Diante de estimativas menos pessimistas para a economia brasileira em 2020, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em sua penúltima reunião do ano, manteve, pela segunda vez consecutiva, a taxa Selic em 2% ao ano. “O próximo encontro será nos dias 8 e 9 de dezembro, quando também se espera a manutenção da taxa”, avalia a economista do Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos. A Selic permanece em seu menor patamar desde o início do sistema de metas inflacionárias no Brasil, em 1999.

Dados divulgados mais recentemente mostram que a economia está respondendo de forma positiva ao retorno de suas atividades. A Pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo Banco Central com analistas do mercado financeiro, divulgada no dia 23 de outubro, estimou queda de 4,81% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020. A última vez que o referido levantamento projetou retração inferior a 5% para a economia brasileira foi no início de maio. De uma forma geral, Instituições financeiras, consultorias, analistas e até mesmo organismos internacionais estão refazendo suas projeções para o País.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) que projetou retração de 9,1% para o PIB do Brasil, em junho, agora aguarda queda de 5,8%. O Banco Mundial, que em junho estimou recuo de 8% agora espera queda de 5,4%. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é outra que melhorou as projeções para a economia nacional. No fim do primeiro semestre as expectativas variavam de -7,4% (cenário mais otimista) a -9,1% (cenário mais pessimista). Agora a nova projeção é de -6,5%.

“Mesmo com a alta mais expressiva registrada nos últimos meses, a inflação do País deverá encerrar 2020 abaixo do centro da meta (4%)”, aponta Vasconcelos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em setembro aumentou 0,64%. O resultado, puxado especialmente pela alta nos preços dos alimentos e dos combustíveis, foi o maior para um mês de setembro desde 2003.

Veja íntegra de análise sobre o assunto no Informativo Econômico do Banco de Dados da CBIC.

Fonte e Imagem: CBIC