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Arquivo de categoria: Notícia

BRB destina R$ 1,5 milhão para patrocínio cultural nos 60 anos de Brasília

Banco seleciona projetos nas áreas de arte e cultura. Cada um pode receber até R$ 100 mil

O Banco de Brasília (BRB) publicou um edital para seleção de projetos culturais e artísticos para patrocínio pela instituição. Serão destinados R$ 1,5 milhão em investimentos. A iniciativa ocorre em comemoração aos 60 anos de Brasília, celebrados em abril deste ano.

De acordo com o edital, “a valorização de Brasília” será um dos critérios de seleção dos projetos, que devem ser realizados entre 6 de abril e 31 de dezembro de 2020. Cada um pode receber até R$ 100 mil.

O prazo de inscrição está aberto até 31 de janeiro (veja cronograma abaixo). Podem participar pessoas jurídicas que comprovem o objetivo social da atividade. Segundo o BRB, serão eliminados projetos de caráter político, religioso ou de organizações penalizadas por inadimplência em prestações de contas.

O dinheiro também não pode ser aplicado para produção ou distribuição de CDs, DVDs, livros, filmes, manutenção de sites, softwares e similares.

O envio da proposta deve ser feito exclusivamente pelos Correios, seguindo modelo disponível no site do BRB. O endereço postal e a íntegra do edital podem ser acessados no site.

Cronograma

  • 2 a 31 de janeiro: inscrição e regularidade fiscal e trabalhista:
  • 10 a 21 de fevereiro: análise das propostas
  • 9 de março: negociação
  • 16 de março: habilitação jurídica e contratação
  • 6 de abril a 31 de dezembro de 2020: realização do projeto
Fonte e Imagem: G1
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GDF Presente leva serviços a Areal e Arniqueira

Ação contempla a região, que abrange também Vereda da Cruz, Veredão e uma Área de Desenvolvimento Econômico (ADE)

Em trabalho conjunto de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal, o programa GDF Presente promove um mutirão de serviços na recém-criada região administrativa de Arniqueira, que compreende também Areal, Vereda da Cruz, Veredão e uma Área de Desenvolvimento Econômico (ADE).

Em cerca de dez dias, já foram retiradas mais de 800 toneladas de lixo e entulho em quatro depósitos clandestinos da localidade. Para as obras de recuperação das vias de circulação locais, foram gastas aproximadamente 35 toneladas de massa asfáltica.

Por todos os cantos é visível a presença do governo, seja na melhoria da iluminação pública, limpeza de vias, manutenção de praças, podas de árvores, roçagem e na revitalização de parques e de pontos de encontro comunitários (PECs). O parque Areal/Arniqueira está ganhando vida nova, tendo recebido mais de 180 mudas de plantas nativas do Cerrado. Os brinquedos também estão recebendo manutenção e pintura.

Para melhorar as condições de circulação e de acessibilidade dos moradores, as vias recebem pavimentação e reparos

Nas próximas etapas estão previstas ainda a revitalização do campo de futebol e no de grama sintética, das quadras poliesportiva e de areia e a criação de um viveiro de mudas nativas. Serão trocados os equipamentos do playground, a grama sintética cobrirá o campo de terra e a quadra receberá alambrado, pintura e traves novas.

As ruas que não são asfaltadas recebem os serviços de patrolamento para dar mais condições de acessibilidade aos moradores. E a comunidade já percebe as mudanças. “Quem não tem recursos para pagar uma academia usa o parque para praticar atividade física, então é muito bom quando ele está em bom estado, quando os aparelhos são reformados”, elogia o tradutor Paulo Henrique Silva, de 31 anos. “Estou observando que isso está acontecendo e já melhorou bastante”.

Mapeamento local

A administradora de Arniqueira, Telma Rufino, desta que a criação da RA foi fundamental para que os serviços chegassem até a região. “Se não fosse o GDF Presente, estaríamos abandonados”, afirma. “Sou moradora daqui e percebo como melhorou para a comunidade. Aqui era cheio de lixo. Já fizemos limpeza, recuperamos áreas e asfalto”.

Para que tudo saia a contento, a administração local mapeou os principais problemas e demandas dos moradores. Os trabalhos envolvem a Companhia Energética de Brasília (CEB), Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Secretarias de Governo e de Obras e Infraestrutura, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap).

Nos trabalhos estão sendo usados quatro caminhões, uma pá mecânica, um caminhão-pipa, uma bobiquete (pequena escavadeira), um rolo compactador, um trator-roçadeira e uma van.

 

Fonte e Imagens: Agência Brasília

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Manejo dos resíduos tem preços reduzidos pela Adasa

Resolução da agência reduz em até 30,9% valores anteriormente cobrados por esses serviços

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) editou a Resolução nº 17, alterando ato normativo anterior que estabelece os preços públicos a serem cobrados pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) no manejo de resíduos sólidos da construção civil provenientes de grandes geradores.

A revisão extraordinária para o aprimoramento da metodologia de cálculo levou em consideração alterações ocorridas na contratação de empresa, pelo SLU, para a operação da Unidade de Recebimento de Entulho (URE), localizada no antigo Lixão. Com as novas deliberações, houve redução de 18,7 a 30,9% em relação aos preços estabelecidos anteriormente, por tonelada de resíduos.

Novos preços

Para os resíduos segregados, o preço por tonelada passa a ser de R$ 14,68 para R$ 11,93. Já para os não segregados, o valor decresce de R$ 26,91 para R$ 20,92 e, para os resíduos de podas e galhadas, de R$ 26,91 para R$ 18,60.

A gestão integrada de resíduos sólidos da construção civil e de resíduos volumosos no DF está em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010.

A cobrança diferenciada por tipo de resíduos deveria ter entrado em vigor em 2018, mas uma representação junto ao Tribunal de Contas do DF (TCDF) adiou o processo, prevalecendo o valor contratual de R$ 10,92 por tonelada, até a revisão da nova metodologia de cobrança.

Modelos atuais

A resolução, submetida a audiência pública, estabelece dois modelos de cobrança para o manejo desses resíduos, por peso ou valor fixo por unidade de caçamba, equivalente a 4 toneladas de resíduos.

Na ocorrência de eventos que prejudiquem o fluxo normal da operação de pesagem, por problemas de avarias ou defeitos em balanças, a mensuração e a cobrança deverão corresponder ao equivalente a 50% da média aritmética dos pesos das cargas transportadas pelo veículo no mês anterior.

O novo ato normativo estabelece que 48% da receita anual obtida pela cobrança do preço público referente aos serviços de disposição final de resíduos da construção civil não segregados devem ser destinados a investimentos nas instalações operacionais e na realização de estudos técnicos e tecnológicos para a melhoria da prestação dos serviços.

Para mais informações, acesse a íntegra da Resolução.

Fonte e Imagem: Agência Brasília

 

 

 

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Empresariado pretende ampliar investimentos no Brasil em 2020

Para executivos de 12 grandes corporações a economia apresenta retomada este ano

Do ponto de vista de expectativa econômica, 2020 começa melhor do que 2019 na visão de 12 empresários de grandes companhias consultados pelo GLOBO ao longo de um mês. Atuando em diferente setores — de consumo e educação a agronegócio e transporte —, eles preveem para este ano um crescimento mais robusto e a retomada dos investimentos.

Não se trata de um otimismo de torcida. As apostas de expansão da economia estão em linha com as projeções feitas pelo mercado no começo deste novo ano: o país deverá crescer algo entre 1,5% e 3%, ainda índices modestos, mas mais expressivos do que o registrado nos últimos três anos — 1%.

— O importante é olhar no retrovisor e ver que o Brasil afastou-se, definitivamente, da crise que marcou a segunda metade da década passada — diz André Clark Juliano, presidente da operação brasileira da Siemens, conglomerado industrial com negócios nos setores de energia, automação e saúde, entre outros.

Esse otimismo está calcado em uma mudança fundamental: o investimento está sendo direcionado ao setor produtivo. Com a taxa básica de juros no patamar de 4,5%, o Brasil perde a atratividade para os investidores que vinham especular e ganhar com taxas elevadas. A perspectiva para este ano é de mais recursos para melhoria das condições de produção, como ampliação de fábricas e treinamento de mão de obra.

— Já sentimos mais disposição para investimentos em inovação na nossa cadeia de fornecedores, o que é positivo para a produtividade no varejo — diz o francês Noël Prioux, presidente do braço brasileiro da varejista global Carrefour.

O bom humor do empresariado, contudo, não significa cegueira para riscos. O cenário externo é o maior fator de incertezas, com o impasse nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China e as dúvidas sobre o novo governo argentino. Estes fatores podem atrapalhar as ambições brasileiras de vender mais a esses mercados. Semana passada, a crise entre EUA e Irã surgiu como nova preocupação.

No capítulo dos riscos internos, está o ritmo de andamento da agenda de reformas. Os empresários cobram celeridade especialmente na tributária. Se avançar, é grande a chance de o empresariado terminar o ano ainda mais otimista do que começou.

Confira a seguir a visão dos empresários.

Modernização da frota e aumento da oferta

Jerome Cadier, presidente da Latam no Brasil

Jerome Cadier, presidente da Latam Foto: Silvia Constanti/Valor/29-11-2018 / Agência O Globo
Jerome Cadier, presidente da Latam Foto: Silvia Constanti/Valor/29-11-2018 / Agência O Globo

O executivo começou o ano mais aliviado do que entrou 2019. Para o executivo, a aviação civil superou o fim da Avianca Brasil, que tirou aviões de circulação e encareceu as viagens aéreas. Este ano, a empresa planeja investir US$ 250 milhões na modernização da frota brasileira. A oferta de assentos aqui deve crescer 9%, acima da média global da companhia: 5%.

— O Brasil ganhou relevância para a Latam — comenta Cadier, que prevê uma alta de 2% no PIB em 2020, puxada pela retomada da confiança de empresas e famílias.

Para o executivo, o otimismo só não é maior por causa da lentidão das reformas, que, na sua opinião, podem andar de lado por causa das eleições municipais.

Eventos são termômetro do momento positivo

Chieko Aoki, presidente da Blue Tree Hotels

Chieko Aoki, presidente do Grupo Blue Tree Hotels Foto: Pio Figueiroa/Valor / Pio Figueiroa/Valor
Chieko Aoki, presidente do Grupo Blue Tree Hotels Foto: Pio Figueiroa/Valor / Pio Figueiroa/Valor

A empresária costuma antever as tendências da economia a partir de um indicador bastante peculiar: o volume de eventos de negócios realizados nas 22 unidades da rede hoteleira Blue Tree, que fundou em 1992. A julgar por este termômetro, a perspectiva para 2020 é positiva.

— O ano de 2019 terminou num ritmo de reservas bem mais elevado do que começou — diz Chieko, que prevê uma alta de 2,2% do PIB para 2020, puxada pela maior disposição ao consumo por parte de famílias e empresas.

Para aproveitar o bom momento, Chieko está de olho em oportunidades para expandir a rede em São Paulo e no Nordeste:

— A região tem muito potencial turístico ainda inexplorado.

Otimismo com reformas e juro baixo

André Clark Juliano, presidente da multinacional Siemens no Brasil

Andre Clark Juliano, presidente da Siemens no Brasil Foto: Silvia Zamboni/Valor/16-1-2018 / Silvia Zamboni/Valor/16-1-2018
Andre Clark Juliano, presidente da Siemens no Brasil Foto: Silvia Zamboni/Valor/16-1-2018 / Silvia Zamboni/Valor/16-1-2018

Para ele, a economia pode crescer 3% em 2020. É bem acima do esperado pelo mercado — a projeção do Boletim Focus, do Banco Central, está em 2,3%. Na origem de tanto otimismo está a queda da taxa de juros, que abriu margem para as empresas trocarem dívidas caras por mais baratas.

— O dinheiro que sobra está sendo reinvestido, o que é bom para o país — diz. — O Brasil deve atrair capital externo com o avanço de reformas como o novo marco do saneamento.

Se a economia decolar, o plano da Siemens de aportar € 1 bilhão no Brasil até 2025 pode ser antecipado em um ou dois anos, comenta o executivo.

Abertura de unidades e aquisição de concorrentes

Rodrigo Galindo, presidente da Cogna

Rodrigo Galindo, presidente da Cogna Foto: Julio Bittencourt/Valor6-5-2019 / Julio Bittencourt/Valor6-5-2019
Rodrigo Galindo, presidente da Cogna Foto: Julio Bittencourt/Valor6-5-2019 / Julio Bittencourt/Valor6-5-2019

À frente do grupo de educação dono de marcas como Somos (ensino básico) e Kroton (superior), Galindo espera crescimento de 2,5% para a economia este ano, na esteira da queda no desemprego e do aumento no consumo. Expansão em ritmo mais rápido, contudo, só com o avanço de reformas como a tributária.

Ainda assim, com o que está posto para a economia em 2020, a Cogna deve investir R$ 600 milhões na abertura de unidades de ensino e em novas tecnologias para a educação à distância.

— Além disso, está no radar a aquisição de concorrentes — diz.

É uma mudança de estratégia num negócio que sofreu com perda de alunos e receitas na esteira do endurecimento das regras do Fies.

Crescimento com a redução da Selic

Camila Farani, fundadora do G2 Capital

Camila Farani, fundadora do G2 Capital Foto: Bárbara Lopes/26-11-2018 / Bárbara Lopes/26-11-2018
Camila Farani, fundadora do G2 Capital Foto: Bárbara Lopes/26-11-2018 / Bárbara Lopes/26-11-2018

A investidora está em um dos setores que mais comemoram a queda dos juros. Fundadora do G2 Capital, fundo de capital de risco que financia start-ups, e sócia de outros dois fundos dedicados a negócios maiores, Camila vê uma migração de recursos da renda fixa, que perde lucratividade com a Selic baixa, para investimentos como os dela. Em 2019, o setor movimentou R$ 8,9 bilhões, alta de 40% sobre o ano anterior.

— Esse número deve aumentar pelo menos 30% em 2020 — diz.

Para aproveitar o bom momento, os fundos geridos por Camila devem investir cerca de R$ 155 milhões em dois anos. Entre os setores que a investidora está de olho estão tecnologias para o varejo e inteligência artificial.

O início de um ciclo virtuoso

João Carlos Brega, presidente da Whirlpool América Latina

João Carlos Brega, presidente da Whirlpool para América Latina Foto: Divulgação / Divulgação
João Carlos Brega, presidente da Whirlpool para América Latina Foto: Divulgação / Divulgação

Principal executivo para a América Latina da fabricante de eletrodomésticos Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, Brega vê o Brasil entrando em um ciclo virtuoso este ano, com a conjunção de juros baixos e desemprego em queda.

— Não é uma fase só de reposição do que quebra, mas de comprar produtos novos, com a perspectiva de melhora da economia — diz ele, que prevê expansão de 2,2% a 2,5% para o PIB.

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Para um crescimento de longo prazo, o executivo diz que o país deve acelerar o programa de privatizações e atrair capital privado para melhorar a infraestrutura. Ao mesmo tempo, precisa manter a segurança jurídica e seguir o combate à corrupção.

Quando os riscos vêm de fora

Lorival Luz, presidente da BRF

Lorival Luz, diretor-presidente da BRF Divulgação Foto: Divlgação / Divulgação
Lorival Luz, diretor-presidente da BRF Divulgação Foto: Divlgação / Divulgação

Dona das marcas Sadia e Perdigão, a BRF prevê investir R$ 5 bilhões na modernização de unidades. Boa parte dos recursos deve ficar no Brasil. Só o Rio de Janeiro deve receber R$ 280 milhões, com a implantação da fábrica de salsichas mais moderna do país. Tudo isso para aproveitar a melhoria da economia, com reformas, redução do desemprego e aumento do consumo das famílias, diz Luz.

Apesar do otimismo com o Brasil, as tensões entre EUA e China trazem incertezas a um negócio que depende de exportações:

— Com movimentos cada vez mais protecionistas dos países e investidores cautelosos, podemos sofrer com efeitos como a variação do dólar e o fechamento de mercados.

Demanda asiática é bom indício

Paulo Sousa, presidente da Cargill no Brasil

Paulo Sousa, presidente da Cargill no Brasil
Foto: Silvia Constanti/Valor/25-7-2018 / Silvia Constanti/Valor/25-7-2018
Paulo Sousa, presidente da Cargill no Brasil Foto: Silvia Constanti/Valor/25-7-2018 / Silvia Constanti/Valor/25-7-2018

A processadora de alimentos Cargill cita a demanda em alta entre os asiáticos pela proteína animal, cuja cadeia produtiva inclui grãos cultivados no Brasil, como bom indício à economia este ano. Ao mesmo tempo, gargalos para escoamento da safra deverão seguir travando os negócios, na visão do presidente da operação brasileira da Cargill, Paulo Sousa.

Além disso, a percepção externa de frouxidão na política ambiental deverá criar problemas:

— Por uma política falha de combate ao desmatamento ilegal, estamos assistindo a restrições que podem custar caro à agricultura.

A Cargill, contudo, mantém o plano de investir R$ 450 milhões até maio na modernização de fábricas e terminais portuários no país.

Expansão de fábricas e inovação

João Carvalho de Miranda, diretor-presidente da Votorantim

João Carvalho de Miranda, diretor-presidente da Votorantim Foto: Claudio Belli / Agência O Globo
João Carvalho de Miranda, diretor-presidente da Votorantim Foto: Claudio Belli / Agência O Globo

O conglomerado brasileiro Votorantim, com negócios nos setores de siderurgia, cimento, celulose, energia, alimentos e financeiro, planeja repetir este ano o volume de investimentos que saiu do papel em 2019: R$ 3,5 bilhões. Entre os destinos dos aportes estão expansão de fábricas e inovação.

— Além disso, temos estudado oportunidades de mercado, especialmente nos setores de infraestrutura e imobiliário — diz Miranda.

O executivo está otimista com a economia brasileira em 2020. Para Miranda, o PIB deve crescer em linha com a expectativa do mercado — em torno de 2% —, o que já seria um alento diante dos resultados dos últimos anos.

Previsões para exportações e importações em alta

Matias Concha, gerente de Produto da Maersk para a Costa Leste da América do Sul

Matias Concha, gerente de Produto da Maersk para a Costa Leste da América do Sul Foto: Divulgaçao
Matias Concha, gerente de Produto da Maersk para a Costa Leste da América do Sul Foto: Divulgaçao

Na Maersk, uma das maiores transportadoras do mundo, há um otimismo renovado para 2020. A empresa elevou a previsão de alta de exportações brasileiras de 3%, feita no começo de 2019, para 4,5%. As previsões de importações também subiram de 2%, na expectativa projetada no fim do segundo trimestre do ano passado, para 4%.

— Ainda há muitos riscos, como o cenário externo, com indefinições sobre o novo governo da Argentina, a guerra comercial EUA-China. Mas, por outro lado, a alta da cotação do dólar tende a favorecer as exportações brasileiras — comenta Concha.

Ambiente menos hostil aos negócios

Marco Stefanini, presidente da Stefanini

Marco Stefanini, presidente da Stefanini Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
Marco Stefanini, presidente da Stefanini Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

Fundador da multinacional de prestação de serviços em TI que leva seu sobrenome e está presente em 41 países, Stefanini vê um ambiente menos hostil aos negócios no Brasil este ano.

— Temos uma nova visão de país, com mais enfoque no setor produtivo — diz o executivo, ao elogiar o ministro Paulo Guedes, por seguir uma agenda de reformas capaz de dar competitividade às empresas brasileiras, como a administrativa e a tributária.

À frente de um negócio de R$ 3,2 bilhões, Stefanini cresceu comprando concorrentes. Nos últimos 12 meses, foram duas aquisições, uma delas fora do Brasil. Em 2020, o plano é levar entre cinco e seis empresas por aqui e expandir as receitas em 15%.

Investimento 11% maior que em 2019

Noël Prioux, presidente do Carrefour no Brasil

Noël Prioux, presidente do Carrefour no Brasil Foto: Silvia Zamboni / Agencia O Globo
Noël Prioux, presidente do Carrefour no Brasil Foto: Silvia Zamboni / Agencia O Globo

A varejista global Carrefour deve investir R$ 2 bilhões na operação brasileira em 2020, 11% mais que no ano passado. Uma parte será gasta em melhorias do shopping virtual da marca para fazer frente a concorrentes como Amazon e Magazine Luiza. Outra quantia deve ampliar a presença física. Em 2019, foram 33 novas lojas. Este ano, a expectativa é abrir de 40 a 50, conta o francês Noël Prioux, presidente da varejista no Brasil.

Para o executivo, o PIB brasileiro deve avançar de 1,5% a 2% em 2020. Uma expansão maior, segundo ele, só com mais reformas, em particular a tributária, decisiva para destravar os negócios:

— No Brasil, temos 250 pessoas para administrar a questão dos impostos. Na França, só três.

 

Fonte e Imagens: O GLOBO

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Construção civil deve crescer 3% e gerar 150 mil postos de trabalho em 2020

Após retração entre 2014 e 2019, setor abre o ano com perspectiva de expansão em cenário de juros baixos e inflação controlada

SÃO PAULO — O gerente de tecnologia, Marcos Vinicius, de 40 anos, investiu R$ 60 mil na reforma de sua casa em São Bernardo do Campo. Trocou o piso da residência, cobriu parte da garagem e ampliou a área de lazer.

— Comprei a casa quatro anos atrás. Só agora consegui reformar. E, mesmo assim, parcelei parte dos gastos no cartão de crédito.

Obras como a de Marcos Vinícius estão ganhando espaço em diversos lares do país, o que tem se refletido nos indicadores de desempenho da construção civil, setor fundamental na geração de empregosDepois de amargar queda de 30% na capacidade de geração de riqueza entre os anos de 2014 e 2018, o setor abre 2020 com uma boa perspectiva.

A construção civil deve crescer 3% este ano, o que representa um potencial para criação de 150 mil postos de trabalho formais até dezembro, explica o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, superando a marca de 2019, que deve ficar próxima aos cem mil postos de trabalho, com avanço de 2%.

— Esse número de vagas pode até crescer mais, caso o mercado imobiliário continue surpreendendo com os lançamentos.

Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de Estudos da Construção da Fundação Getulio Vargas (FGV), o crescimento mais forte esperado para o setor em 2020 é reflexo da expectativa positiva em relação ao desempenho da economia brasileira, que inicia o ano com aumento da confiança dos consumidores e dos empresários, juros baixos e inflação sob controle.

— Há expectativa de melhora na economia de modo geral, o que tende a elevar os investimentos. E as expectativas para a construção refletem esse cenário — afirmou Ana Maria.

O vice-presidente de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan, avalia que esse trabalho de “formiga” das pessoas que reformam suas casas ou fazem autoconstrução está dando novo gás ao segmento.

— A recuperação está começando pelo setor informal — observa. O varejo da construção conta com cerca de 140 mil lojas em todo o Brasil e movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano.

São Paulo costuma ser o motor de recuperação do setor imobiliário. Mas um levantamento da consultoria Tendências mostrou que a retomada dos lançamentos está acontecendo também em outras capitais, especialmente de empreendimentos residenciais.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o número de lançamentos cresceu 30,6% entre janeiro e setembro do ano passado, segundo o Índice de Atividade da Construção Imobiliária (IACI-L). Em São Paulo, no mesmo período, o índice teve expansão de 22,8%.

— O índice cresce menos em São Paulo porque o movimento de retomada de lançamentos começou antes do que nas demais capitais — explica Matheus Ferreira, analista da Tendências, que acompanha o setor.

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, avalia que, depois de fechar 2019 com a construção de 580 mil novas moradias, as construtoras estão preparadas para entregar 1 milhão de unidades em 2020.

— Hoje, o juro do financiamento está em um dígito, o problema dos distratos foi resolvido por lei e a confiança do consumidor está melhorando. Essas condições são um gatilho de crescimento do mercado em qualquer lugar do mundo — afirma França.

Juro para financiamento

Dados de 20 incorporadoras filiadas a Abrainc mostram um avanço de 9,4% nas vendas líquidas de imóveis novos de janeiro até agosto do ano passado.

Para Cristiane Portella, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), outro fator estimula o setor é a maior competição entre os bancos para oferecer taxas de juros competitivas para o financiamento imobiliário. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, reduziu a taxa a 6,5% ao ano para quem tem conta no banco ou recebe salário na instituição. Outros bancos seguiram a tendência de redução dos juros.

No caso das grandes obras de infraestrutura, o ritmo ainda é modesto. José Carlos Martins, da CBIC, vê chances de acontecerem licitações de maior porte em 2020, mas as obras só devem começar em 2021.

Outro ponto de interrogação para o setor é o programa Minha Casa Minha Vida, que ainda está indefinido, especialmente para a chamada faixa 1, de famílias que ganham até R$ 1,8 mil e recebem os maiores subsídios. Como o governo está com os cofres esvaziados, a questão é de onde virão os recursos para o programa, que terá novo nome e regras a partir de 2020.

Procurado, o Ministério do Desenvolvimento Regional não informou detalhes do novo Minha Casa Minha Vida. Mas o GLOBO mostrou que o novo modelo funcionará com um sistema de voucher (um vale que assegura um crédito), em que as famílias receberão recursos para comprar, construir ou reformar a casa própria.

Cada voucher será de R$ 60 mil. O governo vai priorizar a população que vive em domicílios precários nos centros urbanos, em municípios com até 50 mil habitantes.

Fonte e Imagem: O GLOBO
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Três estatais e 10 PPPs estão previstas para serem concluídas em 2020

No caso das privatizações das estatais de transporte, de saneamento ambiental e de energia, a expectativa do GDF é de arrecadar cerca de R$ 8 bilhões

Entre as alternativas adotadas pelo Governo do Distrito Federal para movimentar a economia nos próximos anos, pelo menos 10 Parcerias Público-Privadas (PPP) estão previstas para serem concluídas em 2020, além da privatizações de três estatais. Segundo o governador Ibaneis Rocha (MDB), a venda da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô/DF), da Companhia de Saneamento Ambiental do DF e da Companhia Energética de Brasília (CEB), além da concesão da Rodoviária do Plano Piloto, são algumas das empreitadas prioritárias no início do ano. No caso das privatizações das estatais de transporte, de saneamento ambiental e de energia, a expectativa do GDF é de arrecadar cerca de R$ 8 bilhões, que deverão ser destinados a educação, saúde e segurança pública.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ruy Coutinho, além do retorno financeiro, as iniciativas devem gerar melhores serviços para a população brasiliense. “É muito importante, pois trata-se de uma forma de tirar de cima das costas do Estado investimentos que serão compartilhados com a iniciativa privada. As PPPs ocorrem paralelamente com o programa de privatizações, que terá efeito prático mais direto, porque tira o Estado de determinados setores da economia. Inclusive, as PPPs podem ser complementares nos casos em que a privatização é mais complexa”, explicou.
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Para o secretário de Projetos Especiais, Everardo Gueiro, os brasilienses aderiram à ideia das parcerias. Segundo ele, há mudança de mentalidade de que os serviços em questão não são de responsabilidade apenas do governo e que a abertura à iniciativa privada pode melhorar a qualidade de atendimento ao público. “O resultado disso para a população é que, com essas parcerias, o governo consegue unir os interesses da iniciativa privada com os da população. A própria lei das PPPs é uma modalidade relativamente moderna no nosso país de contratação pública. E que veio para facilitar a desburocratização da máquina governamental para que possamos entregar ao cidadão os serviços e os bens a que ele tem direito”, argumentou.

Gestão

Por meio de um acordo de cooperação técnica, o GDF e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) privatizarão três estatais nos próximos três anos. A CEB está com o processo avançado e, até a metade de 2020, deve repassar à iniciativa privada 51% de suas ações. O restante, 49%, continuará sob domínio do Executivo local. A Caesb e a Metrô/DF seguirão caminho semelhante. De acordo com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), em maio de 2019, foi publicado edital de chamamento para concessão dos serviços de transporte metroviário do Distrito Federal, visando a gestão, operação, manutenção e eventual expansão.
Das 11 empresas autorizadas a participarem da concorrência, seis entregaram propostas para a concessão. Agora, os técnicos da Semob avaliam os documentos recebidos para definir o melhor estudo, que será apresentado em audiência pública para futuros usuários, potenciais licitantes e demais interessados. Após a audiência, o processo será submetido ao Tribunal de Contas do DF (TCDF) e, em seguida, divulgado o edital de licitação. O lançamento do certame deve ocorrer no primeiro semestre de 2020.

Na mira, VLT e Zona Verde

Segundo o secretário de Projetos Especiais, Everardo Gueiros, este ano também servirá para avançar Parcerias Público-Privadas (PPPs) iniciadas em 2019. “Estimamos que, em 2020, todos os projetos que publicaram edital de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMIs) estarão aptos para que os editais de licitação sejam publicados”, detalhou. É o caso do Shopping Popular, dos restaurantes comunitários, da nova Ceasa, do VLT na W3, da Avenida das Cidades, da Zona Verde (rodízio de estacionamento), do BRT Oeste e Sul, da Rodoviária do Plano Piloto e do Centro Logístico para Distribuição de Medicamentos.
Além disso, de acordo com o secretário, no fim do ano passado, foram realizadas consulta e audiência públicas para concessão do Complexo Esportivo e de Lazer do Guará (Cave) e do Estádio Antônio Otoni Filho, também no Guará. Agora, o governo segue com os trâmites legais, com o envio do edital para o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), para, então, iniciar o processo de licitação. A expectativa é de que isso ocorra ainda no primeiro semestre, com previsão de conclusão no fim de 2020.
Todas as concessões em vista não devem gerar lucros ao Executivo local de forma direta, mas deverão reduzir os gastos e proporcionar economia ainda não calculada pelo GDF. De acordo com Everardo, os valores serão divulgados quando ocorrer a publicação dos editais.
Fonte e Imagem: Correio Braziliense
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PIB cresce 0,7% no trimestre encerrado em outubro

Em 12 meses, expansão acumulada é de 1%

O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve crescimento de 0,7% no trimestre encerrado em outubro deste ano, na comparação com o trimestre finalizado em julho. A informação é do Monitor do PIB, divulgado hoje (17), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na comparação com o trimestre que acabou em outubro do ano passado, o PIB teve crescimento de 1,4%. Analisando-se apenas outubro deste ano, o PIB teve altas de 0,1% em relação a setembro deste ano e de 2% na comparação com outubro de 2018. Em 12 meses, o crescimento acumulado do PIB chega a 1%.

No comparação do trimestre encerrado em outubro com o trimestre fechado em julho, os três grandes setores produtivos tiveram alta: indústria (0,9%), serviços (0,5%) e agropecuária (0,4%).

 

Fonte e Imagem: Agência Brasil

 

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Reforço na articulação política e resgate de recursos

Trabalho da Pasta resgatou mais de R$ 160 milhões que estavam sendo perdidos

A Secretaria de Relações Institucionais (Serins) é considerada a “porta de entrada” do GDF porque é responsável pela articulação política e técnica do GDF com o Governo Federal, associações, sindicatos, setor produtivo e organizações da sociedade civil, entre outros. Sendo assim, movimentou mais de 1.500 processos entre solicitações, requisições e cumprimento de medidas judiciais.

Desde o início do ano, o trabalho principal da pasta se concentrou em resgatar recursos que estavam quase perdidos. Foram mais de R$ 120 milhões para a construção do Hospital Oncológico de Brasília – aprovado pela Caixa no início de dezembro –, e mais de R$ 42 milhões para a construção de dez creches.

Por meio da Subsecretaria de Articulação Social e do Trabalho (Sast), a secretaria promoveu mais de 400 reuniões representativas que ajudaram o GDF a realizar o projeto Feira Legal, que está reformando as feiras de todo o DF; a fazer o acordo de pecúnias (dívidas antigas) com servidores, em mais de R$ 700 milhões; e atender às reivindicações dos taxistas do Aeroporto de Brasília.

Vinculada à Serins, a Secretaria Executiva de Articulação Federal (Seafe) conquistou resultados fundamentais para a saúde financeira do Governo do Distrito Federal. Sua função é verificar toda a atividade do Congresso Nacional, para tomar as medidas cabíveis sobre as que merecem atenção do Governo do Distrito Federal, e diagnosticar oportunidades de captação de recursos, por meio de emendas orçamentárias, com a finalidade de execução de políticas públicas do interesse da população.

Projetos legislativos

Dentro de suas atribuições, a Seafe acompanhou mais de 7 mil projetos legislativos, sendo 547 de interesse do Governo do Distrito Federal que foram cuidadosamente acompanhados pela equipe técnica e de articulação política da secretaria.

O Distrito Federal foi atingido em cheio pela crise econômica que o Brasil enfrenta atualmente. A Serins cumpre sua missão com honra ao melhorar e conquistar mais recursos federais para o orçamento do GDF, fundamentais para o atendimento da população que mais precisa e quando estabelece relações saudáveis com o Governo Federal, Congresso Nacional, associações, organizações, sindicatos, setores produtivos

Foi assim com a PEC 148/2019, proposta para divisão do Fundo Constitucional do Distrito Federal com o Rio de Janeiro; a PLP 03/2019, que autoriza o Poder Executivo a criar a Região de Desenvolvimento Econômico e Social do Entorno do Distrito Federal; a PEC 170/2007, que acrescenta preceito às disposições Constitucionais Gerais sobre a destinação do fundo de organização e manutenção das polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás localizados na região do Entorno.

Além da articulação política, o monitoramento e acompanhamento técnico da secretaria, junto a concedentes e proponentes, obteve resultados importantes para o orçamento público. Foram quase R$ 500 milhões cadastrados para o orçamento do Governo do Distrito Federal entre emendas individuais, de bancada e recursos extras. Mais de 70 propostas cadastradas no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse do Governo Federal (Siconv).

Câmara Legislativa

Já a Subsecretaria de Assuntos Distritais cumpre uma função similar à da Seaf, mas em âmbito do Distrito Federal e com mais proximidade já que todos os assuntos da Câmara Legislativa são de interesse estrito do GDF. Foram 18 Projetos de Lei aprovados e 19 estão em tramitação. Além da participação em audiências públicas e Conselhos de Políticas Distritais.

Este ano foi desenvolvido o Sistema de Acompanhamento e Controle de Execução Orçamentária (Siac), que é um marco tecnológico na área que vai trazer mais qualidade para a tomada de decisão e execução das emendas parlamentares federais.

“O Distrito Federal foi atingido em cheio pela crise econômica que o Brasil enfrenta atualmente. A Serins cumpre sua missão com honra ao melhorar e conquistar mais recursos federais para o orçamento do GDF, fundamentais para o atendimento da população que mais precisa e quando estabelece relações saudáveis com o Governo Federal, Congresso Nacional, associações, organizações, sindicatos, setores produtivos”, diz Vitor Paulo, secretário de Relações Institucionais.

Fonte e Imagem: Agência Brasília

 

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Reciclagem na construção civil

A retomada das atividades do setor com mais lançamentos e interesse real dos compradores deve ser acompanhada pela melhoria efetiva dos padrões construtivos, com investimentos necessários

A indústria da construção civil no Brasil ainda opera em bases artesanais, ao contrário de outros países. O uso de pré-fabricados é bastante limitado nas estruturas dos edifícios, e processos modernos no acabamento são pouco utilizados. Valoriza-se ainda a utilização intensiva de mão de obra, na qual não se investe em treinamento e capacitação efetivos. O resultado é a baixa produtividade, que penaliza construtores e incorporadores. Além disso, os produtos finais não têm, em muitos casos, a qualidade exigida, com problemas no pós-obra que afligem os compradores, nem sempre resolvidos a contento.

A retomada das atividades do setor, que se anuncia agora, com mais lançamentos e interesse real dos compradores, deve ser acompanhada pela melhoria efetiva dos padrões construtivos, com investimentos necessários. Uma das iniciativas positivas nesse sentido é a reciclagem dos resíduos produzidos na construção de prédios. Historicamente, trata-se de área negligenciada, com o descarte sistemático e abundante das sobras, sem preocupação quanto ao aproveitamento.

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Empresários do setor, por meio do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), estão se articulando com a agência ambiental paulista, a Cetesb, e convênio entre as partes foi assinado em outubro para rastrear e reaproveitar os resíduos de obras de construção e demolição.

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), apenas 20% dos resíduos da construção são aproveitados no Brasil, muito abaixo dos níveis de países europeus, nos quais a reciclagem atinge 98%. Descartar materiais das obras como inservíveis é erro monumental, já que implica custos cada vez maiores para os construtores, despendidos na coleta, carregamento e principalmente transporte, e obriga a existência de áreas para recebê-los, nem sempre preparadas e adequadas, gerando problemas ambientais. O lançamento dos resíduos de modo clandestino e irregular é, por outro lado, a perigosa e inconveniente solução adotada.

Investir no reaproveitamento é, portanto, atitude sensata e responsável. Em Santos já existe um programa municipal de gerenciamento dos resíduos da construção em vigor desde 2013, e que, segundo a Prefeitura, já deu descarte correto a 1,9 milhão de metros cúbicos de entulho. A iniciativa é importante, mas precisa ser complementada com ações nos próprios canteiros de obras, nos quais é possível reaproveitar argamassas e outros materiais.

De um lado, é preciso assegurar que grande parte dos resíduos seja reciclada nas próprias obras; de outro, o cuidado deve ser para o encaminhamento para locais de reaproveitamento (como é o caso das pontas de aço e do alumínio) ou para áreas que estejam preparadas para recebê-los.

 

Fonte: A TRIBUNA

Imagem: Internet

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Presidente da Asbraco participa da premiação Responsabilidade Social da CBIC

Solenidade aconteceu ontem (10), no espaço de eventos, Porto Vittoria, no setor de clubes sul. Os vencedores da noite tiverem reconhecimento por suas iniciativas nas áreas voltadas à responsabilidade social do setor da Indústria da Construção no país, com o intuito de fortalecer e estimular o desenvolvimento de projetos dentro do setor produtivo.

Com mais de 10 anos de história, a premiação segue as diretrizes da ISO 26000, segundo a qual a responsabilidade social se expressa pelo desejo e pelo propósito das organizações em incorporarem considerações socioambientais em seus processos decisórios e a responsabilizar-se pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins abriu o evento com o lançamento do 92º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), que será realizado de 13 a 15 de maio de 2020, em Brasília. A apresentação do ENIC contou com a participação dos presidentes de entidades do Distrito Federal que apoiam a realização do encontro: Associação Brasiliense de Construtores (Abraço), Luiz Afonso Assad; Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-DF), Dionizio Klavdianos e Associação do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), Eduardo Aroeira.

Para o presidente da Asbraco, o prêmio CBIC demostra que as empresas veem investindo cada vez mais em projetos sociais e se preocupando com os seus colaboradores. “Isso afeta e modifica positivamente o setor, por isso a importância de se prestigiar eventos como esse”, declarou.

Os grandes vencedores foram:

Na categoria Empresa, a RioMix Argamassa, com o projeto ‘Emboço Social’, que beneficiou famílias pobres com o revestimento de suas casas com cimento, no Rio de Janeiro. O troféu foi entregue ao representante Rafael Musiello;

Na categoria Seconci (Serviço Social da Indústria), o Serviço Social do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Seconci Paraná), que realizou o projeto Sorrisos que Constroem o Brasil, representado por Samantha Baratto;

Na categoria Reconhecimento Social, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis (Seconci Florianópolis), representado por Marco Aurélio Alberton. A entidade foi reconhecida pelo papel relevante desenvolvido ao longo de sua história.

Foram convidados para participar da entrega dos troféus o ex-secretário Nacional de Habitação, Celso Matsuda, o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, e o presidente Seconci Brasil, Antônio Carlos Salgueiro. A solenidade foi prestigiada por mais de 400 pessoas, entre empresários, executivos e dirigentes de entidades da Indústria da Construção de todo o Brasil, assim como parlamentares e representantes do setor produtivo em geral.

O evento foi apresentado pela atriz Maria Paula Fidalgo e contou com a apresentação da Orquestra Jovem Reciclando Sons, regida pela maestrina Rejane Pacheco, que recebeu uma placa da CRS/CBIC pelo trabalho desenvolvido com os músicos.

 

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