Após estimar retração de 6,54% no dia 26 de junho, a pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo Banco Central com analistas do mercado financeiro, melhorou as projeções para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020 ao projetar, no dia 3 de julho, queda de 6,50% para a economia brasileira.

Segundo a economista do Banco de Dados, Ieda Vasconcelos, alguns resultados mais alentadores para a economia também começaram a ser divulgados nos últimos dias.

O crescimento da produção industrial é um deles. Depois de registrar dois meses de queda acentuada, -9,2% em março e -18,8% em abril, a produção da indústria cresceu 7% em maio em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de não ter eliminado totalmente a queda de 26,3% acumulada nos dois meses anteriores e a base de comparação estar muito baixa, a expansão de 7% em maio foi a mais elevada desde junho/2018.

De acordo com o IBGE, o avanço de 7,0% da atividade industrial na passagem de abril para maio de 2020 apresentou perfil generalizado de crescimento, alcançando todas as grandes categorias econômicas e 20 dos 26 ramos pesquisados. “Os impactos da crise causada pela pandemia provocada pela Covid-19 ainda são fortes, mas os números sinalizam que o pior pode ter ficado para trás”, frisa Vasconcelos.

A melhora no Índice de Confiança do segmento industrial, conforme Sondagem realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), envolve a Indústria Geral, a Indústria Extrativa, a Indústria de Transformação e a Indústria de Construção. Todos os resultados das pesquisas relativas ao mês de junho demonstram resultados melhores do que os observados em abril e maio, apesar de ainda estarem em patamares inferiores aos observados no mês de março. Também se observa melhora no Índice de Confiança do Comércio, Serviços e Consumidores, conforme indicador divulgado pela Fundação Getúlio Vargas.

Veja a íntegra da análise da economista Ieda Vasconcelos no Informativo Econômico.

 

Fonte e Imagem: CBIC