Representantes do governo, do setor da construção e da academia participaram nesta última quarta-feira (4) de Mesa Redonda online sobre o “Futuro da Habitação no Brasil”, com base nos desafios globais da Organização das Nações Unidas (ONU) e nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que devem ser adotados até 2030, bem como de questões relacionadas às políticas e ações para pesquisa, desenvolvimento e inovação voltadas ao ambiente construído.

Com a presença do secretário Nacional da Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Alfredo Eduardo dos Santos, que chamou atenção para  relevantes pontos como o do aumento da demanda por unidades habitacionais no país, em razão da redução do número de pessoas das famílias, o  debate faz parte do XVIII Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (Entac), realizado pela Associação Nacional de Tcnologia no Ambiente Construído (Antac).

A importância da tecnologia para atingir às necessidades do ambiente construído foi destacada pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. “Não podemos ser vistos como o setor da economia que emprega trabalhador que não serve para ninguém. Temos que ter trabalhadores cada vez mais capacitados e qualificados para que façam coisas boas”.

Neste sentido, Martins reforçou a defesa da desoneração da folha de pagamento, cujo veto do presidente da República, Jair Bolsonaro, foi derrubado nesta quarta-feira pelo Congresso Nacional . “Um dos maiores problemas do setor da construção chama-se informalidade”, frisou, salientando que na hora em que se tributa sobre a folha e não sobre o faturamento estimula-se a informalidade, porque aquele que não registra o funcionário acaba tendo um grau de competitividade não pela competência, mas pela ilegalidade, “o que não é correto num ambiente construído e inovador como todos desejamos.”

O executivo reforçou ainda a importância do resgate do estudo realizado em 2013 em parceria pela CBIC e Antac, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional) de uma Política Nacional de Inovação.

Sobre o estudo, o professor doutor Francisco Ferreira Cardoso, da USP e ANTAC, mencionou que a ideia do trabalho é ter não apenas uma Política de Inovação, mas também de Ciência e Tecnologia.

Já para alcançar os resultados esperados para a modernização do ambiente construído no país, Cardoso reforça que todos os elos – academia, indústria e poder público – devem estar envolvidos. “É uma construção complexa e não vai acontecer e evoluir se não houver espaço e colaboração de todos”, disse.

O evento também contou com a participação do supervisor e professor da Unidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fabio Queda Bueno da Silva, e do engenheiro Civil, MBA e PhD, Antônio Meireles Ruivo.

Fonte e Imagem: CBIC

ento.