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Empresas associadas ao ASBRACO têm 50% de desconto no ENIC 2026

Se a sua empresa é associada ao ASBRACO, o Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC) é a oportunidade ideal para ampliar conexões, fortalecer a atuação institucional e acompanhar de perto as principais transformações do setor. Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o ENIC 2026 é o maior encontro da indústria da construção brasileira e reúne lideranças, empresários, especialistas e autoridades para debater inovação, mercado, políticas públicas e o futuro da construção no país. Garanta a participação da sua empresa com condições exclusivas para associados. 🔗 Acesse o link e faça sua inscrição: https://link.cbic.org.br/gonZ

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Déficit de trabalhadores especializados ameaça crescimento de setores estratégicos no Brasil

Energia e construção civil são os segmentos mais afetados pela carência de profissionais capacitados, segundo o comando da maior siderúrgica do país O Brasil enfrenta um gargalo silencioso que pode comprometer o ritmo de expansão de setores fundamentais para a economia nacional: a falta de mão de obra qualificada. O alerta foi dado por Gustavo Werneck, presidente-executivo da Gerdau, durante o fórum Rumos 2026, realizado nesta segunda-feira (2) em São Paulo e promovido pelo Valor Econômico. Para o executivo, a escassez de profissionais capacitados já se traduz em perdas concretas para as empresas. “Muitas vezes não conseguimos aprovar investimentos que recuperem o capital”, declarou Werneck, sinalizando que o problema vai além da contratação — ele impede que projetos saiam do papel mesmo quando há demanda no mercado. Os setores de energia e construção civil foram apontados como os mais vulneráveis a esse cenário. Ambos vivem um momento de forte aquecimento no país, impulsionados pela transição energética e pelo crescimento do crédito imobiliário, mas dependem de uma base técnica que o mercado de trabalho ainda não consegue suprir em volume suficiente. Tecnologia como questão de sobrevivência Além do desafio humano, Werneck colocou a transformação digital no centro do debate sobre competitividade. Para ele, o uso de inteligência artificial deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica de existência no mercado corporativo. “Virou uma questão de sobrevivência”, afirmou. A declaração reflete uma mudança de postura no setor industrial brasileiro, que por anos tratou a digitalização como investimento opcional. Agora, com margens pressionadas e concorrência global acirrada, empresas como a Gerdau passam a encarar a automação e a IA como ferramentas essenciais para ganhar produtividade e manter a sustentabilidade dos negócios. Um diagnóstico que vai além da siderurgia Embora a fala parta do líder de uma das maiores siderúrgicas do mundo, o diagnóstico ressoa em toda a cadeia produtiva brasileira. A combinação entre demanda aquecida, escassez de talentos e pressão por modernização tecnológica traça um retrato desafiador para o empresariado nacional em 2026 — e coloca na pauta a urgência de políticas públicas e investimentos privados voltados à formação profissional. Matéria elaborada com base em declarações públicas do CEO da Gerdau no evento Rumos 2026.

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INCC-M sobe 0,34% em fevereiro

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M)[1] registrou alta de 0,34% em fevereiro, abaixo da taxa de variação de 0,63% observada no mês anterior. Com este resultado, a taxa acumulada em 12 meses pelo índice atingiu 5,83%, representando uma desaceleração em relação a fevereiro de 2025, quando o índice acumulava alta de 7,18% em 12 meses. O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços sobe 0,30% O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,30% em fevereiro, após alta de 0,34% no mês anterior. A taxa de variação da categoria de Materiais e Equipamentos passou de 0,35% em janeiro para 0,30% em fevereiro. Esse movimento reflete uma tendência de desaceleração nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção. Nesta apuração, três dos quatro subgrupos que compõem essa categoria exibiram recuo em suas taxas de variação. O principal destaque foi o subgrupo “materiais para acabamento”, que passou de 0,36% para 0,19%. No âmbito do grupo de Serviços, observou-se uma aceleração em sua taxa de variação, que passou de 0,25% em janeiro para 0,36% em fevereiro. Esse movimento foi reflexo do item “conta de energia”, cuja taxa passou de -2,79% para -0,38%. Mão de Obra desacelera em fevereiro A taxa de variação do índice de Mão de Obra foi de 0,39% em fevereiro, marcando um recuo quando comparada ao valor de 1,03% observado em janeiro.  Cinco das sete cidades que compõem o índice apresentaram recuo em suas taxas de variação O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) apresentou desaceleração em cinco das sete capitais que compõem o índice no mês de fevereiro: Brasília, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e São Paulo. Em contraste, Salvador e Rio de Janeiro apresentaram aceleração em suas taxas de variação, refletindo um aumento nos custos de construção nessas localidades. 

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Custo da construção civil dispara em janeiro e atinge maior patamar desde 2022

Impulsionado pela reoneração da folha e pelo novo salário-mínimo, o índice Sinapi registrou alta de 1,54% no primeiro mês do ano; mão de obra é o principal fator de pressão. RIO DE JANEIRO – O setor da construção civil brasileira iniciou 2026 enfrentando uma forte pressão nos custos. Segundo dados do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE, a inflação do setor saltou para 1,54% em janeiro. O número representa uma aceleração significativa em relação aos 0,51% registrados em dezembro e marca o maior avanço mensal para o setor desde junho de 2022, quando o índice foi de 1,65%. Com esse resultado, o acumulado dos últimos 12 meses subiu para 6,71%, superando os 5,63% observados até o fechamento do ano passado. Atualmente, o custo médio nacional para construir um metro quadrado chegou a R$ 1.920,74. O peso dos salários e da tributação Diferente de períodos anteriores, onde o preço dos insumos (materiais) era o grande vilão, o cenário atual é ditado pelo custo da força de trabalho. Enquanto a parcela dos materiais teve uma variação tímida de 0,27% em janeiro, a mão de obra disparou 3,22%. Essa disparidade é explicada por dois fatores centrais: “A alta na mão de obra decorre da adequação ao novo salário-mínimo em 11 das 27 unidades da federação, além do impacto da reoneração da folha de pagamento”, explicou Augusto Oliveira, gerente da pesquisa no IBGE. Raio-X dos Custos (Janeiro/2026) Componente Valor por m2 Variação Mensal Acumulado 12 meses Materiais R$ 1.081,31 0,27% 4,29% Mão de Obra R$ 839,43 3,22% 10,03% Total (Sinapi) R$ 1.920,74 1,54% 6,71% Perspectivas para o setor O salto de mais de 10% no custo da mão de obra no acumulado de 12 meses acende um alerta para o mercado imobiliário e para as obras de infraestrutura. Com insumos estabilizados, o desafio das construtoras agora reside na gestão da folha de pagamento e na absorção dos novos encargos tributários sem repassar integralmente o aumento ao consumidor final. A tendência é que, após esse pico de ajuste salarial de início de ano, o índice apresente uma acomodação nos próximos meses, a depender das negociações coletivas nas demais regiões do país que ainda não atualizaram seus pisos.

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Canteiros de obras mais caros: os vilões que impulsionaram o custo da construção em 2025

O setor da construção civil encerrou o ano de 2025 enfrentando o desafio de equilibrar as contas diante de uma pressão inflacionária persistente nos custos de produção. Dados recentes do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) revelam que, embora o setor tenha mantido um ritmo de crescimento em lançamentos, o preço final das obras foi severamente impactado por um grupo específico de insumos. Diferente de anos anteriores, onde a mão de obra foi o principal motor de reajuste, 2025 foi marcado pela volatilidade de materiais básicos e produtos tecnológicos aplicados à infraestrutura. Os protagonistas da alta De acordo com o levantamento, o aço e o cimento voltaram a figurar no topo da lista de pressões. O aço, influenciado pelas cotações internacionais do minério de ferro e pela variação cambial, registrou altas acumuladas que forçaram construtoras a renegociar contratos de longo prazo. Além dos materiais tradicionais, outros itens apresentaram variações acima da média: O fator “Mão de Obra” Apesar da predominância dos materiais, o custo do trabalho não ficou estagnado. A escassez de mão de obra qualificada em grandes centros urbanos pressionou os salários base, especialmente para funções técnicas, como operadores de máquinas pesadas e eletricistas especializados em sistemas sustentáveis. Impacto no consumidor final Para o comprador de imóveis, o cenário se traduziu em repasses de preços. Analistas do setor apontam que as margens das incorporadoras ficaram mais estreitas, o que resultou em um aumento no valor do metro quadrado tanto em novos lançamentos quanto em unidades em construção. “O setor vive um momento de ajuste. O custo dos insumos em 2025 refletiu tanto tensões geopolíticas externas quanto gargalos logísticos internos”, afirma o relatório do Radar Econômico da Veja, que serviu de base para esta análise. Perspectivas para 2026 A expectativa para o próximo ciclo é de uma estabilização gradual, condicionada à manutenção das taxas de juros e ao controle da inflação de serviços. No entanto, o setor permanece em alerta, buscando alternativas como a industrialização da construção (off-site) e o uso de novos materiais para reduzir a dependência dos insumos tradicionais que ditaram o ritmo de 2025.

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Setor produtivo do DF destaca relevância do BRB para fomento a projetos de infraestrutura e habitação

Em nota, entidades ressaltam importância do banco para realização do sonho da casa própria Entidades da indústria da construção civil e do mercado imobiliário do Distrito Federal emitiram nesta quarta-feira (28/1) nota pública manifestando apoio institucional ao Banco de Brasília. O documento ressalta a importância da instituição financeira, patrimônio do DF, para o setor produtivo local e para o fomento de políticas públicas habitacionais. Registra, ainda, confiança nos trabalhos de investigação séria, isenta e responsável, em meio ao grande fluxo de informações, muitas delas desencontradas. Assinam a nota o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), a Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF) e a Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco). A construção civil é responsável por 54% do PIB industrial do DF. “É nosso dever ressaltar o papel estratégico que esta instituição financeira desempenha como vetor de desenvolvimento”, diz a nota, ressaltando que o BRB figura entre os mais bem avaliados no país, fomentando projetos produtivos e de infraestrutura, além de garantir acesso ao crédito. “Sua presença contribui diretamente para a continuidade de investimentos que alavancam o ecossistema local”, acrescenta o documento. Para as entidades do setor produtivo, o BRB é o principal parceiro nas políticas de moradia, liderando com 62,8% de participação no mercado. A nota destaca, ainda, dados que mostram o banco na quinta posição no ranking nacional de financiamentos. “O banco é a força motriz que viabiliza o sonho da casa própria”. As entidades creem na capacidade da diretoria do banco para superar desafios momentâneos, mantendo o crescimento sustentável junto ao Governo Distrital. Segundo as signatárias do documento, preservar a imagem dessa estrutura importa à comunidade brasiliense. Elas esperam que a trajetória de modernização continue gerando resultados positivos para Brasília e o DF como um todo. “Estamos certos de que o progresso do BRB seguirá impulsionando nossa capital”, enfatiza a nota.

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Construção Civil inicia 2026 em alta: Confiança atinge maior nível em 10 meses

O setor da construção civil brasileira abriu o ano de 2026 com um fôlego renovado. Após encerrar o ano passado em trajetória de queda, o Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pelo FGV Ibre, registrou uma alta de 2,8 pontos em janeiro, atingindo a marca de 94,0 pontos. Este é o patamar mais elevado desde março de 2025, sinalizando uma retomada de otimismo entre os empresários do setor. Os Motores da Recuperação A melhora no sentimento do setor não é por acaso. Segundo o relatório da FGV, o crescimento foi impulsionado por uma combinação de fatores macroeconômicos e políticas habitacionais: “Tudo indica que o setor está reagindo a um cenário de maior previsibilidade e estímulos diretos”, afirma Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do FGV Ibre. Radiografia dos Indicadores A alta de janeiro foi equilibrada, com avanços tanto na percepção do momento atual quanto nas projeções para o futuro próximo. Confira os detalhes técnicos na tabela abaixo: Indicador Pontuação (Jan/26) Variação (Pontos) Destaque ICST (Geral) 94,0 +2,8 Maior nível em 10 meses Situação Atual (ISA-CST) 93,4 +2,4 Volume de contratos cresceu 3,6 pts Expectativas (IE-CST) 94,6 +3,0 Demanda prevista saltou 5,1 pts O otimismo mais acentuado aparece no Índice de Expectativas (IE-CST), puxado pela forte demanda prevista para o próximo trimestre, o que sugere que as empresas estão se preparando para um aumento real no volume de obras. O Gargalo da Mão de Obra Apesar dos números positivos, o setor ainda enfrenta um “freio de mão” conhecido: a escassez de trabalhadores qualificados. Ana Maria Castelo alerta que esse problema não deve dar trégua ao longo do ano. Curiosamente, o Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) da construção caiu 1,1 ponto percentual, fechando em 77,4%. Essa queda, que também atingiu o uso de máquinas e equipamentos, pode indicar que, embora haja otimismo e novos contratos, a execução física das obras ainda esbarra em limitações operacionais e na dificuldade de contratação imediata. O que esperar? O primeiro trimestre será o “teste de fogo” para validar se essa confiança se traduzirá em canteiros de obras mais movimentados ou se o custo e a falta de mão de obra limitarão o potencial de crescimento do PIB setorial em 2026.

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Eficiência blindada: Construção aposta em reformas e tecnologia para driblar juros em 2026

Setor busca na profissionalização e no mercado de franquias a saída para manter a atividade aquecida enquanto o crédito imobiliário permanece restrito. O ano de 2026 começa sob o signo da prudência para a construção civil brasileira. Se nos anos anteriores o “boom” imobiliário foi o protagonista, o cenário atual exige uma mudança de estratégia. Pressionado por uma taxa Selic que ainda encarece o crédito e limita novos lançamentos, o setor encontra fôlego em um nicho que exige menos capital intensivo e entrega resultados mais rápidos: as reformas e a manutenção de imóveis. A palavra de ordem nos canteiros de obra mudou. Sai a “expansão a todo custo” e entra a eficiência operacional. Com o dinheiro mais caro, o desperdício tornou-se o inimigo número um de construtoras e famílias que decidem renovar o lar. O paradoxo do crédito e a inflação da obra O cenário macroeconômico impõe desafios claros. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta os juros elevados como o principal freio de mão puxado para 2026. No entanto, o horizonte não é de estagnação, mas de ajuste. Existem dois fatores que sustentam o otimismo moderado do setor: Contudo, quem constrói sente no bolso a pressão dos insumos. O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo IBGE, encerrou 2025 com alta de 5,63%. Hoje, o custo médio nacional para se construir um metro quadrado beira os R$ 1.892,00, uma cifra que obriga o consumidor a fazer contas mais rigorosas. A ascensão do Franchising e a “Servitização” da obra Diante de custos altos e mão de obra escassa, o amadorismo perde espaço. É nesse vácuo que o modelo de franquias de construção ganha tração. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) revelam que o segmento de Casa e Construção cresceu mais de 8% nos últimos 12 meses, movimentando mais de R$ 20 bilhões. A lógica é simples: o consumidor prefere pagar por previsibilidade. A locação de equipamentos, por exemplo, surge como alternativa inteligente para evitar a compra de maquinário caro que ficará ocioso após a obra. “A expectativa é de um ano em que o consumidor e o profissional vão buscar mais planejamento, segurança e eficiência na execução. Quando cada dia de obra custa mais, ganhar produtividade e reduzir retrabalho vira o diferencial.” — Altino Cristofoletti Junior, fundador da Casa do Construtor. Tecnologia como redutor de custos Para 2026, a tendência é que a obra se torne cada vez mais “industrializada”. O mercado observa uma migração de métodos artesanais para processos mais técnicos, visando mitigar a falta de pedreiros qualificados e o custo dos materiais. As principais apostas para blindar o setor contra a crise incluem: O recado para 2026 é claro: o mercado imobiliário continuará forte, mas a rentabilidade migrará de quem apenas “levanta paredes” para quem oferece serviço, gestão e tecnologia. Em tempos de juros altos, a régua da qualidade subiu.

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Hoje é dia de celebrar a vida de quem cuida com tanta dedicação do Condomínio Salvador Aversa! 🎉

Parabéns, Flávia Santos! Que este novo ciclo traga ainda mais sucesso, saúde e realizações pessoais e profissionais. Agradecemos pelo seu empenho e profissionalismo. 👏🥂 Parabéns #FelizAniversário #ASBRACO #GestãoCondominial #Sucesso”

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Custo da construção registra alta em janeiro e pressiona primeira prévia da inflação de 2026

Impulsionado por reajustes salariais e alta no preço do cobre, INCC mais que dobra sua taxa de variação em relação a dezembro, sendo o principal destaque na aceleração do IGP-10. O ano de 2026 começou com sinal de alerta para o setor da construção civil. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,47% em janeiro, uma aceleração expressiva quando comparada à taxa de 0,22% observada em dezembro do ano passado. O avanço nos custos do setor foi determinante para a subida do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), divulgado nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Enquanto o índice geral (IGP-10) avançou 0,29% no mês, revertendo a quase estabilidade do fim de 2025, foi dentro dos canteiros de obra que a pressão inflacionária se mostrou mais intensa, superando proporcionalmente as variações do varejo e do atacado. O peso da Mão de Obra A principal alavanca para a alta do INCC não veio dos materiais básicos como cimento ou aço, mas sim do custo humano. O grupo Mão de Obra saltou de uma variação de 0,28% em dezembro para 0,78% em janeiro. Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, esse movimento é característico do início de ano, mas veio com força. “A forte alta nos custos da construção em janeiro decorre dos reajustes salariais e dos acordos coletivos do setor”, explica o especialista. O impacto sazonal das negociações trabalhistas acaba sendo repassado diretamente para o custo do metro quadrado construído. O efeito do Cobre Além dos salários, os insumos também encareceram, embora em ritmo menor que a mão de obra. O grupo Materiais e Equipamentos acelerou de 0,18% para 0,26%. O destaque negativo ficou para a parte elétrica. Dias aponta que os condutores elétricos registraram um repasse significativo do aumento acumulado no preço do cobre, uma commodity que vem sofrendo oscilações no mercado internacional e impacta diretamente a cadeia de suprimentos da construção. Na contramão, o grupo de Serviços foi o único componente do INCC a apresentar alívio, recuando de 0,15% em dezembro para 0,09% em janeiro. Cenário Amplo: IGP-10 e outros índices A alta do INCC compõe um cenário de aceleração generalizada nos índices da FGV neste início de 2026: Apesar da aceleração mensal, o IGP-10 acumula uma deflação de 0,99% nos últimos 12 meses, desenhando um cenário ainda benigno no longo prazo, apesar das pressões pontuais de custo observadas neste início de ano. Resumo dos Indicadores (Janeiro/2026) Índice Variação Mensal Destaque INCC (Construção) +0,47% Forte alta em Mão de Obra (+0,78%) IPC (Consumidor) +0,39% Pressão de Educação e Vestuário IPA (Produtor) +0,24% Alta em Minério de Ferro e Etanol IGP-10 (Geral) +0,29% Aceleração frente a dez/25 (+0,04%)

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