O primeiro Selo CAU/DF – Arquitetura de Brasília foi entregue pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal, por meio de sua Comissão Temporária de Patrimônio, nesta última quarta-feira (2/12), aos moradores do Bloco C da SQS 210 – representados pelo síndico Fernando de Aquino Pavie. O prédio residencial – projeto original dos arquitetos Marcílio Mendes Ferreira e Takudoo Takada – foi uma das oito edificações no Plano Piloto que apresentaram melhor estado de conservação, preservando a originalidade de suas linhas arquitetônicas. Além disso, se destacou por não ter intervenção de reforma, apenas manutenção predial. “Falar de um prédio preservado não quer dizer que ele é ultrapassado ou antigo. Nosso prédio se preocupa não apenas com os aspectos originais, mas também com segurança, conforto, o meio ambiente e boas práticas. E os moradores também ajudam nessa preservação”, garantiu o síndico Fernando de Aquino Pavie.

O Selo CAU/DF – Arquitetura de Brasília foi concebido com a intenção de reconhecer o valor histórico das edificações não monumentais de Brasília e de seus autores, bem como divulgar as boas práticas de conservação e manutenção predial que preservaram a linguagem arquitetônica do movimento moderno. “O mundo todo conhece Brasília por meio das edificações de Oscar Niemeyer, Joaquim Cardoso, mas o maior bem que essa cidade nos deu são as superquadras de Lucio Costa. E é isso que também queremos valorizar e reconhecer. Espero que o Selo seja uma iniciativa que comece nas quadras residenciais do Plano Piloto e que migre para o Setor de Autarquias, Setor Bancário, Setor Comercial Sul e Norte, Gama e outras cidades do Entorno do DF, pois nosso intuito é estimular a consciência patrimonial dos cidadãos”, disse o presidente do CAU/DF, arq. Daniel Mangabeira.

Segundo o coordenador da Comissão Temporária de Patrimônio do CAU/DF, arq. urb. Pedro Grilo, “o Selo é um sonho antigo de todo(a) arquiteto e arquiteta, que quer ver Brasília mais preservada. Para chegarmos aos oito edifícios contemplados este ano, foi um trabalho de três meses da Comissão de levantamento, indo atrás de blocos residenciais antigos e bem conservados. Ao final, foram 30 indicações em um universo de 1.500 edifícios (2%)”, explicou Pedro Grilo sobre o processo. E reforçou: “o Selo vem mostrar ao grande público as boas ideias de conservação e preservação que já existem – um trabalho que terá continuidade na próxima gestão do CAU (2021-2023).”.

A solenidade de entrega do primeiro Selo contou com a presença dos familiares – da filha, Maria Cristina Mendes Monteiro, e do neto, Renan Mendes Monteiro – de um dos autores do projeto arquitetônico original, Marcílio Mendes Ferreira. “Essa ideia do Selo é sensacional e, como também arquiteto e urbanista que sou, destaco que os oito prédios são realmente merecedores e transcendem sua originalidade”, afirmou Renan Monteiro.

Autoridades locais também participaram desse momento histórico para a cidade. “Desde que soubemos a intenção do CAU em criar este selo, apoiamos a ideia. É uma inciativa singela, mas que tem uma capacidade enorme de conscientizar a todos sobre a importância da preservação. Este primeiro edifício contemplado ilustra que é possível conservar e ainda preservar a história e o projeto arquitetônico na sua essência”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitacional, Mateus de Oliveira.

Para a administradora do Plano Piloto, Ilka Teodoro, trata-se de uma iniciativa que abrange não apenas os profissionais, mas a sociedade como um todo. “Parabenizo os moradores e os síndicos pela conservação dos edifícios contemplados, que é a razão do Selo existir, ou seja, condecorar aqueles que os mantiveram preservados. Sabemos o quanto é difícil trabalharmos a educação patrimonial com a população e a consciência de conservação da história da nossa cidade, e o Selo vem fazer isso. Que tenha vida longa!”, frisou Ilka Teodoro.

O Superintendente de Operações do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal, Murilo de Melo Santos, por sua vez, destacou a satisfação e a responsabilidade do DER em apoiar o Selo. “Desde 2017, recebemos a responsabilidade de cuidar das ações de endereçamento de Brasilia. O premiado arquiteto Danilo Barbosa, idealizador da marca do Selo, eleva o nome de Brasilia no Brasil e lá fora. Fazer parte desse evento de preservação, é uma imensa satisfação“, afirmou Murilo Santos.

A Solenidade contou ainda com a presença da Secretária de Estado de Turismo do Distrito Federal, Vanessa Chaves de Mendonça; do Secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues; do ex-presidente do CAU/DF (gestões 2012-2014 e 2015-2017), arq. urb. Alberto Alves de Faria; do presidente da Associação de Empresas de Arquitetura e Urbanismo de Brasília – AeArq, arq. urb. Tony Malheiros; da diretora do Icomos, arq. urb. Yara Regina Oliveira; do arquiteto e urbanista Danilo Barbosa, quem desenvolveu a marca do Selo CAU/DF, além de representantes de outras entidades.

Na última sexta-feira, 4 de dezembro, foram os Edifícios do bloco K da SQS 314 e no Bloco D da SQN 108.

As próximas entregas do Selo CAU/DF – Arquitetura de Brasília serão realizadas nesta quarta-feira (9/12), na SQN 206, Bloco I (às 9h) e na SQN 416, Bloco H (às 11h).

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Fonte e Imagens: CAU/DF