Horário de Funcionamento

Author name: Assessoria de Comunicação Asbraco

INCC-M desacelera em maio, mas custo da construção mantém alta acumulada em 12 meses

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,77% em maio de 2026, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando o indicador havia avançado 1,04%. Apesar da redução no ritmo mensal, o índice segue pressionado no acumulado de 12 meses, com alta de 6,82%. O resultado mostra que os custos da construção civil continuam em trajetória de elevação, ainda que em velocidade menor. Em maio de 2025, o INCC-M acumulava alta de 7,17% em 12 meses, o que indica um cenário de pressão persistente, mas ligeiramente inferior ao observado no mesmo período do ano passado. Materiais e equipamentos seguem influenciando o índice O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços avançou 1,02% em maio, abaixo da alta de 1,35% registrada em abril. Dentro desse grupo, a categoria de Materiais e Equipamentos passou de 1,40% para 1,08%, sinalizando uma desaceleração nos preços de insumos importantes para a execução de obras. Entre os destaques, o subgrupo materiais para estrutura apresentou redução expressiva no ritmo de alta, passando de 1,82% em abril para 0,99% em maio. O comportamento desse item é relevante para o setor, já que os materiais estruturais têm peso direto no orçamento de empreendimentos e obras em andamento. No grupo de Serviços, também houve desaceleração. A variação caiu de 0,97% em abril para 0,50% em maio. Um dos principais fatores foi o item aluguel de máquinas e equipamentos, cuja taxa passou de 1,87% para 0,32%. Mão de obra também registra menor variação A Mão de Obra apresentou alta de 0,43% em maio, abaixo dos 0,61% observados em abril. A desaceleração contribuiu para conter o avanço geral do INCC-M no período, embora os custos trabalhistas continuem sendo um dos componentes de atenção para empresas e profissionais da construção civil. Brasília acompanha desaceleração nacional Das sete capitais pesquisadas, seis registraram desaceleração em suas taxas de variação no mês de maio: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Apenas Recife apresentou movimento contrário, com aumento no ritmo de alta dos custos da construção. Para o setor produtivo, o comportamento do INCC-M reforça a necessidade de planejamento financeiro e acompanhamento constante dos custos de insumos, serviços e mão de obra. Mesmo com a desaceleração mensal, a alta acumulada em 12 meses ainda impacta diretamente orçamentos, contratos, reajustes e a viabilidade econômica de novos projetos. Impacto para o setor da construção O INCC-M é uma das principais referências para medir a variação dos custos da construção civil no país. Seu desempenho influencia contratos, incorporações, obras públicas e privadas, além de servir como indicador importante para empresas que atuam na cadeia produtiva do setor. Para a ASBRACO, o acompanhamento desses indicadores é fundamental para orientar associados, construtoras, fornecedores e profissionais da área quanto aos desafios econômicos que impactam diretamente a atividade da construção civil no Distrito Federal e em todo o Brasil.

INCC-M desacelera em maio, mas custo da construção mantém alta acumulada em 12 meses Read More »

Custos da construção civil sobem 0,72% em abril e acumulam alta de 7,01% em 12 meses

O custo da construção civil no país voltou a acelerar em abril. Segundo dados do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador registrou alta de 0,72% no mês, avanço superior ao observado em março, quando a variação havia sido de 0,37%. Com o resultado, o índice acumula crescimento de 2,89% no ano e de 7,01% nos últimos 12 meses, percentual acima dos 6,73% registrados no período imediatamente anterior. O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.932,27, em março, para R$ 1.946,09, em abril. Desse total, R$ 1.098,80 correspondem aos materiais e R$ 847,29 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,83%, acima do resultado de março, que foi de 0,43%, e também superior ao índice de abril de 2025, quando havia ficado em 0,31%. Já a mão de obra teve alta de 0,57%, influenciada por reajustes salariais em algumas localidades. Apesar da aceleração frente a março, quando a taxa foi de 0,31%, o resultado ficou abaixo do registrado em abril do ano passado, de 0,68%. De acordo com o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, a taxa de abril de 2026 está entre as maiores já observadas para o mês desde 2005, desconsiderando os anos de 2021 e 2022, período marcado por impactos excepcionais da pandemia de Covid-19. No acumulado de janeiro a abril, os materiais registraram alta de 1,90%, enquanto a mão de obra avançou 4,19%. Em 12 meses, os aumentos foram de 4,99% e 9,77%, respectivamente. Nordeste lidera alta entre as regiões Entre as regiões brasileiras, o Nordeste apresentou a maior variação mensal, com alta de 0,98% em abril. O avanço foi registrado em todos os estados nordestinos, com destaque para o Maranhão, impactado por reajustes nas categorias profissionais. As demais regiões também tiveram crescimento nos custos: Sudeste, com 0,66%; Sul, com 0,61%; Norte, com 0,58%; e Centro-Oeste, com 0,42%. Entre os estados, o Acre teve a maior alta do mês, com variação de 3,89%, impulsionada por acordo coletivo firmado nas categorias profissionais. Em seguida aparece o Maranhão, com avanço de 2,99%, também influenciado por reajustes da mão de obra. Criado em 1969, o Sinapi acompanha mensalmente os custos e índices da construção civil em âmbito nacional, servindo como referência para elaboração, análise e acompanhamento de orçamentos no setor. A próxima divulgação, referente a maio de 2026, está prevista para 12 de junho.

Custos da construção civil sobem 0,72% em abril e acumulam alta de 7,01% em 12 meses Read More »

GOVERNADORA CELINA LEÃO REAFIRMA COMPROMISSO COM O SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL.

Em encontro promovido pela ASBRACO, chefe do Executivo distrital transmitiu segurança sobre a continuidade das obras públicas e a solidez das finanças do GDF Brasília, 06 de maio de 2026 — Em um encontro marcado pelo diálogo franco e pela busca de convergências entre o poder público e a iniciativa privada, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou nesta quarta-feira da reunião “Diálogo com o Setor da Construção e Obras Públicas”, promovida pela Associação Brasiliense de Construtores (ASBRACO). O evento reuniu associados e empresários do segmento, que trouxeram à mesa preocupações estruturais sobre o andamento e a sustentabilidade dos investimentos públicos no território distrital. Quem abriu os trabalhos foi o presidente da ASBRACO, Afonso Assad, que sintetizou o sentimento do setor diante do cenário atual. “Nossa preocupação central é com a segurança jurídica e financeira das obras já contratadas, e com o modelo de licitação que temos observado. Descontos excessivos nos processos licitatórios comprometem a exequibilidade dos contratos e, consequentemente, a entrega do que foi prometido à população”, afirmou Assad, ao dar início às discussões. Uma gestora que conhece os números — e os apresenta A governadora Celina Leão respondeu às inquietações do setor com a objetividade de quem domina o instrumento orçamentário, apresentou um panorama consistente das finanças do Distrito Federal, demonstrando que as preocupações manifestadas pelo setor encontram, no âmbito do GDF, uma gestão preparada para enfrentá-las. A governadora foi enfática ao garantir que todas as obras já iniciadas serão concluídas. Mais do que uma declaração política, a afirmação veio acompanhada de explicações sobre a metodologia adotada pelo governo: as ordens de serviço somente serão emitidas quando houver recursos concretos e previamente assegurados, eliminando o risco de paralisações por insuficiência orçamentária e preservando o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos em vigor. Ao tratar das novas contratações, a gestora detalhou as obras e ações que integram o rol de prioridades da atual administração, apresentando as fontes de financiamento previstas para cada frente de investimento. O conjunto de informações revelou um planejamento robusto, com recursos identificados e destinação definida — condição essencial para que o setor produtivo possa se organizar e participar dos processos com segurança. Um sinal positivo para o setor O tom do encontro foi de entendimento e de disposição para a construção de uma agenda colaborativa. Empresários e associados saíram da reunião com a percepção de que suas demandas foram ouvidas por uma gestora com domínio técnico do tema e disposição para o diálogo. Para o presidente da ASBRACO, Afonso Assad, o encontro representou um passo importante na consolidação de uma relação mais transparente entre o governo e o setor produtivo. “Precisamos de previsibilidade. E hoje ficou claro que o governo tem clareza do que vai fazer e com quais recursos”, concluiu.

GOVERNADORA CELINA LEÃO REAFIRMA COMPROMISSO COM O SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL. Read More »

Construção civil registra maior inflação para abril em 16 anos e acende alerta no setor

Com alta de 1,04% no mês, INCC-M atinge patamar inédito desde 2010 e Cbic projeta cenário ainda mais severo em maio A construção civil brasileira começou o segundo trimestre de 2026 com um sinal preocupante. O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 1,04% em abril — o maior resultado para o mês em 16 anos, desde 2010. O número surpreendeu negativamente entidades do setor e reacendeu o debate sobre a sustentabilidade dos grandes programas habitacionais do governo federal. A aceleração foi expressiva: em apenas um mês, a taxa subiu 0,68 ponto percentual, saltando do patamar registrado em março. No acumulado de 12 meses, o índice passou de 5,81% para 6,28%, atingindo o nível mais alto desde novembro do ano passado, quando havia chegado a 6,41%. Pressão deve se intensificar em maio Para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o resultado de abril foi acima das projeções — e o pior ainda está por vir. Dionyzio Klavdianos, que preside a Comissão de Materiais, Tecnologia e Produtividade da entidade, avalia que a curva ascendente deve ganhar força no mês seguinte, refletindo reajustes que ainda estão em processo de repasse na cadeia produtiva. Segundo Klavdianos, a dinâmica comercial do setor — em que produtos são adquiridos com prazo médio de 30 dias para entrega — explica em parte o descompasso entre o anúncio dos aumentos e seu efeito nos índices oficiais. “O natural é que o impacto fosse em maio essa demonstração”, afirmou o representante da Cbic, ponderando que o mercado vinha operando sem oscilações relevantes até então. Petróleo e Oriente Médio no centro da pressão A escalada de custos tem origem em fatores combinados. Em março, fornecedores de insumos básicos para canteiros de obra — entre eles fabricantes de tubulações de PVC e outros derivados de petróleo — começaram a comunicar reajustes a seus clientes. As tensões geopolíticas no Oriente Médio aparecem como um dos vetores apontados pelo setor para explicar o encarecimento das matérias-primas petroquímicas. Klavdianos, contudo, levanta uma hipótese complementar: parte do reajuste pode representar um “desejo represado” da indústria fornecedora, que aproveitaria o momento de instabilidade externa para recompor margens contidas em meses anteriores. Caso o conflito no Oriente Médio se prolongue, o efeito sobre os insumos tende a se aprofundar. Riscos para Minha Casa, Minha Vida e PAC A elevação dos custos coloca sob tensão dois dos principais eixos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na área de infraestrutura: o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em ano eleitoral, o Executivo ampliou suas ambições no setor habitacional, elevando para 3 milhões a meta de moradias entregues até o fim do mandato e destinando aporte adicional de R$ 20 bilhões do Fundo Social ao programa. O problema, segundo a Cbic, é estrutural: contratos firmados no âmbito do Minha Casa, Minha Vida não preveem mecanismos amplos de reajuste. Isso significa que, à medida que o custo dos insumos avança, as construtoras absorvem a diferença — situação que, se prolongada, pode comprometer a viabilidade econômica das obras e o ritmo das entregas prometidas. Klavdianos pondera que ainda existe alguma margem de negociação para as empresas, mas adverte que essa folga pode se esgotar caso o cenário internacional não se estabilize. A combinação entre metas ambiciosas, contratos rígidos e custos em escalada forma um nó que o governo precisará desatar nos próximos meses — e que pode ter desdobramentos diretos na entrega política do programa habitacional em 2026.

Construção civil registra maior inflação para abril em 16 anos e acende alerta no setor Read More »

Reforma da jornada de trabalho pode encarecer imóveis e pressionar o varejo, apontam estudos

Levantamentos de entidades do setor privado mensuram os possíveis efeitos econômicos da mudança na escala de trabalho A discussão sobre alterações na jornada de trabalho ganhou novos contornos com a divulgação de estudos que avaliam os possíveis impactos sobre dois setores da economia: o varejo de centros comerciais e a construção civil. Os números revelam efeitos que vão além do mercado de trabalho e chegam ao bolso do consumidor — especialmente das famílias de menor renda. Varejo sente pressão nos números Levantamento da Tendências Consultoria, desenvolvido em parceria com a Abrasce, entidade representativa do setor de shopping centers, projeta que a adoção do modelo 4×3 — quatro dias de trabalho e três de descanso — poderia representar uma contração de 16% no faturamento do segmento. Em valores absolutos, a receita recuaria de R$ 200,9 bilhões, registrados em 2025, para R$ 168,7 bilhões — uma diferença de R$ 32 bilhões. Já no modelo 5×2, o impacto seria menor, mas ainda relevante: queda estimada de 7% no faturamento, com a receita recuando para R$ 186,2 bilhões. Construção civil e o acesso à moradia No setor de construção, a Abrainc — Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias — alerta para um efeito em cadeia que pode comprometer o acesso de milhões de famílias ao financiamento habitacional. A explicação está na estrutura de custos das obras: a mão de obra responde por cerca de 40% do valor total de um empreendimento. Com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, o custo total das incorporações em relação ao Valor Geral de Vendas (VGV) subiria 5,5%. No cenário de 36 horas semanais, essa alta chegaria a 11%, considerando os efeitos diretos e indiretos sobre mão de obra, materiais e serviços. As simulações com base em imóveis de R$ 200 mil — faixa voltada à habitação popular — indicam que o valor final pago pelo consumidor subiria para R$ 211 mil no cenário de 40 horas e para R$ 222 mil no de 36 horas. A elevação na renda exigida para financiamento excluiria, respectivamente, 1,6 milhão e 3,3 milhões de famílias que hoje teriam condições de acessar o crédito. O efeito também alcança imóveis de médio e alto padrão. Para unidades avaliadas em R$ 500 mil, o valor financiado poderia chegar a R$ 555 mil no cenário mais restritivo, inviabilizando o acesso para até 860 mil famílias adicionais. Debate em aberto Os dados alimentam um debate que mobiliza sindicatos, entidades patronais e economistas. De um lado, a defesa de que trabalhadores têm direito a mais tempo livre e melhor qualidade de vida. Do outro, o argumento de que os custos dessa transição podem se refletir em preços mais altos e acesso reduzido a bens essenciais — como a moradia — especialmente para as camadas mais vulneráveis da população. As discussões no Congresso Nacional seguem em curso, e os levantamentos apresentados pelos setores produtivos tendem a intensificar as negociações nos próximos meses.

Reforma da jornada de trabalho pode encarecer imóveis e pressionar o varejo, apontam estudos Read More »

Edifícios contra o clima: como a construção civil precisa se reinventar diante do aquecimento global

Relatório internacional revela que adaptação das edificações é urgente; no Brasil, habitações populares já apresentam sinais de defasagem térmica O aquecimento global não ameaça apenas ecossistemas naturais e safras agrícolas. Ele já bate à porta — literalmente — de casas, escritórios e edifícios ao redor do mundo. Um relatório internacional recente, produzido por especialistas do setor de construção e meio ambiente, joga luz sobre um problema que ainda recebe pouca atenção: a necessidade urgente de adaptar as edificações aos efeitos das mudanças climáticas. O documento parte de um dado alarmante. As projeções mais severas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indicam que a temperatura média do planeta pode subir até 4,4°C até o final deste século. Quanto maior esse salto térmico, mais frequentes e intensos serão os eventos climáticos extremos — e mais vulneráveis ficarão as construções que abrigam bilhões de pessoas. Danos visíveis e invisíveis Enchentes, deslizamentos e incêndios são os exemplos mais evidentes de como o clima pode destruir edificações. Porém, o relatório chama atenção para impactos menos óbvios, classificados como “silenciosos, mas transformacionais”. O aumento constante das temperaturas eleva drasticamente o consumo de energia para refrigeração e compromete o conforto de quem ocupa esses espaços. Chuvas mais intensas desafiam a capacidade de drenagem dos edifícios e podem comprometer suas estruturas ao longo do tempo. Ventos mais fortes exigem revisões nas premissas de projeto estrutural. E a escassez hídrica crescente pode tornar regiões inteiras inadequadas para ocupação humana. O cenário norte-americano ilustra a gravidade do problema. Somente em 2020, mais de seis milhões de propriedades nos Estados Unidos foram atingidas por granizo, gerando prejuízos bilionários. Em Los Angeles, os incêndios de 2025 afetaram milhares de estruturas, com estimativas de perdas que podem ultrapassar a casa das centenas de bilhões de dólares. Não por acaso, o custo dos seguros imobiliários é, atualmente, a despesa que mais cresce para proprietários de edifícios naquele país — com alta de 88% nos prêmios comerciais em apenas cinco anos. Uma janela de oportunidade para países emergentes Um dado do relatório merece atenção especial do setor construtivo brasileiro: em mercados emergentes, cerca de 70% das edificações existentes hoje não estarão mais de pé em 2050. Isso significa que a maior parte do estoque construído será renovada nas próximas décadas — uma oportunidade concreta para incorporar soluções de resiliência climática desde a fase de projeto. Em contrapartida, nos mercados desenvolvidos, 80% dos edifícios atuais ainda estarão em uso, o que torna o retrofit uma necessidade incontornável. Entre as alternativas já disponíveis, o estudo destaca pavimentos permeáveis e jardins de chuva para lidar com o excesso de precipitação, telhados verdes que retêm água e retardam o escoamento, sistemas de envoltório térmico e vidros com controle solar para enfrentar temperaturas mais altas, além de barreiras contra inundação e persianas resistentes a tempestades para situações de ventos extremos. São tecnologias que, segundo o relatório, nasceram como soluções de nicho, mas vêm ganhando aceitação comercial crescente. O documento ainda reforça um paradoxo importante: os próprios edifícios contribuem para agravar o problema que os ameaça, ao intensificar o efeito de ilhas de calor urbanas. Adaptar o que já existe e repensar o que será construído são tarefas simultâneas e igualmente urgentes. Minha Casa, Minha Vida: conforto com prazo de validade? No Brasil, uma pesquisa acadêmica recente lança um alerta específico sobre a habitação popular. A arquiteta Beatriz Mélo, em seu trabalho de conclusão na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, simulou o desempenho térmico de apartamentos típicos do programa Minha Casa, Minha Vida em São Paulo — unidades de 32 metros quadrados com dois quartos — sob os cenários futuros de aquecimento projetados pelo IPCC. Os resultados são preocupantes. Hoje, os quartos dessas unidades podem ser considerados termicamente confortáveis em 85% do tempo. Em 2050, esse índice cairia para 82%. Mas em 2090, despencaria para apenas 67%. A situação da sala é ainda mais crítica: o conforto térmico atual de 62% do tempo recuaria para 30% em meados do século e chegaria a míseros 12,5% ao final dele. A pesquisadora aponta causas estruturais para esse cenário, como as dimensões reduzidas das unidades e a ausência de ventilação cruzada. Em apartamentos com varandas fechadas com vidro — prática comum entre os moradores — a situação tende a ser ainda pior. A conclusão é provocadora: esses imóveis já nascem, nas palavras da autora, com uma espécie de “data de validade” embutida, quase como bens de consumo descartáveis. O próximo passo Especialistas do setor imobiliário projetam que investidores e proprietários passarão a dar cada vez mais peso à resiliência climática na hora de avaliar e precificar seus ativos. Avaliações de risco climático deverão se tornar componentes obrigatórios da análise imobiliária, não apenas para proteger investimentos, mas para garantir que os edifícios continuem cumprindo sua função mais básica: abrigar pessoas com segurança e conforto em um planeta que se aquece.

Edifícios contra o clima: como a construção civil precisa se reinventar diante do aquecimento global Read More »

Governo prepara novo leilão do Aeroporto de Brasília com pacote de 10 terminais regionais

O Governo chegou a um acordo para colocar em leilão a concessão do Aeroporto de Brasília ainda este ano, em um pacote com outros dez terminais menores. A medida foi autorizada pelo Tribunal de Contas da União após um acordo entre o governo, a atual concessionária e órgãos reguladores para repactuar o contrato do terminal brasiliense. A nova concessão terá validade até 2037 e prevê investimentos significativos em infraestrutura aeroportuária. (Serviços e Informações do Brasil) O Governo Federal aprovou um acordo para realizar um novo leilão do Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek, que deverá ocorrer ainda este ano. A concessão será ofertada em um bloco que inclui também dez aeroportos regionais, com o objetivo de ampliar investimentos e fortalecer a conectividade aérea em diferentes regiões do país. (Passageiro de Primeira) Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a empresa vencedora do leilão deverá investir cerca de R$ 1,2 bilhão no aeroporto de Brasília ao longo do período de concessão. Entre as melhorias previstas estão a construção de um novo terminal internacional, um edifício-garagem, novas vias de acesso e a modernização de equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens. (Serviços e Informações do Brasil) Além do principal terminal da capital, a concessionária também assumirá a administração de dez aeroportos regionais, em estados do Centro-Oeste, além de unidades no Paraná e na Bahia. A proposta faz parte do programa federal que busca fortalecer aeroportos menores ao vinculá-los a concessões maiores, garantindo investimentos e melhoria na operação desses terminais. (Passageiro de Primeira) Atualmente, o aeroporto da capital federal é administrado pelo consórcio privado Inframerica, que deverá participar obrigatoriamente da nova disputa. Caso vença novamente o processo, continuará responsável pela gestão do terminal. (Passageiro de Primeira) Com o novo modelo, o governo espera aumentar a eficiência da gestão aeroportuária, ampliar a infraestrutura e melhorar a conectividade aérea em diversas regiões do Brasil, fortalecendo o papel estratégico de Brasília como um dos principais hubs de aviação do país. (Passageiro de Primeira)

Governo prepara novo leilão do Aeroporto de Brasília com pacote de 10 terminais regionais Read More »

Construção civil opera em compasso de espera, mas dados indicam estabilização

Setor registrou quase 29 mil obras iniciadas em janeiro e mais de 18 milhões de metros quadrados em atividade; juros altos seguem como principal obstáculo O setor da construção civil brasileiro atravessa um momento de cautela. Os primeiros meses de 2026 revelam um mercado em processo de acomodação — nem em queda livre, nem em recuperação plena — enquanto a taxa básica de juros em patamar elevado continua a frear novos investimentos e tornar o crédito inacessível para boa parte dos projetos. Os números, porém, mostram que a atividade não parou. Segundo levantamento da plataforma StartObras, desenvolvida pela Hoff Analytics em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT), foram registradas 28.972 obras iniciadas apenas em janeiro, distribuídas entre edificações residenciais, comerciais, galpões e reformas. No acumulado dos últimos 12 meses, somando obras residenciais e comerciais de todos os portes, o número ultrapassa 490 mil canteiros ativos no país. Além da quantidade, chama atenção a dimensão física dos projetos: somente em janeiro, as obras iniciadas totalizaram mais de 18 milhões de metros quadrados — um indicador que amplia a leitura do potencial econômico envolvido e ajuda a estimar a demanda por materiais, mão de obra e serviços. Expectativa de melhora gradual Paulo Engler, presidente-executivo da ABRAMAT, reconhece o momento delicado, mas vê sinais de virada. “Já observamos sinais de estabilização do faturamento, e a expectativa é que a queda gradual da Selic ao longo do ano contribua para uma recuperação progressiva da atividade”, afirmou. A entidade havia publicado, em março, um indicador que apontava para essa possível retomada ao longo do ano. O otimismo, no entanto, é temperado por fatores de risco: tensões geopolíticas com reflexos nos preços de commodities, pressões inflacionárias e um ambiente doméstico ainda marcado pelo crédito caro. Para projetos de maior porte, esses elementos seguem funcionando como travão. Dados viram vantagem competitiva Em meio a esse cenário, cresce a importância de decisões embasadas em informação qualificada. Empresas do setor passam a enxergar na análise estruturada de dados — como localização das obras, tipologia, metragem e estágio de execução — uma ferramenta para direcionar esforços comerciais com mais precisão. Para os especialistas da Hoff Analytics, o desafio não é a falta de dados, mas a transformação desse volume de informações em inteligência prática para o dia a dia dos negócios. Saber onde estão as obras e qual o seu potencial de consumo é cada vez mais determinante para quem precisa operar com orçamentos mais apertados. FEICON como termômetro É nesse contexto que a Feira Internacional da Indústria da Construção (FEICON) ganha relevância especial neste ano. O evento promete concentrar justamente as discussões sobre eficiência operacional, uso estratégico de dados e novos modelos de inteligência comercial — temas que saíram das margens do setor para ocupar o centro do debate, à medida que construtoras, fornecedores e prestadores de serviço buscam formas de crescer mesmo diante de um ambiente econômico ainda desafiador.

Construção civil opera em compasso de espera, mas dados indicam estabilização Read More »

Asbraco marca presença na inauguração do Cepi Uruçu no Riacho Fundo

O presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), Afonso Assad, esteve presente nesta quarta-feira (1º) na cerimônia de inauguração do Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Uruçu, localizado na QN 9 do Riacho Fundo 1, no Distrito Federal. A ocasião celebra não apenas um avanço expressivo para a comunidade local, mas também uma conquista direta de uma das empresas associadas à entidade: a Elshaday, responsável pela execução do empreendimento. A presença de Afonso Assad no evento reforça o compromisso da Asbraco em acompanhar e valorizar as entregas realizadas por suas associadas no Distrito Federal. “Ver a Elshaday concluir uma obra dessa magnitude, que transforma a realidade de tantas famílias do Riacho Fundo, é motivo de muito orgulho para toda a nossa associação. Este é exatamente o tipo de empreendimento que representa o compromisso das nossas empresas com a qualidade construtiva e com o desenvolvimento social do DF”, destacou o presidente Afonso Assad. O Cepi Uruçu é a primeira creche pública da história do Riacho Fundo 1 e foi construído com investimento superior a R$ 7,2 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Com capacidade para atender 188 crianças de até 5 anos em período integral, a unidade segue o padrão Proinfância Tipo 1 e conta com infraestrutura completa: dez salas de atividades, área recreativa, refeitório, solários, fraldários, lactário e sala de amamentação, entre outros espaços voltados ao pleno desenvolvimento na primeira infância. A cerimônia foi presidida pela governadora Celina Leão e contou com a participação da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. Para a Asbraco, o momento evidencia como a atuação técnica e responsável de suas associadas contribui para a execução de obras públicas de alto impacto social — devolvendo à população serviços essenciais e promovendo transformação concreta no cotidiano das comunidades do Distrito Federal.

Asbraco marca presença na inauguração do Cepi Uruçu no Riacho Fundo Read More »