Resultado é do IBC-Br e reforça o discurso dos economistas de que o fundo do poço da crise causada pelo coronavírus ficou em abril

 

Depois de bater no fundo do poço em abril, a economia brasileira reagiu e cresceu 1,31% em maio. É o que aponta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central (BC), divulgado nesta terça-feira (14/07).

 

O IBC-Br funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e reforçou o discurso dos especialistas de que o pior da crise econômica causada pelo novo coronavírus ficou em abril, quando a economia brasileira sofreu um baque inédito de 9,73%, segundo o IBC-Br.
Os especialistas explicam que o fundo do poço ficou para trás porque abril foi o mês em que as medidas de distanciamento social foram mais intensas no país e que, por isso, mais atividades econômicas ficaram paralisadas. Já em maio, começou a ser vista alguma flexibilização no isolamento e, com isso, algumas atividades puderam voltar a funcionar.
A produção industrial, por exemplo, despencou 18,8% em abril e reagiu 7% em maio, como já mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Da mesma forma, o varejo ampliado contraiu 17,5% em abril, mas avançou 19,6% em maio.
O resultado do IBC-Br de maio, contudo, também mostra que é preciso ter cautela com essa recuperação. É que, embora já esboce uma reação da crise do novo coronavírus, a economia brasileira ainda está em um nível muito baixo de atividade.
Segundo o IBC-BR, apesar de ter avançado 1,31% em maio em relação a abril, a economia doméstica ainda está em um nível 14,24% menor que no mesmo período do ano passado. E, nos últimos três meses, acumula uma queda de 10,22% em relação ao mesmo período de 2019.
Nos cinco primeiros meses deste ano, o saldo é negativo em 6,08%. E o resultado também é negativo no acumulado dos últimos 12 meses: queda de 2,08%, de acordo com o IBC-Br.
Font e Imagem: Correio Braziliense