Medida definida pelo Governo decide que setor deve continuar trabalhando para manter a economia

O Brasil praticamente parou em função do Covid-19. Comércios, academia, restaurantes e bares estão, em muitos estados, fechados e assim devem ficar enquanto o vírus for uma ameaça. Porém, existe um setor que continua funcionando: a construção civil. No Distrito Federal, os pedreiros, eletricistas, engenheiros e demais profissionais da área seguem trabalhando.

Segundo o economista de São Carlos (SP), Sérgio Perussi Filho, é necessário o funcionamento do setor de construção civil.  Para ele, a atividade precisa se manter viva neste período. “As decisões de alguns governadores de não parar o setor da construção civil durante esses meses iniciais de pandemia é importante porque o setor gera mais de 10 milhões de empregos no Brasil e representa 22% do Produto Interno Bruto (PIB) da economia que o país consegue produzir durante um ano. Também paga muitos impostos para o Governo Federal, uma carga tributária de 34%”, explicou.

O governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) se antecipou e foi o primeiro a decidir pelo fechamento de estabelecimentos, suspensão das aulas e de diversas outras atividades para conter a pandemia de coronavírus.

O decreto que determinou o fechamento de boa parte do comércio e de serviço, o governador excluiu serviços considerados essenciais: clínicas médicas, laboratórios, farmácias, supermercados  e produtos para casas atacadistas e varejistas, minimercados, mercearias e afins, padarias, açougues, peixarias, postos de combustíveis e operações de delivery. Na mesma categoria, foram incluídas as empresas de construção civil e lojas de materiais de construção.

Desta maneira, as obras seguem e os operários continuam se locomovendo para o ambiente de trabalho. “As empresas estão tomando todos os cuidados para que isso ocorra. Não há registro de qualquer caso [de contágio nas obras]”, afirmou o governo através de sua assessoria de imprensa.

O especialista ressalta a importância de cuidar dos trabalhadores neste momento. “É importante também tomar algumas decisões para cuidar da saúde dos trabalhadores na construção civil, principalmente a logística, o transporte desses trabalhadores e também atividade que desenvolvem nas obras, cuidar para que tenham um controle sanitário, para que possam ter sua higiene bem cuidada para trabalhar e não se contaminar e transferir o vírus para outros colegas do trabalho”, disse Fiho.

Também através da assessoria, o governo do DF explicou que o trabalho ao ar livre oferece muito menos riscos de contágio. “O objetivo do governo é manter a economia funcionando; com a retirada de milhares de carros da circulação, os trabalhadores da construção civil podem seguir normalmente em suas funções”, disse.

São Paulo

O Distrito Federal não é um caso isolado. Em São Paulo, o governador João Doria teve entendimento similar. “Não podemos ter paralisação do setor e nem mesmo em obras. As obras do metrô, de prontos-socorros e de hospitais, de rodovias e de ferrovias, obras que estão em curso e que atendem a necessidade da população, assim como obras de recuperação necessárias ao perfeito funcionamento de municípios e obras de manutenção, não podem ser interrompidas”, completou.

Novo cenário

O setor de construção civil abriu 2020 com perspectivas de crescimento. Para a câmara brasileira da indústria da construção, o setor poderia crescer 3% neste ano, o que representa um potencial para criação de 150 mil a 200 mil postos de trabalho formais até o final do ano. Diante da pandemia, todo cenário poderá ser alterado.

“É um setor muito importante da economia, é importante que ele permaneça em atividade neste momento, mas não podemos descuidar do cuidado com os trabalhadores, dependendo deste tipo de obra, os trabalhadores ficam em contato mais próximo, é importante criar uma condição de administração do processo de produção pelos coordenadores, engenheiros para que possam trabalhar, produzir e ao mesmo tempo tomar cuidado com relação a contaminação”, finalizou o especialista.

Com informações dos sites: Congresso em Foco e A cidade On

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