De acordo com a pesquisa, são 300 mil desempregados na capital do país, 8 mil a menos do que em outubro

Crédito: Caio Gomez/CB/D.A Press. Carteira de Trabalho e Previdência Social.

O desemprego teve uma tímida queda no mês de novembro no Distrito Federal. A taxa está em 18,4% – 0,4% a menos que o registrado em outubro. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a retração foi de 0,1%. A indústria e a construção civil foram os setores que mais criaram vagas no mês.


Leia mais notícias do Distrito Federal

Mesmo com a retração, a taxa continua uma das mais altas entre as capitais analisadas. As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada na manhã desta quarta-feira (20/12) pela Secretaria de Trabalho e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com a pesquisa, são 300 mil desempregados na capital do país, 8 mil a menos do que em outubro. Segundo análise do Dieese, o decréscimo no desemprego está ligado a criação de 3 mil novos postos de trabalho e diminuição da população economicamente ativa, ou seja, a quantidade de pessoas que deixaram o mercado de trabalho, como, por exemplo, por aposentadoria, foi maior do que a entrada de novos trabalhadores.

A construção civil e a indústria criaram 8,2% e 8,5% a mais de vagas em relação ao mês anterior. O que ajudou a diminuir a taxa de desemprego no grupo 3, aquele que compreende regiões administrativas de média-baixa renda, como Brazlândia, Ceilândia e São Sebastião.

O rendimento dos trabalhadores apresentou uma leve melhora – passou de R$ 3.607 para R$ 3.617. Os servidores públicos ganham, em média, quatro vezes mais (R$ 8.264) do que os trabalhadores da iniciativa privada (R$ 1.939).
Jussanio Umberlino, gerente de pesquisa da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), comentou sobre o timido recuo que o desemprego apresentou este ano. “A recuperação está sendo gradual. Mas os últimos resultados, se comparados a 2015 e 2016 mostram que houve uma melhora. No entanto, ainda temos desafios a enfrentar”, disse.
O economista do Dieese Tiago Oliveira, disse que a melhora no cenário trabalhista passa pela recuperação da economia nacional como um todo. “Sem contexto econômico favorável, não é possível fazer muita coisa. Ainda temos o desafio de reduzir a taxa de desemprego e ao mesmo tempo gerar novos postos de trabalho”, disse.
Já o secretário adjunto do trabalho, Wagner Rodrigues, que tomou posse no cargo na última segunda-feira (18/12), afirmou a pasta encerra o ano com “a expectativa de apresentar um cenário melhor em 2018”. “Temos grandes desafios pela frente. É preciso lutar para diminuir as desigualdades”, encerrou.
Fonte e imagem: Correio Braziliense