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Secretaria de Saúde prepara plano de enfrentamento à dengue no DF

Com o aumento da incidência de casos da doença em todas as regiões administrativas, a chefe da pasta, Lucilene Florêncio, antecipou ao Correio o planejamento para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti

Para combater a alta dos casos de dengue desde o fim de ano passado, a secretária de Saúde do Distrito Federal, Lucilene Florêncio, anunciou ao Correio que irá divulgar, amanhã, um plano de enfrentamento da dengue e outras arboviroses (como chikungunya e zika), que deve valer de 2024 a 2027. Para anunciar as ações de combate ao nosquito Aedes aegypti, a secretária reunirá no Palácio do Buriti todos os administradores regionais do DF, secretários de Governo, de Educação, e representantes do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Defesa Civil do DF (DCDF) e Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).

 O plano vem à tona em um momento preocupante para o DF. A Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) registrou aumento da incidência de dengue de 6 a 23 de dezembro do ano passado em todas as regiões administrativas (RAs). Brazlândia e Recanto das Emas, por exemplo, foram classificadas como locais de alta incidência, com 516,93 e 370,26 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.

Ceilândia, Vicente Pires, Taguatinga, Samambaia, Gama, Sobradinho, Lago Sul, Estrutural, Cruzeiro, Varjão e São Sebastião estavam com incidência média, o que representa uma taxa entre 100 e 299,9 casos por 100 mil habitantes. As demais RAs apresentaram incidência baixa, com menos de 100 casos por 100 mil habitantes. Entre 2 de janeiro e 31 de dezembro de 2022, houve 11 óbitos. Nos mesmos levantamentos de 2023 — mas com registros de 1º de janeiro a 30 de dezembro —, houve nove mortes.

Os casos notificados também diminuíram. Entre os anos de 2022 e 2023, a queda foi de 82,7 mil para 46,4 mil. Número considerado alto por especialistas ouvidos pelo Correio. “Temos os acumuladores e carroceiros que despejam entulhos de forma inadequada. Precisamos acabar com essa história de descartar lixo em qualquer lugar. Isso prejudica o trabalho da vigilância ambiental, que precisa entrar na casa das pessoas e intensificar a questão dos cuidados na volta às aulas, em fevereiro”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.

A chefe da pasta adianta que as equipes de fumacê vão passar com 38 carros de Ultra Baixo Volume (UBV) pelas regiões em situação de vulnerabilidade social a cada três dias.  Os agentes da vigilância epidemiológica vão passar pelas ruas das 4h às 6h e das 17h às 19h. Lucilene acrescenta que determinou o uso de 40% da força de trabalho das 178 unidades de saúde para atuar no combate ao mosquito Aedes aegypti. “A dengue abrange todas as camadas sociais, mas não é uma guerra que não possa ser enfrentada e vencida. A gente pede esforço coletivo”, completa.

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Fonte: Correios Brasiliense