. De acordo com ela, é preciso que haja integração das questões ambientais, sociais e econômicas para lidar com as contradições e maximizar sinergias. “É preciso uma agenda de desenvolvimento global, com os ODS beneficiando todas as pessoas, em todos os lugares”, afirmou ela.

Alguns cases de empresas que se engajaram na missão de atuar frente aos ODS foram apresentados, como o da MRV Engenharia, que tem a sustentabilidade como um dos seus pilares. A especialista em sustentabilidade da empresa, Thaís Morais, elencou os principais programas desenvolvidos pela MRV. O Escola Nota 10 é um deles, com resultados bastantes promissores. Mais de 1.500 alunos já passaram pelas salas montadas nos canteiros de obra, com aulas de alfabetização, informática ou profissionalizante. “Esta é uma forma de reduzir a desigualdade social, provendo trabalhadores e a comunidade de informação e conhecimento”, disse ela, que também falou sobre os projetos Energia Limpa e Vizinho do Bem, esse último de relacionamento comunitário, desenvolvido em comunidades do Rio e Grande Rio, com ações de educação, cidadania, saúde e cultura.

A coordenadora de responsabilidade social da Lafarge Holcim, Tatiana Nogueira, falou sobre o programa Rede América, que qualifica e amplia a ação empresarial para a promoção de comunidades sustentáveis na América Latina. “As lideranças empresariais para esse contexto são fundamentais, então, precisam se interessar pela sociedade, ter habilidade para manejar incertezas e capacidade para atender desafios cotidianos nas relações com Governos e sociedade. Essa forma de atuação permite fomentar a corresponsabilidade, além de criar autonomia, confiança e fortalecer a institucionalidade e contribuir para o desenvolvimento sustentável das cidades”, destacou.

O Programa Comunidade Empreende, promovido pelo Instituto Camargo Corrêa, foi o exemplo levado por seu diretor Kalil Farran. Ele explicou que o objetivo é fortalecer as comunidades, levando a cultura empreendedora para as pessoas da comunidade. Implantado, inicialmente, no entorno da obra do BRT de Salvador, na Bahia, pelo programa foram realizadas oficinas, palestras e bate-papos sobre empreendedorismo para quem queria começar um negócio ou gerar mais renda com seu comércio. “O programa ensina a vender e estimula o pensamento produtivo e criativo. Queremos transformar vidas. Ali, não se tratou de uma obra de infraestrutura apenas, são obras que apoiam o desenvolvimento social dentro de uma comunidade”, disse Farran.

Fechando os trabalhos, o consultor da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e da NHK Sustentabilidade, Rafael Tello, apresentou a pesquisa de boas práticas do setor elaborada pela CBIC. O levantamento foi de 2018 e apontou que, por conta das crises, muitas empresas descontinuaram suas ações de responsabilidade social e que ainda há necessidade de uma maior visão empresarial sobre a importância da sustentabilidade. “Essas boas práticas apoiam os ODS, então, é preciso pensar em educação para a sustentabilidade. As empresas precisam entender que menos resíduo é menos custo e mais lucro e que menos problema social é menos risco e mais lucro também”, afirmou ele.

Os presentes ainda tiveram a oportunidade de participar de uma dinâmica em grupo, capitaneada pela Bárbara Dunin, para entender o papel das empresas na aplicabilidade dos ODS e como perceber os principais impactos do negócio e de que maneira lidar com eles.

Promovido pela CBIC, em parceria com o Sesi Nacional, a iniciativa integra o projeto de Boas Práticas em Responsabilidade Social da Comissão de Responsabilidade Social (CRS) da entidade, e contou com apoio do Seconci-Rio, Sinduscon-Rio, Rede América Brasil, Caixa e Rede Brasil.

Font e Imagem: CBIC

 

 

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