A palavra para o ano de 2019 é OTIMISMO. Este ano chega com grandes perspectivas e com um cenário promissor para o setor da Construção Civil.

Após de um extenso período de recessão causado pela crise econômica que afetou o Brasil e mesmo com a pequena recuperação de 2018, nosso setor projeta de forma expressiva a retomada de importantes obras para este ano.

A retomada de investimentos da construção civil e da intenção de compra por parte de investidores são reflexos positivos da confiança e estabilidade de emprego, PIB e da qualidade de vida.

A construção civil contribui para o desenvolvimento do país e é responsável pela execução de obras residenciais, edifícios comerciais, institucionais, reformas e manutenções de monumentos, além das obras de infraestrutura, como mobilidade urbana e saneamento básico. Nosso o setor gera 10 milhões de empregos e movimenta 9,9% do PIB brasileiro, com potencial para alavancar ainda mais a economia.

Somos um dos grandes impulsionadores da economia brasileira, não apenas pela geração de emprego, mas por sermos uma área de cadeia produtiva que vai desde a extração de matéria-prima bruta, como minérios, até a indústria de materiais de construção, o comércio dos produtos, setor de serviços como engenharia e arquitetura, construtoras que executam a obra e o posterior uso e operação. O setor construtivo é um gerador de riquezas que tem um efeito imediato para a economia.

De acordo com pesquisa realizada pelo Departamento de Construção Civil da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no auge dos investimentos no país, entre 2003 e 2014, a construção civil chegou a representar 12,4% do Produto Interno Bruto (PIB), isso representa um investimento de R$ 809 bilhões e recolhimento de impostos de quase R$ 180 bilhões, com a geração de emprego e renda, com 12,2 milhões de postos de trabalho, ou seja, 13% de todos os trabalhadores do país.

Hoje, nacionalmente falando, cerca de 13 milhões de brasileiros estão desempregados, dentre eles, 2 milhões trabalhavam antes na construção civil.

No Distrito Federal o setor da construção civil é a engrenagem de resposta rápida para a economia, principalmente para a mão de obra pouco qualificada. Além das obras públicas, que envolvem grandes investimentos, temos um dos maiores canteiros de construção imobiliária do país, sendo o segundo maior mercado do país em volume de negócios, perdendo apenas para São Paulo.

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado dia 11 de janeiro desse ano pelo IBGE, fechou 2018 com alta de 4,41%, ficando acima do registrado em 2017, quando ficou em 3,82%. A variação mensal para o mês de dezembro foi de 0,22%. Nos acumulados de 2018, os preços dos materiais cresceram 6,30%, e a mão de obra subiu 2,45%. Quanto aos custos da construção, os valores por metro quadrado em dezembro foram de R$ 1.182,17 no Centro-Oeste.

PIB: 175,363 bilhões (8º)

PIB per capita: 62.859,43 (1º)

Precisamos que os governantes apoiem mais o setor, para possamos, de fato, reerguer a economia e reestruturar o desenvolvimento do DF e Entorno. Precisamos de uma coordenação entre as ações da iniciativa privada e governamentais junto à construção civil.

Luiz Afonso Delgado Assad

Presidente da ASBRACO