Os casos suspeitos de contaminação pela Covid-19 nos canteiros de obras do Estado de São Paulo oscilaram de 0,31% para 0,29% do número de trabalhadores; e os confirmados se mantiveram em 0,12%. É o que mostrou a 37ª Pesquisa ‘Conhecendo as Ações das Construtoras Paulistas no Combate à Covid-19’, realizada semanalmente pelo Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP).

De acordo com os presidentes do SindusCon-SP, Odair Senra, e do Seconci-SP, Haruo Ishikawa, o controle estrito sobre o coronavírus nas obras demonstra a eficácia das ações de prevenção adotadas e frequentemente reforçadas por vídeos e nos Diálogos Diários de Segurança. “É uma boa notícia, contrastando com o aumento do número de casos entre a população, nesta segunda onda”, dizem.

“O desafio atual consiste em naturalizar cada vez mais o uso de máscaras, a higienização frequente das mãos e se evitarem aglomerações, até mesmo depois de as primeiras doses da vacina chegarem aos trabalhadores”, comentam Senra e Ishikawa. “A imunidade coletiva ainda vai demorar.”

Nesta 37ª rodada, foram obtidas respostas de 41 empresas, responsáveis por 525 obras, envolvendo 34.694 empregos diretos e terceirizados, de 28 de janeiro a 3 de fevereiro.

Principais resultados da 37ª Pesquisa:

  • 0,29% afastados por suspeita de Covid-19;
  • 0,12% afastados por confirmação da doença;
  • 524 obras em andamento e 1 parada;
  • 98% do pessoal estão em atividade;
  • 100% das empresas adotam medição de temperatura e higienização das mãos, dão orientações diárias sobre prevenção, e higienizam e realizam demarcações em áreas de vivência;
  • 98% orientam sobre limpeza dos Equipamentos de Proteção Individual e afixam informativos impressos sobre a Covid-19 nos locais de circulação;
  • 95% fornecem máscaras para o transporte e para utilização na obra;
  • 93% realizam limpeza de EPIs e ferramentas e instituem horários escalonados para entrada, saída e refeições;
  • 91% distribuem divulgam aos trabalhadores cartazes e vídeos de orientação do SindusCon-SP e do Seconci-SP;
  • 88% realizam outras práticas para a prevenção da contaminação entre os trabalhadores e a comunidade.

Os presidentes do SindusCon-SP e do Seconci-SP reafirmam o convite para mais empresas com obras no Estado de São Paulo participarem das próximas rodadas; basta enviar um e-mail para pesquisacovid-19@seconci-sp.org.br e o Seconci-SP entrará em contato para incluir a construtora na enquete. As entidades garantem sigilo absoluto sobre as informações prestadas.

Veja os relatórios completos das rodadas pesquisa:

Cinco últimas

28ª à 32ª

23ª à 27ª  

18ª à 22ª  

13ª à 17ª   

7ª à 12ª  

Seis primeiras

A matéria integra o Mapeamento de Boas Práticas em Responsabilidade Social no setor da construção durante a pandemia do coronavírus dentro do ‘Projeto Responsabilidade Social e a Valorização do Trabalhador’, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em correalização com Serviço Social a Indústria (Sesi Nacional).(Com informações da Ademi-AL).

Fonte e Imagem: CBIC