RIO – A recessão fez o número de trabalhadores empregados na construção civil retroceder ao nível de 2009, segundo dados apresentados pela Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada na manhã de quinta-feira pelo IBGE. Em 2016, eram em torno de 2 milhões de pessoas empregadas nesse setor, mesmo volume de seis anos antes. Em 2013, chegou a 2,9 milhões, pico desta década.

Os salários médios pagos a esses trabalhadores também caíram. Em 2016, voltaram para o nível de 2013 em 2016, em torno de R$ 2,2 mil mensais. O número de empresas do setor, que crescia anualmente desde 2008, também caiu em 2016, para 127,3 mil firmas, frente às 131,3 mil que estavam ativas no ano anterior.

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A pesquisa também mostra que houve uma mudança estrutural no setor nesse período (entre 2007 e 2016), com as obras de infraestrutura perdendo e a construção de edifícios e os serviços especializados ganhando participação no total da atividade.

Em 2016, a atividade que mais contribuiu para a geração de valor foi a construção de edifícios, com 48,5%, já em 2007 as obras de infraestrutura apresentavam maior parcela no valor da atividade, com 45,6%. Por sua vez, o setor de serviços especializados, apesar do ganho de participação manteve o terceiro lugar no total do valor das incorporações, obras e serviços, saindo de 15,6% em 2007 para 20,4% em 2016.

Em 2016, segundo a PAIC, a atividade de construção totalizou R$ 318,7 bilhões em incorporações, obras e serviços da construção. Esse montante também retrocedeu a 2009, depois de atingir o pico de R$ 445 bilhões em 2014. Em 2016, dado mais recente, o valor das obras e serviços da construção atingiu R$ 299,1 bilhões, sendo que 31,5% deste montante foram provenientes das obras contratadas por entidades públicas (R$ 94,1 bilhões) e o restante por pessoas físicas e/ou entidades privadas.

Fonte e Imagem: O GLOBO RIO