Levantamento do IBGE aponta redução no ritmo de aumento dos preços de materiais e mão de obra, enquanto os custos do setor acumulam alta de 6,81% nos últimos 12 meses.
O custo da construção civil brasileira apresentou um ritmo menor de crescimento em setembro de 2026. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou variação de 0,30% no mês, abaixo dos 0,44% observados em agosto.
O resultado também representa uma desaceleração em comparação com setembro do ano passado, quando o indicador havia registrado alta de 0,50%. No acumulado de 12 meses, a variação passou de 7,03% em agosto para 6,81% em setembro, sinalizando uma redução gradual no ritmo de elevação dos custos do setor.
Apesar da desaceleração, o valor médio nacional da construção por metro quadrado continua avançando. Em setembro, o custo chegou a R$ 1.999,73, ante R$ 1.993,76 no mês anterior. Desse total, R$ 1.127,17 correspondem aos materiais de construção, enquanto R$ 872,56 estão relacionados à mão de obra.
Materiais e mão de obra apresentam aumentos menores
Os dois componentes que integram o indicador registraram variações mais moderadas em setembro.
Os materiais de construção tiveram alta de 0,28%, inferior aos 0,35% registrados em agosto e aos 0,38% de setembro de 2025. O comportamento indica uma diminuição da pressão dos preços dos insumos sobre os custos das obras.
Na mão de obra, a variação foi de 0,33%, também abaixo do resultado de agosto, quando o aumento havia sido de 0,55%. Em comparação com setembro do ano anterior, quando a alta chegou a 0,65%, a desaceleração foi ainda mais expressiva.
Impactos para o setor da construção
A redução no ritmo de crescimento dos custos é um indicador relevante para construtoras, incorporadoras e empresas responsáveis pela execução de obras públicas e privadas.
O comportamento dos preços influencia diretamente a elaboração de orçamentos, a formação de propostas em licitações e o planejamento financeiro dos empreendimentos. Variações nos custos de materiais e mão de obra podem afetar a viabilidade econômica dos projetos, especialmente daqueles com prazos mais longos de execução.
Embora os números de setembro indiquem menor pressão inflacionária, a continuidade dos aumentos exige atenção das empresas na gestão de contratos e na atualização dos orçamentos.
O acompanhamento do Sinapi permanece fundamental para o planejamento do setor, uma vez que o sistema constitui uma das principais referências nacionais de custos para a construção civil, incluindo obras financiadas com recursos públicos.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), setembro de 2026.
