Enquanto as aulas estiverem suspensas para barrar o avanço do novo coronavírus, o Governo do Distrito Federal (GDF) fará manutenção em 40 escolas públicas com sérios problemas de infraestrutura. Serão investidos, aproximadamente, R$ 7,7 milhões.

Segundo o secretário de Governo, José Humberto Pires, o GDF não quer deixar a cidade “parar” durante a crise. Por isso, 82 obras públicas não serão interrompidas, incluindo a construção de sete Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“É preciso ter um olho no peixe e outro na frigideira. O problema principal hoje é o coronavírus. Outro é a atividade econômica, que não pode entrar em depressão plena. Precisa de equilíbrio e um olhar para a sobrevivência do emprego”, assinalou.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) autorizou os reparos nas escolas com problemas críticos de infraestrutura. “Estamos aproveitando este período sem aulas, sem alunos, sem professores para fazer essa manutenção. O objetivo é chegar a 40”, disse José Humberto.

A manutenção das escolas será dividida entre dois pacotes com 20 unidades. O primeiro lote custará R$ 3.570.000,00. O levantamento prévio do segundo aponta investimento de R$ 4.146.000,00. O recurso está no orçamento da Secretaria de Educação do DF.

“As 20 primeiras [escolas] estão em Taguatinga, Asa Sul, Recanto das Emas, Samambaia, Gama, Ceilândia, Planaltina e Sobradinho, conforme levantamento apresentado pelo secretário de Educação, João Pedro Ferraz”, afirmou José Humberto.

UPAs

No caso da Secretaria de Saúde do DF e do Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do DF (Iges-DF), o GDF colocará em marcha a construção de sete UPAs. Serão investidos aproximadamente R$ 34,2 milhões no total.

Dentro dos próximos dias, o GDF vai começar a construção da unidade de Brazlândia. O governo também planeja erguer novas UPAs em Ceilândia, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo II, Paranoá e Planaltina.

Segundo José Humberto, todas as construções estavam previstas no orçamento do GDF, com financiamento externo, convênios e emendas parlamentares distritais e federais. Ou seja, não se tratam de obras novas.

Lançamentos

Dentro do pacote, o GDF deverá começar a obra de infraestrutura da Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) do Gama. O investimento será de R$ 3,8 milhões, “por determinação do governador Ibaneis”, ressaltou o secretário.

Também está no horizonte a construção do Terminal Rodoviário de Santa Maria. Nesse caso, a obra terá investimento de R$ 4,7 milhões.

O GDF pretende seguir em frente com a revitalização da Avenida W3 Sul. Serão aplicados R$ 2,3 milhões para a renovação do trecho entre as quadras 509 e 510. E a previsão de entrega da Ligação Torto-Colorado e do Trevo de Triagem Norte é em julho deste ano.

Saúde do trabalhador

A lista de obras do GDF inclui a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga); a Praça da Juventude, no Itapoã; e o complemento do Eixão em direção ao Aeroporto de Brasília, com a construção de pista de concreto. As estações do Metrô da 106 Sul e 110 Sul também estão no pacote.

José Humberto destacou o cuidado do GDF com a saúde dos trabalhadores nos canteiros de obras. A determinação do governo é que as empresas obedeçam as recomendações de segurança dos órgãos de saúde.

“A gente não pode deixar a cidade parar, mas temos que ter uma responsabilidade muito grande com a questão da proteção das pessoas. A vida tem um valor maior do que qualquer obra ou atitude focada na economia”, ponderou.

Setor produtivo

Houve ajustes nos canteiros, como a redução e o revezamento de funcionários em pelo menos 30%. Passaram a ser fornecidos equipamentos de proteção individual, tais como máscaras e álcool em gel. Foi estabelecida também a distância de 1,5 metro entre os profissionais nas estações de trabalho.

Neste contexto, o governo fez reuniões com o setor produtivo, buscando a continuidade das obras da iniciativa privada no DF. Ou seja, pedindo que os canteiros não parem, mas que não deixem de seguir as orientações da saúde pública.

“Os recursos hoje estão focados em salvar vidas. Nós falamos de obras cujos recursos não vão atrapalhar nem conflitar com os recursos da saúde. Não são obras novas. São a continuidade daquilo que já estava acontecendo”, frisou José Humberto.

 

Fonte e Imagem: Metrópoles