Índice da construção civil acelera para 0,93% em junho, revela FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) registrou uma aceleração significativa em junho, alcançando 0,93%, conforme divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 25. Este índice representa uma alta em relação aos 0,59% registrados no mês anterior, refletindo uma pressão contínua nos custos do setor.

O INCC-M, que acumula uma variação de 3,77% nos últimos 12 meses, desagrega seus componentes em Materiais, Equipamentos e Serviços, além de Mão de Obra. De acordo com a FGV, ambos os grupos contribuíram para a aceleração observada neste último mês. Materiais, Equipamentos e Serviços subiram de 0,27% para 0,46%, enquanto Mão de Obra avançou de 1,05% para 1,61% no mesmo período.

Entre os itens que mais influenciaram positivamente o índice estão os custos com mão de obra especializada, como pedreiros, cujo índice passou de 1,16% para 1,45%, armadores ou ferreiros (0,88% para 2,14%) e eletricistas (1,04% para 1,61%). Além disso, destacam-se os aumentos nos preços de materiais como condutores elétricos (de 5,88% para 3,58%) e operadores de máquinas (0,62% para 2,25%).

Por outro lado, alguns materiais apresentaram variações negativas, contribuindo para conter o avanço do índice. Entre eles estão vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,37% para -0,69%), tela alambrado/gradil metálico (-0,53% para -1,32%) e tela de proteção para fachada (0,79% para -0,45%). Formas de madeira (-0,14% para -0,46%) e eletrodutos de PVC (-0,34% para -0,26%) também registraram queda nos preços.

A pesquisa da FGV abrangeu sete capitais brasileiras, onde quatro delas apresentaram aceleração no INCC-M: Brasília (0,76% para 0,97%), Recife (0,10% para 1,73%), Porto Alegre (0,0% para 0,18%) e São Paulo (0,44% para 1,68%). Por outro lado, houve desaceleração em Salvador (0,73% para 0,14%), Belo Horizonte (1,44% para 0,18%) e Rio de Janeiro (0,53% para 0,22%).

A tendência de aumento nos custos da construção civil evidencia desafios contínuos para o setor, refletindo tanto a pressão inflacionária quanto dinâmicas específicas de oferta e demanda de materiais e mão de obra especializada. A FGV continuará monitorando esses indicadores de perto nos próximos meses para captar tendências e variações que possam impactar o mercado da construção civil no Brasil.

Fonte: FGV