No Brasil ainda há cerca de 35 milhões de brasileiros sem acesso à água tratada, mais de 100 milhões sem coleta de esgoto e apenas 44,9% dos esgotos são tratados. Além disso, 38% da água potável é perdida nos sistemas de distribuição, segundo dados de 2016 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Somado a esses dados, ainda há a questão da falta de segurança hídrica nos aquíferos, onde está cerca de 97% da água potável do planeta.

O estudo “A Revolução das águas subterrâneas no Brasil: Importância do recurso e os riscos pela falta de saneamento básico”, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com o Centro de Pesquisa de Águas Subterrâneas da Universidade de São Paulo (CEPAS|USP), além de mostrar o grande potencial dessas águas, destaca os riscos ao recurso hídrico pelo déficit sanitário ainda preocupante em razão das sucessivas crises hídricas ocorridas no País.

“O potencial de uso dessas águas é muito grande, mas antes de perfurar um poço deve-se verificar as obrigações legais com o órgão responsável no Estado. É importante contratar estudo técnico para avaliar o custo, a viabilidade do poço, a qualidade da água, as questões geológicas e jurídicas. O desrespeito às exigências legais pode gerar a responsabilidade do usuário, implicando em multas ou até no fechamento do poço”, destaca o professor doutor Ricardo Hirata, um dos autores do estudo.

Fonte e Imagem: CBIC