O futuro da indústria da construção passa pela absorção de inovação e novas tecnologias, desafio que mobiliza a agenda estratégica de entidades e empresas do setor. “Nós começamos a discutir a Construção 2030, procurando identificar o que será o futuro da construção e da incorporação e apontar os caminhos para chegarmos até lá”, disse José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Durante palestra proferida em 29/11, o segundo dia de atividades do Construsummit 2018, ele abordou os principais desafios do setor e também seu potencial como indutor do reaquecimento da economia brasileira. “A construção é o único setor com capacidade para gerar emprego de forma rápida e com volume significativo”, afirmou.

Para uma plateia de empresários e profissionais do setor, Martins reiterou que a indústria da construção pode recuperar seu desempenho e favorecer um ciclo de crescimento no país sem recursos públicos. “Nós precisamos de segurança jurídica, crédito e planejamento”, destacou. Segundo ele, a retomada de obras paradas – são 4.738 projetos espalhados pelo país – e o avanço em um programa de concessões municipais induziriam a geração de novos empregos já a partir de janeiro. “São infinitas as oportunidades de investimento nas cidades. Há que encarar o problema de frente e destravar os projetos”.

Organizado pelo Buildin, plataforma de conteúdo para a indústria da construção, o Construsummit 2018 trabalhou o tema “A grande virada da construção civil”, trazendo debates e conteúdos associados as últimas tendências no campo da inovação e tecnologia aplicada ao setor. Realizado durante dois dias na cidade de São Paulo, o evento mobilizou cerca de 500 participantes, entre empresários e profissionais da construção e fundadores de startups destinadas a promover inovações no setor.

 

Fonte e Imagem: CBIC