O maior custo da vida útil de qualquer prédio corporativo é o da operação, ou seja, as despesas que mantêm o negócio em funcionamento, como água, luz, internet, telefone, recursos humanos, sistemas de gestão, etc. Esse “dia a dia” representa aproximadamente 80% do custo total de um imóvel corporativo, considerando um ciclo de vida de 40 anos.

Segundo o engenheiro Rodrigo Mizuno, diretor do Grupo Orion, empreendimentos construídos pautados em critérios rigorosos de sustentabilidade, os chamados edifícios verdes, são uma excelente oportunidade para empreendedores que buscam reduzir os valores relacionados à operação, pois podem reduzir em até 10% deste custo.

As construções verdes prezam por otimizar os recursos naturais desde o projeto e construção até a operação, manutenção e demolição. Elas também são uma boa dica para investidores que buscam formas de agregar valor ao negócio e de reduzir a vacância dos prédios, que têm, inclusive, o metro quadrado mais valorizado.

Mizuno é um dos responsáveis pela construção do Centro Corporativo Portinari, o primeiro empreendimento comercial do Centro-Oeste a obter o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design, Liderança em Energia e Design Ambiental, em tradução livre), certificação máxima para construções sustentáveis concedida pelo U.S. Green Building Council (Conselho de Construções Verdes dos Estados Unidos, em tradução livre).

Se comparado a um edifício comercial não certificado, o Centro Corporativo Portinari é capaz de economizar, anualmente, 48% no consumo de água e 36% de energia elétrica. Segundo o engenheiro, esses números de eficiência só são possíveis através da instalação e correta operação de tecnologias até então nunca utilizadas na capital federal.

Quem aluga consegue economizar água e energia dentro da própria operação, inclusive em mão de obra, porque tudo é automatizado. Já o proprietário ganha com menor vacância, aluguel num valor mais interessante, porque há muitas empresas que querem ocupar um prédio onde a operação é muito mais barata.

Marcelo Paro, diretor da Supera Engenharia

Segundo o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), além da responsabilidade ambiental, os prédios verdes custam, em média, apenas 5% a mais que os comuns, valor compensado pela economia de recursos.

Economia de recursos durante a obra

Marcelo Paro, diretor da Supera Engenharia, explica que a certificação tem o objetivo de transformar obras tradicionais em ações de respeito ao meio ambiente, com inteligência e eficiência. “Com o mesmo aspecto arquitetônico, pode-se empregar uma fachada mais econômica, mas é uma economia que não vale a pena. A longo prazo, o consumo de energia de um sistema de ar-condicionado mais potente irá ultrapassar a suposta economia na fachada. No Portinari, foram feitos estudos da carga térmica no prédio em função de sua localização. Utilizamos brises nas fachadas onde ocorre uma maior incidência do sol. Todos os vidros da fachada também são duplos o que garante a redução da carga térmica. Essas características se traduzem num equipamento de ar-condicionado mais eficiente e econômico”, aponta.

Hugo Barreto/MetrópolesHUGO BARRETO/METRÓPOLES

A Supera engenharia construiu o Centro Corporativo Portinari, já o Grupo Orion foi responsável pela implantação da solução completade inteligência predial do edifício

Engenharia que protege

A construção civil é, nos dias atuais, o segmento que mais gera resíduos sólidos no cenário industrial mundial. Estima-se que ao redor de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas sejam provenientes da construção. Além disso, essa indústria é a que mais requer recursos humanos e naturais, representando 40% do consumo mundial de energia.

Um dos diferenciais das green buildings é a minimização de impactos, tanto para a vizinhança da obra quanto para o meio ambiente, durante as etapas de projeto e construção. No caso do Centro Corporativo Portinari, alguns cuidados, muitos deles critérios exigidos para a certificação, chamam atenção:

  • 78% dos resíduos gerados na obra foram desviados dos aterros sanitários para reúso ou reciclagem. O volume equivale a 520 caminhões cheios;
  • Implementação de estratégias para prevenir a saída de sedimentos da construção, como o sistema de lavagem de rodas para caminhões no acesso à obra;
  • Gestão da qualidade do ar, por meio da redução da contaminação do ambiente com poeira e emissões de gases tóxicos;
  • Capacitação e conscientização de trabalhadores por meio de programa de educação ambiental;
    Utilização de materiais com baixa emissão de componentes tóxicos.

 

Com 15 mil metros quadrados de área construída, o empreendimento conta com quatro pavimentos em vão livre, área externa de convivência, cobertura, subsolo e três andares inferiores de garagem, com oferta de 295 vagas. O edifício é capaz de abrigar empresas com até 1 mil funcionários.

O imóvel, localizado na Quadra 504/505 da W3 Norte, já está pronto e disponível para locação, por meio da Iris Imóveis Corporativos. Apesar de ficar a poucos minutos do centro da capital federal, a localização privilegiada se torna secundária perto das vantagens que o espaço oferece em termos de conforto, economia e sustentabilidade.

Hugo Barreto/MetrópolesHUGO BARRETO/METRÓPOLES

Localizado no coração da capital federal, o Centro Corporativo é o primeiro edifício comercial com certificação nível Platinum na região centro-oeste e o 11º classificado nesse nível no Brasil.

Na avaliação do diretor da Supera Engenharia, Marcelo Paro, o pioneirismo do Portinari é uma iniciativa que deve virar tendência no Distrito Federal nos próximos anos. “A responsabilidade socioambiental passou a fazer parte dos valores de corporações públicas e privadas. Nesse sentido, essas empresas têm buscado prédios ambientalmente certificados para suas sedes”, pontuou.

Contato
Centro Corporativo Portinari

www.centrocorporativoportinari.com.br
Mais informações pelo telefone (61) 3314-1010 ou pelo e-mail contato@irisgestao.com.br

 

Fonte e Imagens: Jornal Metrópoles