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Arquivo de categoria: Notícia

Construção civil deve impulsionar economia, diz ministro das Cidades

Segundo Alexandre Baldy, havia 181 mil unidades com a construção paralisada em 2011

Ministro das cidades, Alexandre Baldy, informou nesta última sexta-feira (14) que o governo federal reduziu em mais de 80% o estoque de obras paralisadas no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo ele, havia 181 mil unidades com a construção paralisada em 2011, oriundas de contratos feitos entre 2006 e 2011, das quais agora restam 29 mil, sendo que boa parte delas está parada por questões judiciais.

Ele deu essas informações ao participar do Fórum Brasileiro das Incorporadoras, evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), no hotel Renaissance. Na avaliação do ministro, todos os indicadores mostram que o governo federal conseguirá cumprir a meta de fechar 2018 com a contratação de 700 mil novos projetos em âmbito do programa.

“Vamos encerrar o ano com bons resultados”, disse ele, destacando que esse segmento representou mais de 80% do crescimento do setor da construção civil.

A exemplo dos demais participantes, Baldy defendeu que a retomada do crescimento do setor imobiliário depende de medidas que possam alavancar a economia gerando renda para que as famílias possam financiar os seus imóveis. Para o ministro, é essencial acabar com a insegurança jurídica por meio da aprovação do projeto sobre o distrato, que estabelece regras em caso de desistência da aquisição de imóveis na planta. Essa matéria tramita no Senado e, conforme o ministro, existe a possibilidade de que seja votada ainda neste ano.

Outras ações que considera fundamentais para resgatar o crescimento econômico são o ajuste fiscal e a aprovação da reforma da Previdência. Presente nesse mesmo evento, o presidente do Banco de Desenvolvimento Econômico e social (BNDES), Dyogo de Oliveira, afirmou que a volatilidade cambial do momento que elevou o valor do dólar para R$ 4,19 no dia 13/09, é um acontecimento normal em período eleitoral, mas que “a economia brasileira está em estado de evolução e que não dá mais para voltar para trás”.

Segundo o executivo, 25% dos investimentos são aplicados no setor imobiliário e somando com o segmento de infraestrutura, representam 50%. Para Oliveira, esses segmentos vão permitir a retomada do crescimento e, independentemente, do governo eleito, essas áreas merecerão atenção necessária. A questão, conforme explicou, é buscar mecanismos de captação para injetar no setor. Para se ter uma ideia da capacidade de investimentos, só as aplicações em Fundos de Renda Fixa alcançam R$ 6 trilhões.

Como forma de estimular o setor, a Caixa Econômica Federal anunciou hoje que a partir do próximo dia 24 os juros para aquisição de imóveis avaliados em até R$ 1,5 milhão serão reduzidos em 0,75 ponto percentual, passando de 9,5% para 8,75%.

Para o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, o recuo vai facilitar o acesso à casa própria e antecipar as condições negociais da Resolução nº 4.676/18 do Conselho Monetário Nacional (CMN). “As mudanças propostas pelo Governo significam novas oportunidades para o setor imobiliário. O objetivo é melhorar as condições de financiamento para nossos clientes em todo país e continuar fomentando a retomada de investimentos do setor da Construção Civil”, disse ele.

A CEF oferecerá um novo serviço de Avaliações de Imóveis, disponibilizando laudo diretamente para pessoas físicas e jurídicas. O CAIXA Avalia é uma plataforma que vai permitir a venda de avaliações pelo site da instituição com contratação 100% digital.

 

Fonte e Imagem: Economia ao Minuto

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Projeto social forma mulheres para atuar na construção civil

Desde 2007, Mão na Massa já formou mais de 1,2 mil profissionais. O projeto está com inscrições abertas até quarta. As aulas gratuitas acontecem em parceria entre o Senai e a Faetec

Na prática do dia a dia, a engenheira civil Deise Gravina percebeu que as mulheres poderiam ser mais cuidadosas em serviços no canteiro de obras em comparação aos homens. Essa constatação motivou a criação do projeto Mão na Massa, numa parceria envolvendo o Senai e a Faetec. Desde 2007, a iniciativa formou 1,2 mil mulheres para o mercado de trabalho na construção civil. O projeto está com inscrições abertas até quarta-feira para nova turma em São Gonçalo. A formação é gratuita. As alunas recebem vale-transporte, alimentação e bolsa-auxílio.

Deise conta que a impressão inicial se confirmou. Segundo ela, 78% de todas as mulheres que concluíram o curso exercem hoje profissões na construção civil. “Nós acompanhamos as alunas, cujas fichas profissionais ficam disponíveis no nosso banco de empregos. Elas estão transformando o canteiro de obras. É esse retorno que temos das empresas. Elas são compromissadas, cuidadosas, se preocupam mais com limpeza e evitam desperdício”, diz Deise.

Projeto social privilegia mulheres de baixa renda, que podem escolher qualificação como carpinteira, pedreira, encanadora, eletricista ou pintora. Faetec e Senai oferecem certificado de conclusão às alunas – Divulgação

Ex-aluna do projeto, Andrea Lucas, de 41 anos, passou em primeiro lugar em um concurso público em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. Ela concluiu as aulas do Mão na Massa em 2009. E, desde então, não parou mais de trabalhar. Hoje, realiza reparos em prédios públicos da prefeitura local. “Eu estava há muitos anos desempregada e sem expectativas, pois não tinha condições para fazer nenhum curso. Com o que aprendi, comecei a emendar uma obra na outra. Aprendo ainda mais a cada novo serviço”, garante Andrea, que fez o acabamento na obra de reforma no banheiro do camarote do Maracanã.

CANTEIRO-ESCOLA

A formação é dividida em três etapas. Na primeira, as alunas assistem a aulas sobre Matemática, Português, Laboral e noções sobre a Lei Maria da Penha e Doenças Sexualmente Transmissíveis. Na etapa seguinte, elas são divididas em turmas de pintoras, eletricistas, pedreiras, carpinteiras e encanadoras, de acordo com o interesse de cada uma. E vão aprender as técnicas no canteiro-escola da Faetec de Itaboraí, sob a supervisão de professores da instituição. “Nesse momento, elas conseguem trabalho e começam a levar renda para casa”, afirma Deise.

Na segunda fase do curso, as mulheres escolhem a área de atuação – Divulgação

Já na última etapa, elas fazem obras em instituições e comunidades. Nessa fase, as alunas recebem bolsa-auxílio de R$ 150. Segundo a idealizadora do projeto, as vagas disponíveis privilegiam mulheres de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social. “Outra condição é o interesse real em se profissionalizar para entrar no mercado de trabalho”.

EMPRESA ABERTA POR EX-ALUNA

Geisa Garibaldi é uma das mulheres que passaram pelo projeto Mão na Massa. Além de ingressar no mercado de trabalho como pedreira, ela também passou a dar oportunidade a outras mulheres ao criar a empresa Concreto Rosa, há três anos. “Sempre tive uma veia empreendedora. E, após conseguir o diploma no curso, decidi criar a empresa para dar chance a outras mulheres, pois o mercado da construção civil, para nós, ainda é hostil”, relata Geisa.

Aulas de Português e Matemática também fazem parte do projeto – Divulgação

Hoje, são sete mulheres na Concreto Rosa. Elas realizam serviço de alvenaria, elétrica, hidráulica, limpeza após obra, pintura, acabamento, instalação de ar-condicionado, manutenção, aplicação de papel de parede, frete e acabamento. Na equipe, há também uma transexual. “Temos ainda outras colaboradoras que trabalham de forma indireta”, diz Geisa.

A equipe atende em todo o Estado do Rio. No site www.concretorosa.com.br, é possível solicitar orçamento.

COMO SE INSCREVER

As inscrições devem ser feitas até quarta-feira na Avenida Santa Luzia 1032, Santa Luzia, São Gonçalo. É preciso levar original e cópia da carteira de identidade, do CPF e do comprovante de residência. Uma entrevista é feita no local. As inscrições acontecem entre os dias 24 e 26. O curso começa no dia 1º de outubro e tem seis meses de duração.

BANCO DE EMPREGOS

As alunas devem ter concluído, no mínimo, o 5º ano do Ensino Fundamental. Ao fim do curso, as mulheres podem ser contratadas via banco de empregos no site www.projetomaonamassa.org.br. Em 2005, antes da primeira turma, uma pesquisa com 216 mulheres do Jacarezinho mostrou que 80% delas não só queriam participar como já atuavam na área.

 

Fonte e Imagens: O DIA

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Equidade de Gênero: Mulheres na Engenharia

Empoderamento feminino é a consciência coletiva, expressada por ações para fortalecer as mulheres e desenvolver a equidade de gênero: esse foi o mote que norteou os painéis constantes do seminário “Equidade de Gênero/Mulheres na Engenharia”, atividade da programação da Soea, na tarde do dia 23/8

A mesa de abertura foi composta pelas quatro mulheres presidentes de Crea: eng. civ. Ana Adalgisa Dias (RN), eng.civ. Fátima Có (DF), eng.civ. Lúcia Helena Vilarinho (ES) e eng. agr. Carminda Pinheiro (AC). Todas, em seus discursos, mostraram que é possível realizar o sonho de entrar para as áreas da engenharia e agronomia e ocupar grandes cargos.

“Ter um espaço dentro do Sistema para discutir o avanço do papel da mulher, e na presença de muitos homens, é gratificante. Não podemos discutir o papel da mulher para mulheres. Nós, mulheres, precisamos nos fazer mais presentes, temos que participar do nosso Sistema, como conselheiras, nas entidades de classe e também como presidente de Creas”, disse Fatima Có.

Primeira palestrante do painel “Engenharia em Ação – Participação Feminina na Era das Indústrias 4.0”, a engenheira eletricista Tatiana Takimoto defendeu que mulheres já inseridas na engenharia e agronomia têm de incentivar outras a entrarem para as carreiras tecnológicas. “Pesquisas mostram que levará 117 anos para que aconteça a equidade de gêneros. Eu quero estar viva para presenciar isso, então preciso trabalhar dobrado, e conto com a ajuda de vocês”, brincou.

No mesmo painel, ao abordar sobre sua atuação na agricultura, a engenheira agrônoma Vanessa Sabione contou que sofreu muito preconceito no início de sua carreira e, por isso, resolveu abrir um canal de comunicação – o Agromulher – para conversar com mulheres que passaram pela mesma dificuldade. “Podemos estar onde quisermos, mas temos que entender que não podemos só falar. Temos que fazer, ter pulso para enfrentar e não desistir por causa do preconceito. Não existe profissão só para homens”, destacou.

O segundo painel do dia teve como tema o item 5 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas: equidade de gênero. Primeira palestrante da rodada, a coordenadora do painel e assessora do ConfeaFabyola Resende apresentou um mapa estatístico. “O total de mulheres engenheiras e agrônomas registradas no Sistema Confea/Crea é de 15% apenas. Não só queremos que o número de mulheres registradas cresça. Queremos trazer essas mulheres para dentro do Sistema, para os Creas, para as entidades. Temos que fomentar essa participação”, defendeu.

A conselheira do Crea-PR eng. civ. Célia Rosa defende o termo “equidade”, em detrimento da palavra “igualdade”. “O caminho não é defender as mulheres ou defender os homens, temos é que trabalhar juntos. Leis defendendo a mulher não faltam. O que falta é a conscientização de todos”, disse, ao palestrar sobre assédio profissional.

Lúcia Vilarinho, Ana Adalgisa, Carminda Pinheiro e Fátima Có

Ao visitar o fórum, o presidente do Confea, eng.civ. Joel Krüger, fez um breve relato das ações que o Sistema tem feito em prol da mulher. “O Sistema tem um novo olhar para o devido tratamento com as mulheres, e vamos avançar mais”, disse Joel Krüger.

Estande do Crea-DF apresenta “Registro de água que informa de ocorrência de vazamento, através do celular” na 75ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (Soea)

Estande do Crea-DF apresenta "Registro de água que informa de ocorrência de vazamento, através do celular" na 75ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (Soea)

Anualmente é realizada pelo Sistema Confea/Crea e Mútua a Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), com o objetivo de discutir os principais assuntos técnicos, legislativos e referenciais das diversas categorias da área tecnológica, bem como de alinhar o entendimento sobre a atuação e as estratégias dos Conselhos e da Caixa de Assistência – Mutua.

Pela relevância do evento é primordial a participação de um grande número de profissionais de todos os estados nas delegações dos Creas e, também, das Regionais da Mútua. Na feira são montados estandes de todos os Creas, da Mutua e do Confea.

Esse ano quem passar pelo estande do Crea-DF, na 75ª Semana da engenharia e Agronomia (Soea), em Maceió-AL, poderá conhecer a tecnologia produzida por estudantes da Universidade Paulista do Distrito Federal (Unip) que é um registro de água que contêm dispositivo que informa sobre vazamento, através do celular.

E ainda tem mais, quem passar pelo estande, tirar uma foto com as placas interativas, curtir a página do Crea-DF nas redes sociais, receberá brindes como, brownie de chocolate e ainda provar o famoso viagra do cerrado, a castanha de baru.

Além disso, você poderá ajudar o Crea-DF crescer, participando da pesquisa “o Crea que queremos”, sempre pensando em prestar um serviço com rapidez e credibilidade a sociedade e ao profissional registrado na capital federal.

Não deixe de nos visitar! Venha conhecer um pouquinho mais do Distrito Federal.

E com o apoio da Mútua, uma comitiva de profissionais e colaboradores do Crea-DF estarão participando do evento.

Fonte e Imagens: CREA/DF

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Codese promove sabatina com os candidatos ao governo do DF

O Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF) promoveu, entre os dias 21 e 22 de agosto, um ciclo de debates para discutir as possíveis ações propostas em um documento entregue, anteriormente, a todos os candidatos, contendo sugestões e ideias de melhorias para a capital, intitulado como “O DF que a gente quer”.

O evento ocorreu no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) e contou com a presença dos principais candidatos a governador do DF, general Paulo Chagas (PRP); Alberto Fraga (DEM); Fátima Souza (PSOL); Rogério Rosso (PSD); Rodrigo Rollemberg (PSB); Ibaneis Rocha (MDB); Eliana Pedrosa (PROS); Júlio Miragaya (PT) e Alexandre Guerra (NOVO).

Os diretores das Câmaras Técnicas tiveram a oportunidade de questionar e exaurir completamente o assunto sob o tema e propostas de cada candidato.

O documento “O DF que a gente quer” foi elaborado ao longo de um ano, com a participação voluntária de 240 empresários, técnicos, acadêmicos e sociedade civil organizada reunidos em 19 Câmaras Técnicas.  Com 445 páginas, o documento apresenta 542 ações estratégicas e 89 metas de natureza pública, para serem executadas a curto, médio e longo prazo (até 2030). Todas essas ações são passíveis de serem executadas e para garantir a sustentação e a continuidade de suas execuções, o Codese se propõe a ser um agente indutor de uma gestão pública transparente, eficaz, eficiente e continuada na implementação desta agenda.

Na visão do presidente do Codese, Paulo Muniz, em toda eleição, bons projetos são engavetados a partir do momento em que os governos mudam, como isso, inúmeras propostas de melhoria acabam desconsideradas. A elaboração desse documento visa justamente extinguir essa prática. “O que o documento propõe não se trata de um projeto de governo, para os próximos quatro anos, mas de um projeto de Estado. Contratamos consultores, fizemos levantamentos com base no Plano Plurianual do DF e buscamos projetos de governos anteriores, além daqueles que a própria Câmara Legislativa vê como necessários, tudo isso em prol de se manter a continuidade das metas estabelecidas”, explica.

Para o presidente da Associação Brasiliense de Construtores (ASBRACO) e gestor da Câmara Técnica Regiões Metropolitanas do Eixo Brasília – Goiânia e Ride, Afonso Assad, o principal assunto defendido pela Câmara é justamente a criação do Polo de Desenvolvimento do Eixo Brasília x Goiânia, que, deverá ser realizado em três etapas sendo: Santo Antônio do Descoberto – Samambaia / SAD – Outlet Premium / Outlet Premium – Goiânia. “A ideia é criar um polo de desenvolvimento que saía de Brasília à Goiânia, gerando empregos, pois essa região está em pleno desenvolvimento e necessita de ações que viabilizem e agreguem o crescimento do local, com a implementação das linhas férreas, pois atualmente temos somente a linha Luziânia-Brasília funcionando com transporte de cargas, porém é necessário habilitar também o transporte de passageiros. Hoje a RIDE precisa de um processo de gestão e governança único, com a possível criação de uma região Metropolitana por meio de uma PEC”.

 

Acompanhe o vídeo de cada candidato:

General Paulo Chagas (PRP)

Alberto Fraga (DEM)

Fátima Souza (PSOL)

Rogério Rosso (PSD)

Rodrigo Rollemberg (PSB)

Ibaneis Rocha (MDB)

Eliana Pedrosa (PROS)

Júlio Miragaya (PT)

Alexandre Guerra (NOVO)

 

Fonte: Comunicação ASBRACO

Imagem: Site ODFQUEAGENTEQUER

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ASBRACO participa da “Coalizão pela Construção com os Presidenciáveis 2018”

O setor da construção civil é um dos motores da economia do país. Conta com mais de 12,5 milhões de postos de trabalho diretos, indiretos e informais, movimenta 6,2% do PIB Nacional, gera empregos em diversos setores e influencia diretamente na arrecadação do governo.

Dentro desse contexto, 26 entidades ligadas diretamente ao setor uniram-se para convidar os candidatos a presidência à uma sabatina acerca do tema, através da criação da “Coalizão pela Construção”.

O evento ocorreu no dia 06/08, no auditório do Edifício Armando Monteiro Neto, em Brasília, com a presença dos 5 principais candidatos à Presidência da República, sendo eles: Marina Silva (REDE), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (PODEMOS), Ciro Gomes (PDT) e Henrique Meirelles (MDB), além de mais de 300 participantes entre empresários e imprensa.

Os candidatos puderam apresentar suas propostas de governo voltadas principalmente para o setor construtivo. Todos foram categóricos na identificação dos graves problemas que travam o país.

Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e porta-voz da Coalizão, José Carlos Martins, o setor da construção é a locomotiva ou o freio da economia nacional. Em 2017, por exemplo, o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção, 0,5% acabou puxando o PIB nacional para baixo, mesmo após sua alta de 1,0%. “Nós queremos saber em que o setor da construção pode contribuir para melhorar o País”, destacou José Carlos.

Para o presidente da Associação Brasiliense de Construtores (ASBRACO), Afonso Assad, o evento enfatizou a grande relevância que o setor possui perante o país e a expectativa é de que dele resulte um comprometimento do eleito para com a Indústria da Construção. “O evento foi bastante interessante, todos os candidatos confirmaram em suas apresentações que a construção civil é a principal área da economia brasileira e que deve ser movimentada logo nos primeiros 3 meses de governo, por se tratar da mais importante fonte de geração de emprego”, pontuou Assad.

O vice-presidente da Associação, Gustavo Feu Ferreira Dias, afirmou se sentir privilegiado de poder escutar as ideias e propostas que ajudarão o setor da construção e o Brasil a saírem desta atual crise. “O debate foi de altíssimo nível, podemos ouvir e tirar nossas conclusões com os candidatos que realmente acreditam e apostam na importância do nosso setor para a reação da economia, gerando empregos e renda”, finalizou.

André Silva Fagundes, Diretor de Saneamento da ASBRACO, considerou o evento muito produtivo. “As empresas de engenharia, através de suas associações, puderam ouvir e discutir as propostas do futuro presidente que certamente será um dos que estavam presentes e abrimos o caminho para a criação de uma Comissão da Construção Civil, que terá acesso direto ao presidente. Esta medida seguramente  trará mais condições ao setor para resolver questões prioritárias”, declarou.

O empresário e Diretor de Edificação da ASBRACO, Ruyter Kepler de Thuin acredita que a iniciativa da CBIC veio para agregar a imagem e unir o setor. “Aparentemente todos os candidatos estavam muito bem preparados para a sabatina, alguns com mais intimidade com o setor do que outros, mas na essência, o eleito deve entender as necessidades da construção civil e ponderar sobre as questões de crédito, combater as burocracias do setor, os problemas de licença ambiental, com propostas sólidas e diretas. Os candidatos precisam se identificar com o setor, ter experiência em gestão e conhecer bem os anseios da população brasileira”, sintetizou.

Para o 2º Diretor de Edificação da Associação, Eduardo Cerqueira, o encontro com os presidenciáveis abriu a oportunidade para se discutir o futuro do Brasil no que tange a infraestrutura e os gravíssimos problemas que assolam o país. “Podemos identificar os principais entraves para o crescimento sustentável do Brasil. As crises fiscais, éticas e políticas são as que mais impactam e prejudicam de forma intensa a segurança jurídica e os novos investimentos, tanto públicos, como: segurança, educação, saúde e infraestrutura, quanto privados, com prejuízo direto na criação de empregos e riquezas para o país.”

O  EVENTO

 

Dividido em cinco painéis, mediados por Fernando Rodrigues, do Poder 360, e com a participação dos dirigentes da Coalizão — Renato Gaspareto, conselheiro do Instituto Aço Brasil; Íria Lícia Oliva Doniak, presidente executiva da  Associação Brasileira da Construção Industrializada  de Concreto (ABCIC); Maria Elizabeth Cacho do Nascimento (Betinha), vice- presidente da  Câmara  Brasileira da Indústria da Construção (CBIC); Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC; Evaristo Pinheiro, presidente  do  Sindicato  Nacional   da Indústria  da Construção Pesada (Sinicon); Paulo Camillo  Penna, presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP); Carlos Eduardo  Lima Jorge, presidente da Comissão  de Infraestrutura (COP) da CBIC;  Ramon Rocha, vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon); Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, e Sérgio Bautz, conselheiro da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) —  o evento  contou  com  as presenças  dos  candidatos Marina Silva (REDE), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (PODEMOS), Ciro Gomes  (PDT), e Henrique    Meirelles (MDB).

Dois presidenciáveis falaram pela manhã — Marina Silva (REDE) e Geraldo Alckmin (PSDB) — e três, à tarde —  Álvaro Dias (PODEMOS), Ciro Gomes (PDT) e Henrique Meirelles (MDB).

Jair Bolsonaro (PSL) não participou do evento por problemas em sua agenda, segundo a assessoria do evento.  O PT não foi convidado porque, pelas regras da sabatina, só poderia participar o próprio candidato.

Os painéis foram individuais e não houve debate entre os candidatos. Durante 20 minutos, cada um fez uma exposição e, em seguida, respondeu às perguntas de empresários.

Um resumo de cada Candidato:

Marina Silva (REDE)

 

Sobre economia a candidata Marina defendeu a limitação do crescimento dos gastos públicos à metade do PIB do ano anterior. Atualmente, a Constituição prevê que a base para aumento dos gastos federais é a inflação dos últimos 12 meses, até junho. Sobre o licenciamento ambiental, declarou ser preciso dar   maior agilidade nas desapropriações — uma das demandas do setor da construção — por meio de uma atualização na legislação, desde que não culminasse em perda de qualidade.

Geraldo Alckmin (PSDB)

 

Para Alckmin é preciso estimular a economia através da competitividade no setor bancário, administrando com rigor a política fiscal, cambial e monetária. Eleito, o candidato pretende aproveitar os primeiros seis meses de mandato para fazer mudanças na economia e zerar o déficit em menos de dois anos.

Sobre as recentes reformas realizadas no país, Alckmin elogiou principalmente a reforma trabalhista e propôs, para os próximos anos, mudanças nas regras previdenciárias, tributárias e políticas.

Álvaro Dias (PODEMOS)

 

Álvaro Dias fez críticas à corrupção, segundo ele, não há solução para os problemas do Brasil se for mantido o atual sistema corrupto e ineficiente.

Segundo o ponto de vista do candidato é necessário uma reforma do Estado para acabar com o sistema “promíscuo” de cooptação dos partidos políticos. Entre as suas ações, se vencer, estão: a redução do número de ministérios para cerca de 15; a privatização de empresas estatais e a redução do número de parlamentares.

Para a economia, Álvaro propôs a redução das taxas de juros e uma tributação maior em cima da renda do que do consumo, sem tributação a investimentos e exportação.

Ciro Gomes (PDT)

 

O candidato do PDT defendeu um ajuste fiscal, diminuindo despesas e aumentando receitas, e a criação de uma tributação sobre heranças.

Para o emprego no país, Ciro destacou que sua meta é criar 2 milhões ao ano, com foco nas áreas da defesa, saúde, agronegócio, petróleo, gás e bioenergia, além da construção civil.

Henrique Meirelles (MDB)

 

Henrique Meirelles destacou aos empresários da construção civil que é importante reaver a confiança do país, defendendo a revitalização da infraestrutura brasileira como alternativa para que o país possa de fato retomar o crescimento econômico.

Para a reforma tributária e privatizações, o candidato afirmou que o país precisa buscar de forma simplificada o pagamento de impostos, e para isso, pretende criar 10 milhões de empregos em quatro anos.

Esse foi o primeiro evento reunindo os presidenciáveis após os partidos definirem os candidatos à Presidência e por isso demandou tamanha atenção. O setor pode demonstrar aos candidatos sua união e grande preocupação com o futuro do país.

Texto: ASBRACO

Imagem: CBIC

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Sondagem Conjuntural do Sebrae: construção civil impulsiona aumento de vagas de emprego

Dados da Sondagem Conjuntural, realizada trimestralmente pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), destaca que os pequenos negócios continuarão a sustentar a geração de empregos no País e devem encerrar o ano com o saldo positivo de 500 mil novas vagas formais. Além disso, informa que o aumento no número de vagas está sendo impulsionada principalmente pelas atividades que compõem a cadeia da construção civil.

De acordo com as cinco edições da Sondagem Conjuntural, os donos de pequenos negócios que atuam no setor têm sido os mais otimistas em relação ao futuro econômico do País e são também os que mais pretendem gerar empregos em 2018. Segundo a instituição, o percentual de donos de negócios que pretendem ampliar seus quadros de funcionários passou de 16%, em junho de 2017, para 36% em março deste ano. Mesmo com a leve queda em junho, o segmento ainda apresentou um resultado acima do observado em outros setores como Comércio, Indústria e Serviços, fechando o mês em 24%.

Segundo a diretora técnica e presidente em exercício do Sebrae, Heloisa Menezes, as mudanças nas regras de financiamento imobiliário, anunciadas recentemente pelo governo, e a elevação do limite nos valores dos imóveis adquiridos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) tendem a fortalecer o setor ainda mais.

(Com informações do Correio Braziliense)

 

Fonte e Imagem: CBIC

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RoadShow sobre construção em aço chega a Florianópolis, SC

Com apoio institucional da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e dos Sindicatos da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis e de Blumenau, entre outros, o Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) realiza ano próximo dia 29 de agosto, a partir das 17h30, na sede do Sinduscon-Florianópolis, em Santa Catarina, o RoadShow – Da Concepção à Construção em Aço. Para esta edição estão previstas as palestras “A concepção arquitetônica a partir de sistemas industrializados” do arquiteto Sérgio Sampaio e “Soluções Híbridas e Mistas de Aço e Concreto para Edifícios de Múltiplos Andares” do engenheiro Flávio Gaiga.

Os RoadShows de 2017 reuniram cerca de mil pessoas em 13 cidades. Iniciado em 2005, o projeto já esteve em Manaus/AM, Maceió/AL, Salvador/BA, Aracaju/SE, Brasília/DF, Belém/PA, São Luís/MA, Teresina/PI, Cuiabá/MT, Fortaleza/CE, Natal/RN, Recife/PE e João Pessoa/PB, contabilizando 187 edições. O público dos eventos foi composto em sua maioria por profissionais da área da construção civil e estudantes dos cursos de arquitetura e engenharia.

Para participar, os interessados devem se inscrever até o dia 24 de agosto, pelo link http://www.cbca-acobrasil.org.br/site/agenda-detalhes.php?cod=1130.

 

Fonte e Imagem: CBIC

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Bolsonaro encontra empresários do setor da construção e pede confiança para buscar o melhor para o País

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) fez no dia 14/08 uma visita de cortesia à Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), retribuindo convite da Coalizão pela Construção para o encontro O Futuro do Brasil na Visão dos Presidenciáveis 2018, realizado no último dia 6 de agosto, em Brasília. Primeiro debate público com os principais candidatos à Presidência da República após a confirmação das suas candidaturas no último dia 05/08, o evento contou com a participação de cinco dos principais postulantes ao cargo. Bolsonaro foi recebido em café da manhã, que contou com as presenças de dirigentes da CBIC e de entidades integrantes da Coalizão, entre eles os presidentes da Associação Brasileira da Indústria Materiais de Construção (Abramat), Rodrigo Navarro; da Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer), Natel Henrique Moraes, e da Federação Nacional dos Pequenos Construtores (Fenapc), Ezequiel Sousa. Também estiveram presentes Artur Solon, da Confederação Nacional da Indústria (CNI); os deputados federais Onyx Dornelles Lorenzoni (DEM/RS) e Edmar Arruda (PSD/PR); o presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno; o vice-presidente nacional do PSL, Julian Lemos; Pericles Nascimento e Elias Rodrigues de Oliveira, assessores do PSL. “Estou aberto para ouvir”, afirmou o candidato. “Dou minha palavra. Peço lealdade e confiança para buscar o melhor para o País”, completou.

Um dos porta-vozes da Coalizão pela Construção e presidente da CBIC, José Carlos Martins, destacou a importância do investimento como motor da economia de um País. Ele ponderou, entretanto, que diante da atual incapacidade de realização de investimento por parte do setor público, o setor privado terá de assumir esse papel. Para isso, no entanto, são fundamentais planejamento, segurança jurídica e crédito para as empresas. Citou a proposta de um Programa de Apoio às Concessões Municipais, nos moldes do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), que geraria empregos e renda de imediato. “Tem muitas oportunidades nos municípios, como construção de estacionamentos, parques, iluminação pública, creches, rodoviárias, rede de água e esgoto, obras que poderiam ser agilizadas com o apoio dos funcionários da Caixa que já têm expertise e gera um crescimento local”, disse Martins. Sobre o que o País precisa fazer de infraestrutura, “se o setor público criasse as condições para o capital privado vir, criaria 1,7 milhão de empregos”.

Bolsonaro ouviu atentamente as demandas da cadeia produtiva do setor. Segundo ele, no que depender de “caneta presidencial” para resolver os problemas do País, se eleito, o fará. O candidato do PSL reforçou a importância do respeito às leis e aos contratos e sinalizou disposição para enfrentar temas como o licenciamento ambiental.

A Coalizão pela Construção, formada por 26 entidades da indústria da construção, atua conjuntamente na defesa institucional da agenda estratégica da construção, estabelecendo diálogo com diversos atores em torno de temas de interesse comum para resgatar o desempenho das suas empresas.

 

Fonte e Imagem: CBIC

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Construção civil pode crescer até 7% com BIM

A produtividade da construção civil brasileira é quatro vezes menor que a de países como Estados Unidos, China, Rússia e os da União Europeia e quase 50% menor que a média da economia nacional. O setor registrou queda de 20,1% em seu PIB entre 2014 e 2017, entende-se que o cenário mostra a necessidade de inovações. Pode-se dizer que uma delas atende pela sigla BIM (Building Information Modeling), ferramenta de planejamento que utiliza um modelo virtual em três dimensões para projetar toda a construção antes de iniciar os trabalhos no canteiro de obras.

Se metade das empresas adotarem o modelo BIM na próxima década, projeta-se que a economia da construção civil brasileira crescerá 7%. Isso significa um aumento de R$ 21,9 bilhões no PIB do setor nos valores de 2018, segundo dados da Coordenação de Planejamento e Inteligência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O processo de elaboração dos projetos em ambiente virtual permite o levantamento de quantidades, a estimativa de gastos e a realização de análises diversas. A estimativa é de redução de 9,7% dos custos totais da obra e de 20% dos custos com insumos. A partir de simulações nas várias dimensões, da arquitetura, fundação, estrutura, às instalações hidráulicas e elétricas, por exemplo, é possível prevenir erros e corrigir inconsistências no planejamento.

O BIM aumenta a confiabilidade nas estimativas de preços e no cumprimento dos prazos, reduzindo erros e garantindo a qualidade da obra. “Outra vantagem é que o BIM pode ser usado em todo o ciclo de vida da edificação, desde a concepção até a demolição e reuso. As informações agregadas no decorrer do tempo permitem ao proprietário a eficiência na manutenção da construção”, explica Guto Ferreira, presidente da ABDI. A Sondagem de Inovação preparada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ABDI, realizada em março deste ano com 700 empresas de construção, mostra ainda que o uso do BIM é reduzido e desigual no Brasil. Apenas 9,2% das empresas adotaram o BIM no país.

(Com informações da https://abdi.com.br/)

Fonte e Imagem: CBIC

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CBIC e Sesi disseminarão projetos de interesse do setor da construção

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Sesi Nacional vão formalizar uma parceria para a disseminação de projetos do serviço social da indústria, como o da plataforma do Sesi Viva+ para a gestão de saúde e segurança de trabalho e promoção da saúde, como a do eSocial. O convite para a cooperação foi feito no último dia 10 de agosto pelo diretor da Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi Ramacciotti, durante visita do presidente da CBIC, José Carlos Martins, ao Centro de Inovação do Sesi de Santa Catarina, no Sapiens Parque, em Florianópolis. “Vamos fazer uma sequência de eventos de divulgação, com a apresentação dos serviços, mostrando os riscos do eSocial e a solução via plataforma Sesi Viva+”, destaca Martins.

Instituído pelo Decreto nº 8.373/2014, o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) passou a funcionar de forma integrada e obrigatória, desde janeiro de 2018. Ele é o novo modo de comunicar informações como vínculos dos trabalhadores, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, acidentes de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais e FGTS aos órgãos governamentais – Receita Federal do Brasil, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Caixa Econômica Federal e Ministério do Trabalho.

Também participaram da reunião, pela CBIC, a gerente de Negócios – Projetos, Georgia Grace, e a gestora dos Projetos de Infraestrutura da CBIC, Denise Soares. O mencionado Sapiens Parque abriga o Instituto da Indústria Robson Braga de Andrade, inaugurado em maio deste ano. A estrutura, de 3,3 mil m², comporta, além do Centro de Inovação Sesi em Tecnologias para Saúde, o Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados.

Fonte e Imagem: CBIC

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