DESDE 2015, 31 MILHÕES DE METROS QUADRADOS FORAM REAVIDOS

A grilagem de terras no Distrito Federal ainda é um desafio para o GDF quando o assunto é questão fundiária. Segundo dados da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), 37% dos lotes na capital ainda estão irregulares.

Desde 2015, o trabalho para combater a grilagem é árduo: foram recuperados mais de 31 milhões de metros quadrados de área pública. A área equivale a uma Samambaia inteira. Do total, 1,5 milhão foi desobstruído em 2015; 10,1 milhões em 2016; e 19,9 milhões em 2017.

Além das ações de desobstrução, a Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema), da Polícia Civil do DF, prendeu 37 pessoas por parcelamento irregular do solo.

Por grilagem de terra, foram registradas seis ocorrências de janeiro até 20 de dezembro deste ano. Duas delas aconteceram no Guará; uma em Ceilândia; uma no Park Way; uma em São Sebastião; e a última em Sobradinho II.

Vicente Pires

Uma das áreas que preocupa o governo de Brasília é a região 26 de Setembro, em Vicente Pires. De acordo com a Agefis, por enquanto, apenas 2% dos lotes irregulares estão ocupados atualmente. No entanto, se não houver uma intervenção rápida do governo, os grileiros podem faturar cerca de R$ 1,3 bilhão com a venda dos lotes.

Cuidados na hora da compra

Para comprar um terreno e um imóvel, o cidadão precisar estar atento a alguns detalhes. Antes da compra, é importante verificar se o imóvel tem escritura no Cartório de Registro de Imóveis.

No site da Agefis, é possível ainda ter acesso ao mapa de combate à grilagem. O recurso mostra as áreas ocupadas ilegalmente, que podem ser demolidas pela agência, e os locais que ainda estão em processo de regularização.

O aplicativo para celular e tablete – o Agefis Mobile – permite também que o cidadão denuncie invasões. O usuário aponta endereço, estágio da ocupação, quantidade de edificações e tipo de imóveis. A denúncia pode ser feita de maneira anônima.

Desde 2016, foram feitas 970 denúncias de ocupação irregular pelo aplicativo da Agefis. As áreas com o maior número de ocupações irregulares são Setor Habitacional Itaquari, Lago Norte e São Sebastião.

Fonte e Imagem: Diário do Poder