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Author name: Assessoria de Comunicação Asbraco

” Hoje é dia de torcer pelo Brasil!”

Hoje é dia de torcer pelo Brasil! A ASBRACO deseja a todos um excelente jogo, com muita alegria, união e espírito esportivo. Que possamos vibrar juntos por nossa seleção e celebrar o orgulho de sermos brasileiros. Aproveitamos para lembrar que, no próximo dia 03 de julho, acontecerá a eleição para a Presidência do CREA-DF, com votação realizada on-line, de forma rápida e prática. ✅ Mantenha seus dados atualizados e suas responsabilidades em dia para exercer seu direito ao voto. Sua participação é fundamental para fortalecer a engenharia, a agronomia e as geociências do Distrito Federal. Contamos com você! Boa sorte ao Brasil e uma excelente partida a todos! Brasil #SeleçãoBrasileira #CREADF #EleiçõesCREADF #03deJulho #VotaçãoOnline #Engenharia #Agronomia #Geociências #ASBRACO #ConstruçãoCivil #Brasília

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Custos da construção civil sobem 0,36% em maio, puxados pela Região Sul

A construção civil voltou a ficar mais cara em maio. O Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) registrou alta de 0,36% no mês, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa desaceleração frente a abril, quando o índice havia avançado 0,72% — uma diferença de 0,36 ponto percentual entre os dois meses. No acumulado de doze meses, o setor soma alta de 6,93%, ligeiramente abaixo dos 7,01% apurados no período imediatamente anterior. Já no acumulado do ano, o índice chega a 3,26%, bem acima do patamar visto em maio de 2025, quando estava em 2,00%. Com o reajuste, o custo médio nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.946,09, em abril, para R$ 1.953,08 em maio. Desse total, R$ 1.104,59 correspondem aos materiais e R$ 848,49 à mão de obra. Materiais desaceleram, mas mão de obra recua mais A parcela de materiais subiu 0,53% no mês, uma queda de 0,30 ponto percentual em relação a abril (0,83%), mas praticamente estável na comparação com maio do ano passado (0,51%). Mesmo com o recuo, o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, observou que esse foi o terceiro maior resultado para o item desde outubro de 2024, quando havia marcado 0,79%. A mão de obra teve desempenho mais modesto, avançando apenas 0,14% — recuo de 0,43 ponto percentual ante abril (0,57%) e de 0,19 ponto percentual na comparação anual. No acumulado de janeiro a maio, os materiais somam 2,44% e a mão de obra, 4,34%. Em doze meses, a diferença entre os dois componentes fica mais evidente: 5,01% para materiais e 9,56% para mão de obra. Sul lidera entre as regiões; Bahia puxa a alta estadual A Região Sul apresentou a maior variação mensal entre as cinco regiões, com avanço de 0,44% e alta em todos os seus estados, com destaque para o Paraná (0,65%). As demais regiões registraram variações próximas: Nordeste e Centro-Oeste, ambas com 0,39%; Norte, 0,33%; e Sudeste, 0,31%. Entre os estados, a Bahia teve o maior reajuste do mês, com alta de 0,92%, impulsionada principalmente pelo encarecimento dos materiais. O Sinapi, criado em 1969, reúne informações de custos e índices da construção em todo o país, servindo de referência para elaborar e avaliar orçamentos e acompanhar a evolução dos preços do setor. Os próximos dados, referentes a junho, serão divulgados pelo IBGE em 10 de julho.

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ASBRACO participa de encontro com a governadora Celina Leão e lideranças do setor produtivo

Foto: Nina Quintana A Associação Brasiliense de Construtores — ASBRACO esteve representada por seu presidente, Luiz Afonso Delgado Assad, em reunião realizada nesta quarta-feira, 10 de junho, na sede da ADEMI-DF, que contou com a presença da governadora do Distrito Federal, Celina Leão, além de representantes do setor imobiliário, da construção civil e de entidades estratégicas para o desenvolvimento econômico do DF. O encontro reuniu lideranças empresariais e autoridades públicas em um ambiente de diálogo institucional sobre temas relevantes para Brasília, como habitação regular, desenvolvimento urbano, infraestrutura, fortalecimento do Banco de Brasília — BRB, segurança jurídica, geração de empregos e continuidade dos investimentos no Distrito Federal. Durante a reunião, a governadora destacou a importância do setor produtivo para o crescimento da capital e reforçou o compromisso do Governo do Distrito Federal com a manutenção das obras, o desenvolvimento econômico e a ampliação de políticas voltadas à habitação e à infraestrutura urbana. A presença da ASBRACO no encontro reforça o papel da entidade como representante ativa das empresas da construção civil e obras públicas, contribuindo para o diálogo permanente entre o setor produtivo e o poder público. Para a Associação, espaços como esse são fundamentais para acompanhar as principais agendas do DF, defender um ambiente de negócios mais seguro e fortalecer a construção civil como um dos motores da economia local. Também participaram da reunião representantes da ADEMI-DF, Sinduscon-DF, CODESE-DF, CBIC, SECONCI-DF, Terracap, Codhab e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, evidenciando a importância da integração entre entidades, governo e setor empresarial para o planejamento do futuro de Brasília. Com atuação institucional permanente, a ASBRACO segue acompanhando os debates estratégicos que impactam diretamente as empresas associadas, a execução de obras, a geração de empregos e o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal.

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Confira o roteiro de festas juninas no DF

O clima junino já tomou conta do Distrito Federal. Com bandeirinhas, comidas típicas, quadrilhas e muita música, diversas regiões recebem festas tradicionais para toda a família. A programação reúne eventos gratuitos e pagos em paróquias, clubes, instituições sociais e espaços comunitários, movimentando a cultura popular e a economia local. Roteiro de festas juninas Asa NorteArraiá da Ampare — 29/05, às 16hArraiá da Casa do Ceará — 30/05, às 18h Asa SulArraiá São Judas Tadeu — 28 a 31/05, às 18h30 CeilândiaArraiá da P.N.S. Mãe da Divina Providência — 30 e 31/05; 06 e 07/06, às 17h15º Sesc Tradições Juninas — 31/05, às 16h CruzeiroArraiá de Santa Teresinha — 30 e 31/05, às 17hFesta do Milho — 30/05, das 8h30 às 18h30 GamaFesta da Santíssima Trindade — 29, 30 e 31/05, após a missa das 19h Lago SulArraiá de Nazaré — 29, 30 e 31/05, a partir das 19hFesta Junina da Paróquia São Pedro de Alcântara — 29 e 30/05, às 18h30 Park WayFesta Junina do Lar dos Velhinhos Maria Madalena — 29 e 30/05XXIII Festa Japonina — 30/05, às 18h30 Setor de ClubesArraiá Western do Cota Mil — 29/05, às 22h30Arraiá da ASBAC — 29/05, às 17hArraiá Legis — 30/05, às 18hArraiá Legis Kids — 31/05, às 14h SobradinhoArraiá da OAB Sobradinho — 30/05, às 18hBarraquinhas Marianas — 29, 30 e 31/05, às 18hFesta Junina da Paróquia Nossa Senhora das Graças — 29 e 30/05, às 19h TaguatingaArraial Batalhão das Artes — 30/05, às 16h

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Construção civil perde participação no PIB e acende alerta para modernização do setor

A construção civil brasileira enfrenta um desafio estrutural que se arrasta há décadas: produzir mais, com maior eficiência, tecnologia e segurança jurídica. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produtividade por trabalhador no setor caiu 20,4% entre 1995 e 2024, evidenciando um cenário de perda de competitividade e de baixa capacidade de modernização. O estudo, intitulado “Construção no Brasil: Agenda para Modernização do Setor”, também aponta uma redução significativa da participação da construção civil no Produto Interno Bruto (PIB). Em 2013, o setor representava 6,4% da economia brasileira. Em 2024, essa fatia caiu para 3,6%. Os dados reforçam a necessidade de uma agenda nacional voltada à inovação, qualificação da mão de obra, melhoria do ambiente de negócios e ampliação do uso de tecnologias nos canteiros de obras. Para especialistas do setor, a queda de produtividade não está relacionada apenas ao desempenho das empresas, mas também a entraves como burocracia, insegurança jurídica, dificuldades de acesso a crédito, baixa industrialização dos processos construtivos e falta de continuidade em políticas públicas. Apesar dos desafios, a construção civil segue sendo uma das atividades com maior capacidade de geração de empregos, movimentação da cadeia produtiva e impacto direto na infraestrutura do país. Por isso, a perda de espaço no PIB preocupa entidades representativas e reforça a urgência de medidas que tornem o setor mais competitivo. A modernização da construção passa por investimentos em tecnologia, planejamento, capacitação profissional, digitalização de processos e fortalecimento das empresas que atuam na área. Sem avanços concretos, o setor corre o risco de continuar perdendo relevância econômica, mesmo sendo essencial para o desenvolvimento urbano, habitacional e produtivo do Brasil. Mais do que um alerta, os números apresentados pela CNI mostram que a construção civil precisa ser tratada como prioridade estratégica. Recuperar produtividade significa fortalecer empresas, gerar empregos de qualidade, ampliar investimentos e garantir que o setor volte a ocupar o papel central que sempre teve no crescimento do país.

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INCC-M desacelera em maio, mas custo da construção mantém alta acumulada em 12 meses

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,77% em maio de 2026, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando o indicador havia avançado 1,04%. Apesar da redução no ritmo mensal, o índice segue pressionado no acumulado de 12 meses, com alta de 6,82%. O resultado mostra que os custos da construção civil continuam em trajetória de elevação, ainda que em velocidade menor. Em maio de 2025, o INCC-M acumulava alta de 7,17% em 12 meses, o que indica um cenário de pressão persistente, mas ligeiramente inferior ao observado no mesmo período do ano passado. Materiais e equipamentos seguem influenciando o índice O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços avançou 1,02% em maio, abaixo da alta de 1,35% registrada em abril. Dentro desse grupo, a categoria de Materiais e Equipamentos passou de 1,40% para 1,08%, sinalizando uma desaceleração nos preços de insumos importantes para a execução de obras. Entre os destaques, o subgrupo materiais para estrutura apresentou redução expressiva no ritmo de alta, passando de 1,82% em abril para 0,99% em maio. O comportamento desse item é relevante para o setor, já que os materiais estruturais têm peso direto no orçamento de empreendimentos e obras em andamento. No grupo de Serviços, também houve desaceleração. A variação caiu de 0,97% em abril para 0,50% em maio. Um dos principais fatores foi o item aluguel de máquinas e equipamentos, cuja taxa passou de 1,87% para 0,32%. Mão de obra também registra menor variação A Mão de Obra apresentou alta de 0,43% em maio, abaixo dos 0,61% observados em abril. A desaceleração contribuiu para conter o avanço geral do INCC-M no período, embora os custos trabalhistas continuem sendo um dos componentes de atenção para empresas e profissionais da construção civil. Brasília acompanha desaceleração nacional Das sete capitais pesquisadas, seis registraram desaceleração em suas taxas de variação no mês de maio: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Apenas Recife apresentou movimento contrário, com aumento no ritmo de alta dos custos da construção. Para o setor produtivo, o comportamento do INCC-M reforça a necessidade de planejamento financeiro e acompanhamento constante dos custos de insumos, serviços e mão de obra. Mesmo com a desaceleração mensal, a alta acumulada em 12 meses ainda impacta diretamente orçamentos, contratos, reajustes e a viabilidade econômica de novos projetos. Impacto para o setor da construção O INCC-M é uma das principais referências para medir a variação dos custos da construção civil no país. Seu desempenho influencia contratos, incorporações, obras públicas e privadas, além de servir como indicador importante para empresas que atuam na cadeia produtiva do setor. Para a ASBRACO, o acompanhamento desses indicadores é fundamental para orientar associados, construtoras, fornecedores e profissionais da área quanto aos desafios econômicos que impactam diretamente a atividade da construção civil no Distrito Federal e em todo o Brasil.

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Custos da construção civil sobem 0,72% em abril e acumulam alta de 7,01% em 12 meses

O custo da construção civil no país voltou a acelerar em abril. Segundo dados do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador registrou alta de 0,72% no mês, avanço superior ao observado em março, quando a variação havia sido de 0,37%. Com o resultado, o índice acumula crescimento de 2,89% no ano e de 7,01% nos últimos 12 meses, percentual acima dos 6,73% registrados no período imediatamente anterior. O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.932,27, em março, para R$ 1.946,09, em abril. Desse total, R$ 1.098,80 correspondem aos materiais e R$ 847,29 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,83%, acima do resultado de março, que foi de 0,43%, e também superior ao índice de abril de 2025, quando havia ficado em 0,31%. Já a mão de obra teve alta de 0,57%, influenciada por reajustes salariais em algumas localidades. Apesar da aceleração frente a março, quando a taxa foi de 0,31%, o resultado ficou abaixo do registrado em abril do ano passado, de 0,68%. De acordo com o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, a taxa de abril de 2026 está entre as maiores já observadas para o mês desde 2005, desconsiderando os anos de 2021 e 2022, período marcado por impactos excepcionais da pandemia de Covid-19. No acumulado de janeiro a abril, os materiais registraram alta de 1,90%, enquanto a mão de obra avançou 4,19%. Em 12 meses, os aumentos foram de 4,99% e 9,77%, respectivamente. Nordeste lidera alta entre as regiões Entre as regiões brasileiras, o Nordeste apresentou a maior variação mensal, com alta de 0,98% em abril. O avanço foi registrado em todos os estados nordestinos, com destaque para o Maranhão, impactado por reajustes nas categorias profissionais. As demais regiões também tiveram crescimento nos custos: Sudeste, com 0,66%; Sul, com 0,61%; Norte, com 0,58%; e Centro-Oeste, com 0,42%. Entre os estados, o Acre teve a maior alta do mês, com variação de 3,89%, impulsionada por acordo coletivo firmado nas categorias profissionais. Em seguida aparece o Maranhão, com avanço de 2,99%, também influenciado por reajustes da mão de obra. Criado em 1969, o Sinapi acompanha mensalmente os custos e índices da construção civil em âmbito nacional, servindo como referência para elaboração, análise e acompanhamento de orçamentos no setor. A próxima divulgação, referente a maio de 2026, está prevista para 12 de junho.

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GOVERNADORA CELINA LEÃO REAFIRMA COMPROMISSO COM O SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL.

Em encontro promovido pela ASBRACO, chefe do Executivo distrital transmitiu segurança sobre a continuidade das obras públicas e a solidez das finanças do GDF Brasília, 06 de maio de 2026 — Em um encontro marcado pelo diálogo franco e pela busca de convergências entre o poder público e a iniciativa privada, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou nesta quarta-feira da reunião “Diálogo com o Setor da Construção e Obras Públicas”, promovida pela Associação Brasiliense de Construtores (ASBRACO). O evento reuniu associados e empresários do segmento, que trouxeram à mesa preocupações estruturais sobre o andamento e a sustentabilidade dos investimentos públicos no território distrital. Quem abriu os trabalhos foi o presidente da ASBRACO, Afonso Assad, que sintetizou o sentimento do setor diante do cenário atual. “Nossa preocupação central é com a segurança jurídica e financeira das obras já contratadas, e com o modelo de licitação que temos observado. Descontos excessivos nos processos licitatórios comprometem a exequibilidade dos contratos e, consequentemente, a entrega do que foi prometido à população”, afirmou Assad, ao dar início às discussões. Uma gestora que conhece os números — e os apresenta A governadora Celina Leão respondeu às inquietações do setor com a objetividade de quem domina o instrumento orçamentário, apresentou um panorama consistente das finanças do Distrito Federal, demonstrando que as preocupações manifestadas pelo setor encontram, no âmbito do GDF, uma gestão preparada para enfrentá-las. A governadora foi enfática ao garantir que todas as obras já iniciadas serão concluídas. Mais do que uma declaração política, a afirmação veio acompanhada de explicações sobre a metodologia adotada pelo governo: as ordens de serviço somente serão emitidas quando houver recursos concretos e previamente assegurados, eliminando o risco de paralisações por insuficiência orçamentária e preservando o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos em vigor. Ao tratar das novas contratações, a gestora detalhou as obras e ações que integram o rol de prioridades da atual administração, apresentando as fontes de financiamento previstas para cada frente de investimento. O conjunto de informações revelou um planejamento robusto, com recursos identificados e destinação definida — condição essencial para que o setor produtivo possa se organizar e participar dos processos com segurança. Um sinal positivo para o setor O tom do encontro foi de entendimento e de disposição para a construção de uma agenda colaborativa. Empresários e associados saíram da reunião com a percepção de que suas demandas foram ouvidas por uma gestora com domínio técnico do tema e disposição para o diálogo. Para o presidente da ASBRACO, Afonso Assad, o encontro representou um passo importante na consolidação de uma relação mais transparente entre o governo e o setor produtivo. “Precisamos de previsibilidade. E hoje ficou claro que o governo tem clareza do que vai fazer e com quais recursos”, concluiu.

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Construção civil registra maior inflação para abril em 16 anos e acende alerta no setor

Com alta de 1,04% no mês, INCC-M atinge patamar inédito desde 2010 e Cbic projeta cenário ainda mais severo em maio A construção civil brasileira começou o segundo trimestre de 2026 com um sinal preocupante. O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 1,04% em abril — o maior resultado para o mês em 16 anos, desde 2010. O número surpreendeu negativamente entidades do setor e reacendeu o debate sobre a sustentabilidade dos grandes programas habitacionais do governo federal. A aceleração foi expressiva: em apenas um mês, a taxa subiu 0,68 ponto percentual, saltando do patamar registrado em março. No acumulado de 12 meses, o índice passou de 5,81% para 6,28%, atingindo o nível mais alto desde novembro do ano passado, quando havia chegado a 6,41%. Pressão deve se intensificar em maio Para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o resultado de abril foi acima das projeções — e o pior ainda está por vir. Dionyzio Klavdianos, que preside a Comissão de Materiais, Tecnologia e Produtividade da entidade, avalia que a curva ascendente deve ganhar força no mês seguinte, refletindo reajustes que ainda estão em processo de repasse na cadeia produtiva. Segundo Klavdianos, a dinâmica comercial do setor — em que produtos são adquiridos com prazo médio de 30 dias para entrega — explica em parte o descompasso entre o anúncio dos aumentos e seu efeito nos índices oficiais. “O natural é que o impacto fosse em maio essa demonstração”, afirmou o representante da Cbic, ponderando que o mercado vinha operando sem oscilações relevantes até então. Petróleo e Oriente Médio no centro da pressão A escalada de custos tem origem em fatores combinados. Em março, fornecedores de insumos básicos para canteiros de obra — entre eles fabricantes de tubulações de PVC e outros derivados de petróleo — começaram a comunicar reajustes a seus clientes. As tensões geopolíticas no Oriente Médio aparecem como um dos vetores apontados pelo setor para explicar o encarecimento das matérias-primas petroquímicas. Klavdianos, contudo, levanta uma hipótese complementar: parte do reajuste pode representar um “desejo represado” da indústria fornecedora, que aproveitaria o momento de instabilidade externa para recompor margens contidas em meses anteriores. Caso o conflito no Oriente Médio se prolongue, o efeito sobre os insumos tende a se aprofundar. Riscos para Minha Casa, Minha Vida e PAC A elevação dos custos coloca sob tensão dois dos principais eixos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na área de infraestrutura: o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em ano eleitoral, o Executivo ampliou suas ambições no setor habitacional, elevando para 3 milhões a meta de moradias entregues até o fim do mandato e destinando aporte adicional de R$ 20 bilhões do Fundo Social ao programa. O problema, segundo a Cbic, é estrutural: contratos firmados no âmbito do Minha Casa, Minha Vida não preveem mecanismos amplos de reajuste. Isso significa que, à medida que o custo dos insumos avança, as construtoras absorvem a diferença — situação que, se prolongada, pode comprometer a viabilidade econômica das obras e o ritmo das entregas prometidas. Klavdianos pondera que ainda existe alguma margem de negociação para as empresas, mas adverte que essa folga pode se esgotar caso o cenário internacional não se estabilize. A combinação entre metas ambiciosas, contratos rígidos e custos em escalada forma um nó que o governo precisará desatar nos próximos meses — e que pode ter desdobramentos diretos na entrega política do programa habitacional em 2026.

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Reforma da jornada de trabalho pode encarecer imóveis e pressionar o varejo, apontam estudos

Levantamentos de entidades do setor privado mensuram os possíveis efeitos econômicos da mudança na escala de trabalho A discussão sobre alterações na jornada de trabalho ganhou novos contornos com a divulgação de estudos que avaliam os possíveis impactos sobre dois setores da economia: o varejo de centros comerciais e a construção civil. Os números revelam efeitos que vão além do mercado de trabalho e chegam ao bolso do consumidor — especialmente das famílias de menor renda. Varejo sente pressão nos números Levantamento da Tendências Consultoria, desenvolvido em parceria com a Abrasce, entidade representativa do setor de shopping centers, projeta que a adoção do modelo 4×3 — quatro dias de trabalho e três de descanso — poderia representar uma contração de 16% no faturamento do segmento. Em valores absolutos, a receita recuaria de R$ 200,9 bilhões, registrados em 2025, para R$ 168,7 bilhões — uma diferença de R$ 32 bilhões. Já no modelo 5×2, o impacto seria menor, mas ainda relevante: queda estimada de 7% no faturamento, com a receita recuando para R$ 186,2 bilhões. Construção civil e o acesso à moradia No setor de construção, a Abrainc — Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias — alerta para um efeito em cadeia que pode comprometer o acesso de milhões de famílias ao financiamento habitacional. A explicação está na estrutura de custos das obras: a mão de obra responde por cerca de 40% do valor total de um empreendimento. Com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, o custo total das incorporações em relação ao Valor Geral de Vendas (VGV) subiria 5,5%. No cenário de 36 horas semanais, essa alta chegaria a 11%, considerando os efeitos diretos e indiretos sobre mão de obra, materiais e serviços. As simulações com base em imóveis de R$ 200 mil — faixa voltada à habitação popular — indicam que o valor final pago pelo consumidor subiria para R$ 211 mil no cenário de 40 horas e para R$ 222 mil no de 36 horas. A elevação na renda exigida para financiamento excluiria, respectivamente, 1,6 milhão e 3,3 milhões de famílias que hoje teriam condições de acessar o crédito. O efeito também alcança imóveis de médio e alto padrão. Para unidades avaliadas em R$ 500 mil, o valor financiado poderia chegar a R$ 555 mil no cenário mais restritivo, inviabilizando o acesso para até 860 mil famílias adicionais. Debate em aberto Os dados alimentam um debate que mobiliza sindicatos, entidades patronais e economistas. De um lado, a defesa de que trabalhadores têm direito a mais tempo livre e melhor qualidade de vida. Do outro, o argumento de que os custos dessa transição podem se refletir em preços mais altos e acesso reduzido a bens essenciais — como a moradia — especialmente para as camadas mais vulneráveis da população. As discussões no Congresso Nacional seguem em curso, e os levantamentos apresentados pelos setores produtivos tendem a intensificar as negociações nos próximos meses.

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