Palavra do Presidente

Após transpassamos as dificuldades causadas pela crise dos últimos três anos, a indústria da construção acredita na melhora do ambiente econômico nacional, aproveitando a queda da inflação, dos juros e de algumas taxas, a exemplo do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic.

Com isso, o setor deve atingir um crescimento modesto a partir do segundo semestre de 2017, com aceleração em 2018, de acordo com projeções de pesquisadores e representantes da área da construção civil.

Segundo os dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, já é possível visualizar uma pequena luz no fim do túnel. Desde o início deste ano, a quantidade de contratações tem se aproximado à de demissões. Em janeiro, 2.093 trabalhadores perderam o emprego e foram contratados 1.718, um deficit de 375. Já em junho, houve 1.663 dispensas e 1.513 contratações, um saldo negativo de 150.

Esse primeiro semestre funcionou de forma mais lenta, com obras de infraestrutura e reparos, que tem sua importância, porém sem grandes impactos para a economia. Nossa expectativa agora é uma melhora para o final deste ano e início de 2018, com novas construções e obras públicas, que é o que mantém o setor aquecido. Em 2016, por exemplo, houve seis lançamentos de grandes empreendimentos imobiliários em todo o DF. Nesse ano, até junho, foram quatro. A expectativa do setor é que chegue a 10, até dezembro.

Outro dado que requer atenção é o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) do setor imobiliário do DF, que em maio de 2017 chegou a 6% para o mercado residencial, o que é considerado positivo pelas entidades do setor, já que está bem próximo de um “cenário realista”, dado que, estudos realizados, apontam que a viabilidade de um empreendimento no mercado imobiliário é de 5%. “Temos uma condição interessante, razoável e com valores muito favoráveis. Isso mostra que o mercado está reagindo bem, mesmo com poucos lançamentos”, como ressaltou Paulo Muniz, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal – ADEMI/DF.

Apesar dessa tímida melhora, os economistas aconselham cautela, a taxa de emprego ainda é negativa, ainda que os juros tenham caído, pois todo e qualquer empreendimento é um investimento a longo prazo e necessita de um planejamento compatível.

A retomada da economia depende da adequação das novas reformas estruturais e das instabilidades políticas, que são, a meu ver, um entrave para o crescimento do país. E isso tem gerado bastante preocupação para o setor.

A Asbraco está confiante, pois além da melhora no quadro nacional, o setor se beneficiará dos ajustes recentes anunciados pelo Governo Federal, como a ampliação do “Minha Casa Minha Vida”, a elevação do limite do FGTS destinado à compra de moradias e as retomadas de algumas poucas obras públicas que estavam paralisadas aguardando ajustes regulatórios e concessões.

Aqui, estamos sempre trabalhando para promover um ambiente favorável aos nossos associados e parceiros, incentivando o desenvolvimento econômico e buscando o empreendedorismo no Distrito Federal.


Afonso Assad

Presidente

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