A edição deste ano do Abdib Fórum contou com a participação dos ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) no painel “Raio-X da Infraestrutura”, respectivamente nos dias 1º, 4 e 9 de dezembro.

No primeiro dia do evento, Tarcísio falou sobre a importância de aumentar o estoque físico e atrair mais investimentos para todos os setores da infraestrutura. Segundo o ministro, isso pode ser feito por meio da estruturação e revisão dos marcos regulatórios, e pela diversidade de estruturadores de projetos.

“Estamos trabalhando com todos os braços possíveis: estruturadores independentes, PMIs nos aeroportos, estruturações com o mercado, por meio de bancos de desenvolvimento, multilaterais. A infraestrutura se desenvolveu muito a partir desse mecanismo. Aprendemos a usar a EPL [Empresa de Planejamento e Logística] e estamos resgatando o braço estruturador de projetos”, afirmou.

Para fazer perguntas ao ministro, estavam presentes no painel o diretor da Acciona no Brasil, André de Angelo, e o presidente da CCR Lam Vias, Eduardo Camargo, que debateram ainda sobre os temas da segurança jurídica, a relação do governo com o TCU (Tribunal de Contas da União) e as perspectivas para o próximo ano. A moderação foi da jornalista Denise Campos de Toledo.

Leilões de energia
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, comentou sobre os leilões de energia, que, a partir de 2021, não terão mais limitação de inflexibilidade das usinas térmicas. De acordo com Bento, isso tornará as térmicas mais competitivas e aumentará a participação delas na matriz energética nacional.

“Fazer a contratação de forma compulsória, sem justificativa técnica, geraria subsídios cruzados entre os setores, onerando os consumidores de energia elétrica”, disse. O encontro contou ainda com a participação de André Clark, general manager da Siemens Energy Brasil, Maurício Bähr, CEO da Engie Brasil, e moderação da jornalista Denise Campos de Toledo.

Os participantes destacaram o tema da expansão do mercado livre de energia no país durante a pandemia e o grande potencial que a pauta da modernização do setor representa para o futuro próximo. Segundo Clark, em breve as nações passarão a competir entre si para atrair investimentos, especialmente no campo da energia. “O Brasil é absolutamente competitivo”, afirmou.

Baixo investimento
A avaliação do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, é de que o país investe muito menos do que deveria. O Brasil enfrenta um problema fiscal que dificulta o aumento dos investimentos públicos. Para Marinho, isso só terá solução por meio de mudanças legislativas.

O ministro participou do Abdib Fórum ao lado do sócio-líder de Governo e Infraestrutura da EY, Luiz Cláudio Campos, e do presidente do Conselho da Solví, Carlos Villa. Como nos outros dias, a moderação foi da jornalista Denise Campos de Toledo.

Com a escassez de recursos públicos, o Ministério do Desenvolvimento Regional contratou estudos com o objetivo de atrair investimentos do setor privado na carteira de iniciativas e projetos da pasta, assim como ocorre nos setores de transportes e energia elétrica. Segundo Marinho, o ministério tem um potencial de investimentos privados de cerca de R$ 1 trilhão.

Fonte e Imagens: Agência Infra