MOBILIZAÇÃO

“Se o mosquito da dengue pode matar, ele não pode nascer”. A mensagem da Campanha Nacional de Combate à Dengue é forte porque a situação é grave e requer ação imediata. O mosquito da dengue agora também transmite Chikungunya e o vírus Zika.

Aedes aegypti é um mosquito doméstico. Ele vive dentro de casa e perto do homem. Com hábitos diurnos, o mosquito se alimenta de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A reprodução acontece em água limpa e parada, a partir da postura de ovos pelas fêmeas. Os ovos são colocados em água limpa e parada e distribuídos por diversos criadouros.

Por isso, união, estados, municípios e a sociedade devem trabalhar juntos para a eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti. A orientação da campanha é para que toda família determine o sábado como dia de combate aos focos do Aedes. Em menos de 15 minutos é possível fazer uma varredura em casa e acabar com os recipientes com água parada– ambiente propício para procriação do Aedes aegypti. #CombateAedes

“Precisamos eliminar todos os possíveis focos da Dengue. Estamos diante de uma situação da pandemia pela Covid-19, mas não podemos relaxar em relação a outros problemas que afetam a prestação de serviços no DF. Apesar da situação, precisamos reforçar a conscientização, relembrando toda a população, funcionários e parceiros por meio de informações e orientações sobre os cuidados em residências, estabelecimentos e canteiros de obras, de forma a evitar criadouros do vetor”. Enfatizou o presidente da Associação Brasiliense de Construtores – ASBRACO, Afonso Assad.

PLANO DE CONTINGÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL

O Plano de Contingência da Dengue, executado pela Secretaria de Saúde, traz as seguintes soluções que podem servir de exemplo para outras unidades da Federação e países:

• Novas tecnologias: usar novas tecnologias e metodologias para vigilância e controle de vetores.

• Monitoramento: fortalecer a vigilância entomológica com o uso de monitoramento por armadilhas, o que possibilitará a vigilância sem a necessidade de entrar nas residências e de estabelecer contato direto com as pessoas.

• Educação: usar as mídias sociais e os veículos de comunicação para fortalecer a educação ambiental. Assim, cada família pode se responsabilizar por encontrar e eliminar criadouros de mosquitos dentro de casa.

• Controle de vetores: preparar unidades especializadas para resposta rápida ao controle de vetores com o uso de inseticidas, principalmente com drones e equipamentos veiculares que proporcionam distância social.

O entomologista Fábio Castelo Branco ressalta que, com essas soluções, “é possível controlar melhor o impacto dos arbovírus durante a pandemia e o impacto negativo de uma sindemia (problemas de saúde interligados)”.

CUIDADOS DENTRO DE CASA E APARTAMENTO

  • Tampe os toneis e caixa d’água;
  • Mantenha as calhas sempre limpas;
  • Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
  • Mantenha lixeiras bem tampadas;
  • Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
  • Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
  • Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
  • Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.

ÁREA EXTERNA DE CASAS E CONDOMÍNIOS

  • Cubra e realize manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem;
  • Limpe ralos e canaletas externas.
  • Atenção com bromélia, babosa e outras plantas que podem acumular água;
  • Deixe lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água;
  • Verifique instalações de salão de festas, banheiros e copa.

proteger a casa

REPELENTES E INSETICIDAS

Os repelentes e inseticidas podem ser adotados na prevenção a doenças transmitidas pelo mosquito, desde que sejam registrados na Anvisa e que os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos sejam obedecidos. Aplicados diretamente na pele, os repelentes de uso tópico pode ser usados em gestantes e crianças maiores de dois anos.

Além do DEET, o principio ativo mais recorrente em repelentes no Brasil, são utilizadas em cosméticos o Icaridin e o IR 3535, além de óleos essenciais, como Citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, estes ingredientes são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme regulamentação do setor.

Os inseticidas, usados para matar mosquitos adultos (spray ou aerossol), e repelentes ambientais, usados para afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas utilizadas, por exemplo, em aparelhos elétricos), também podem ser adotados, desde que registrados na Anvisa e sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos.

Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa, até o momento. Portanto, todos os produtos anunciados como “naturais”, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela Agência e não possuem eficácia comprovada.

CUIDADOS NO USO DE REPELENTES E INSETICIDAS:

  • Repelentes de uso tópico devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa;
  • A reaplicação deve ser realizada de acordo com indicação de cada fabricante;
  • Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar no corpo, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação.
  • Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.

DENUNCIE FOCOS DO AEDES AEGYPTI

Quando o foco do mosquito é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores, como em terrenos baldios ou lixo acumulado na rua, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada. É possível registrar também uma reclamação na Ouvidoria Geral do SUS, por meio do Disque 136.

 

Fontes: Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do DF

Imagem destaque: Secretaria de Saúde do DF com acréscimos

Imagem do corpo da matéria: Ministério da Saúde