O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,77% em maio de 2026, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando o indicador havia avançado 1,04%. Apesar da redução no ritmo mensal, o índice segue pressionado no acumulado de 12 meses, com alta de 6,82%.
O resultado mostra que os custos da construção civil continuam em trajetória de elevação, ainda que em velocidade menor. Em maio de 2025, o INCC-M acumulava alta de 7,17% em 12 meses, o que indica um cenário de pressão persistente, mas ligeiramente inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
Materiais e equipamentos seguem influenciando o índice
O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços avançou 1,02% em maio, abaixo da alta de 1,35% registrada em abril. Dentro desse grupo, a categoria de Materiais e Equipamentos passou de 1,40% para 1,08%, sinalizando uma desaceleração nos preços de insumos importantes para a execução de obras.
Entre os destaques, o subgrupo materiais para estrutura apresentou redução expressiva no ritmo de alta, passando de 1,82% em abril para 0,99% em maio. O comportamento desse item é relevante para o setor, já que os materiais estruturais têm peso direto no orçamento de empreendimentos e obras em andamento.
No grupo de Serviços, também houve desaceleração. A variação caiu de 0,97% em abril para 0,50% em maio. Um dos principais fatores foi o item aluguel de máquinas e equipamentos, cuja taxa passou de 1,87% para 0,32%.
Mão de obra também registra menor variação
A Mão de Obra apresentou alta de 0,43% em maio, abaixo dos 0,61% observados em abril. A desaceleração contribuiu para conter o avanço geral do INCC-M no período, embora os custos trabalhistas continuem sendo um dos componentes de atenção para empresas e profissionais da construção civil.
Brasília acompanha desaceleração nacional
Das sete capitais pesquisadas, seis registraram desaceleração em suas taxas de variação no mês de maio: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Apenas Recife apresentou movimento contrário, com aumento no ritmo de alta dos custos da construção.
Para o setor produtivo, o comportamento do INCC-M reforça a necessidade de planejamento financeiro e acompanhamento constante dos custos de insumos, serviços e mão de obra. Mesmo com a desaceleração mensal, a alta acumulada em 12 meses ainda impacta diretamente orçamentos, contratos, reajustes e a viabilidade econômica de novos projetos.
Impacto para o setor da construção
O INCC-M é uma das principais referências para medir a variação dos custos da construção civil no país. Seu desempenho influencia contratos, incorporações, obras públicas e privadas, além de servir como indicador importante para empresas que atuam na cadeia produtiva do setor.
Para a ASBRACO, o acompanhamento desses indicadores é fundamental para orientar associados, construtoras, fornecedores e profissionais da área quanto aos desafios econômicos que impactam diretamente a atividade da construção civil no Distrito Federal e em todo o Brasil.



