Pacote de 15 metas é estimado em R$ 80 milhões, em obras que vão da construção de uma subestação elétrica no HB à reestruturação dos serviços de oncologia

Com o objetivo de ter apoio da bancada de deputados distritais para financiar projetos na área da saúde com emendas parlamentares, o Instituto de Saúde do DF (Iges-DF) está apresentando nesta quarta-feira (25), na Câmara Legislativa do DF (CLDF), 15 metas estruturantes para serem executadas em 2019/2020. O pacote de ações é estimado em aproximadamente R$ 80 milhões em investimentos.

O presidente da CLDF, deputado distrital Rafael Prudente (MDB), acompanhou de perto a abertura do evento e ressaltou que a Casa foi bem sucedida ao votar no projeto que criou o Iges-DF. “A entidade tem inovado para aumentar o acesso da população aos serviços de saúde e, por isso, a CLDF está disposta a ajudar esse projeto”.

“É a primeira vez que recebemos um caderno de projetos estruturantes dessa forma na área da saúde. É disso que precisamos para ter clareza e explicar para população o que podemos fazer. Já constatamos melhorias fundamentais e o importante é que estamos sempre avançando”, ressaltou o parlamentar.

O diretor-presidente do Instituto de Saúde, Francisco Araújo, diz saber do compromisso dos parlamentares com a população e lembra que essa é uma oportunidade ímpar de contribuir com ações que vão impactar na saúde do DF. “Por isso, estamos fazendo essa interface com deputados e senadores para apoiarem projetos que alumiam o rumo da saúde”, anunciou Araújo.

Segundo ele, os deputados podem escolher em qual projeto colocar a sua emenda e acompanhar a execução dos projetos. Ele pontuou que, em governos passados, muitas emendas deixaram de ser usadas porque a pasta da saúde não executou os projetos propostos. “Nossa gestão é diferente e vamos garantir que os recursos sejam usados e que a nossa população seja beneficiada”, ressaltou Araújo

Na parte da manhã, foi realizada a apresentação do portfólio de projetos pelos gestores do Iges-DF, sendo que houve a participação de 18 gabinetes. Já na parte da tarde, o evento continua com uma mesa redonda para esclarecimento de dúvidas, detalhamento técnico dos projetos e sugestão de melhor adequação das emendas aos projetos.

Entenda as emendas
As 15 metas foram lançadas, no Palácio do Buriti, no início de setembro, pelo instituto. O Iges-DF atuará desde a construção de uma nova subestação elétrica no Hospital de Base (HB) até a reestruturação dos serviços de oncologia e radioterapia.

Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

Também estão previstas aquisição de equipamentos, reformas, ampliações, reestruturação de diversos serviços e a construção de seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no DF, que passará a ter 12 UPAs.

Haverá, ainda, a aquisição de um novo acelerador linear, ao custo de R$ 6 milhões, para fazer radioterapia, bem como a readequação da Central de Manipulação de Quimioterápicos para reduzir o tempo de espera pela quimioterapia.

Os serviços de radiologia também serão contemplados. Serão comprados dois equipamentos de ressonância magnética e dois tomógrafos para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e para o Hospital de Base (HB).

Além disso, o PET-CT, um equipamento que está parado há seis anos, deve ser instalado para ajudar no diagnóstico de doenças como o câncer.

As ações foram arquitetadas por um grupo de gestores do instituto em um documento chamado Planejamento de Macroprocessos Julho 2019/ Dezembro 2020. O planejamento foi consolidado após o Iges-DF atingir alguns avanços como contratar pessoas, melhorar infraestrutura e abastecer com medicamentos e insumos as unidades sob sua gestão, que são o Hospital de Base (HB), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Metas
Entre o rol de ações, está o programa de eficiência em logística para melhorar a distribuição de insumos e medicamentos entre todas as unidades do Iges-DF e a modernização do parque tecnológico da hemodiálise para atender pacientes de maior gravidade. Serão adquiridos 25 equipamentos de hemodiálise para o Base e 12 para o Santa Maria.

Outra melhoria em andamento é a implantação de um novo sistema de gestão hospitalar, que permitirá aumentar o controle dos estoques, analisar a produtividade dos médicos e demais profissionais e resultará, ainda, em uma melhor gestão dos documentos. A implantação do sistema está mais avançado no Hospital de Base (HB).

Na lista, há também a reestruturação do Núcleo de Medicina Nuclear que receberá o PET-CT e da Unidade de Psiquiatria do Hospital de Base. Além disso, será feita a reforma do bloco de emergência do Base, que envolve o pronto socorro, o centro cirúrgico e a UTI. O projeto básico arquitetônico está em fase final e já passou por três vistorias da vigilância sanitária.

Sobre a construção das seis novas UPAs, são três frentes de trabalho: a primeira, a construção; a segunda, infraestrutura, que contempla os equipamentos e os insumos; e, por fim, a contratação de profissionais.

Todas as novas UPAs serão porte um e a primeira deve ser inaugurada em Brazlândia. As demais serão Ceilândia, Riacho Fundo II, Vicente Pires, Gama e Paranoá.

Consideradas grandes inovações na área de ensino e pesquisa, também serão implantadas a Plataforma de Ensino a Distância e uma Central de Simulação Realística para capacitar os 8 mil colaboração do Iges-DF.

Por fim, o Iges-DF buscará a acreditação hospitalar ONA, um título que comprova a melhoria da qualidade e da segurança do paciente e está relacionando a todas as áreas do Instituto. Também implantará o projeto Humanizar, uma grande aposta do governo que consistirá colocar pessoas nas portas dos hospitais, informando e acolhendo o cidadão.

Fonte e Imagens: Agência Brasília