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Arquivo de categoria: Notícia

Pesquisa IVV – Velocidade de Vendas aponta para negócios favoráveis no Setor Imobiliário do DF

O Índice de Velocidade de Vendas (IVV) de imóveis residenciais novos em julho foi o maior dos últimos três anos em um mesmo mês, aponta a mais recente Pesquisa IVV do Setor Imobiliário do Distrito Federal, apresentada hoje. A Pesquisa sinaliza que os negócios no setor estão favoráveis, sendo que o IVV dos imóveis residenciais de julho atingiu 6,8%. O indicador mensal apurado é bastante positivo segundo as entidades do setor. Isso porque um IVV de 5% já representa um cenário otimista nos estudos de viabilidade de um empreendimento imobiliário.

Segundo Eduardo Aroeira, Presidente, em exercício da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI-DF), os dados confirmam a recuperação das vendas. “No atual momento econômico do país, o imóvel é o investimento mais seguro” afirma.

A Pesquisa IVV acompanha mensalmente, desde janeiro de 2015, o ritmo de vendas de imóveis novos nas várias regiões administrativas do DF, levando em conta os imóveis ofertados (lançados, em construção e prontos) no mercado. A amostra da pesquisa representa 83% do mercado e conta com a participação de 32 das principais empresas atuantes no DF. As vendas dos imóveis são informadas pelas incorporadoras participantes da pesquisa, conduzida pela ADEMI-DF e pelo SINDUSCON-DF – Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF, com apoio do SEBRAE-DF. A empresa Opinião Informação Estratégica é responsável pela coleta, tabulação e análise das informações, obtidas junto às empresas que aderiram voluntariamente ao projeto.

IVV RESIDENCIAL
DADOS DA PESQUISA IVV JUlHO/2018
A pesquisa do IVV tem o objetivo de aferir o ritmo dos negócios de imóveis novos residenciais e comerciais no DF e se a velocidade com que são vendidos está de acordo com as expectativas dos empreendedores.
IVV Residencial
O IVV dos imóveis residenciais em julho foi de 6,8% – considerado o melhor mês de julho desde o início da pesquisa, em 2015. O gráfico da oferta de imóveis residenciais, comparativo dos anos 2015, 2016 e 2017, demonstra que a oferta cai há vários anos e, assim, o DF se ressente de mais lançamentos imobiliários para reequilibrar a ‘lei da oferta e procura’. “No mês de julho, apenas uma empresa ofertou imóveis em lançamento – no Noroeste”, comenta Eduardo.
OFERTA DE IMÓVEIS RESIDENCIAIS

Em 2017 a oferta média de imóveis residenciais novos no DF, entre as empresas pesquisadas, foi de 3858. De janeiro a julho 2018 a oferta média está em 3.506 unidades. Somente em julho foram ofertadas 3.478 unidades residenciais.

As quantidades de imóveis informadas se referem aos negociados pelas empresas participantes da pesquisa e não representam o total de imóveis em oferta ou negociados em todo o DF. Os percentuais informados podem ser projetados para a representação de todo o mercado imobiliário do DF.

 

Venda líquida mostra solidez do mercado imobiliário

 

Uma informação apurada na pesquisa do IVV tranquiliza tanto os empresários do setor quanto os compradores de imóveis: as vendas líquidas de residenciais novos totalizaram 84%, ou seja, a cada 100 unidades negociadas, 84 foram efetivamente vendidas. Este dado é a melhor venda líquida da série histórica da pesquisa mensal realizada pela ADEMI-DF.

VENDAS DE IMÓVEIS RESIDENCIAIS
Valor do m² imóveis residenciais
Entre várias informações do mercado imobiliário do DF, a pesquisa do IVV aponta a variação do preço ofertado por m² dos imóveis residenciais em cada região. Em julho, a Asa Norte registrou o maior valor de oferta: R$ 14.878,87; o mais baixo foi ofertado em Santa Maria – R$ 2.959,70.
PREÇO DO M² – IMÓVEIS RESIDENCIAIS EM OFERTA – JULHO/2018
IVV COMERCIAL
O gráfico a seguir mostra a evolução do IVV dos imóveis comerciais. O desempenho do IVV em julho de 2018 foi de 1,4%.

ASSESSORIA DE IMPRENSA

– ADEMI-DF – Profissionais do Texto

Site: www.profissionaisdotexto.com.br
E-mail: sergio@ptexto.com.brkmonteiro@ptexto.com.br

Telefone: (61) 3327-0050

– SINDUSCON-DF

Site: www.sinduscondf.org.br/portal/
E-mail: luciane@sinduscondf.org.br

Telefone: (61) 3234-8310 – r.235

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Seconci cadastra pessoas com deficiência para vagas de trabalho na construção civil, em Goiás

Interessados devem procurar a sede da entidade, em Goiânia, ou agendar atendimento por meio do telefone. Objetivo é fazer com que as empresas ocupem vagas para PCD com mais agilidade.

O Serviço Social da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Seconci Goiás) está cadastrando pessoas com deficiência física, intelectual ou mental para serem encaminhadas a vagas de trabalho no setor da construção civil. Os interessados devem procurar a sede da entidade, em Goiânia, ou agendar atendimento por telefone (veja detalhes no fim da reportagem).

O banco de talentos criado pela entidade faz parte do Projeto Seconci e a Inclusão do PCD, lançado em Goiânia na última sexta-feira (21), data em que se celebrou o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

Além do programa, a entidade também promoveu um fórum, reunindo empresas da construção civil e representante do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a analista Patrícia Souza. Entre os temas abordados estavam os desafios e as oportunidades para inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Como funciona o projeto?

Projeto Seconci e a Inclusão do PCD promove o suporte às empresas ligadas à construção civil, que são associadas à instituição. A ideia é ajudar estas organizações a encontrarem pessoas com deficiência aptas a ocupar vagas reservadas a elas nas empresas.

Desta forma, o Seconci fará o cadastro dos candidatos em um banco de dados, além da triagem e encaminhamento dos currículos periodicamente para empresas com vagas para PCD em aberto.

Para participar, os interessados podem entrar em contato com a instituição por meio do telefone (62) 3250-7500 e agendar o atendimento. Outra opção é comparecer pessoalmente à sede da instituição, que fica na Rua C-136, número 681, no Jardim América, região sul da capital.

Projeto promove inclusão de PCD no mercado de trabalho em Goiás — Foto: Divulgação/Seconci

Projeto promove inclusão de PCD no mercado de trabalho em Goiás — Foto: Divulgação/Seconci

Fonte e Imagens: G1

 

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Níveis de produção e emprego na construção civil mantêm baixa em agosto, diz CNI

Com a piora dos indicadores de agosto, os empresários do setor ficaram menos otimistas em setembro

Os níveis de produção e do emprego na indústria da construção continuaram em baixa em agosto, de acordo com sondagem divulgada nesta quinta-feira, 27, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com isso, as expectativas do setor para os próximos meses pioraram no levantamento realizado no começo de setembro.

Em uma escala na qual valores abaixo de 50 pontos significam retração, o índice de atividade na indústria da construção ficou em 47,8 pontos em agosto. O indicador significa que a queda na produção do setor no mês passado foi maior que a verificada em julho, quando o índice ficou em 48 pontos.

A extensão da queda da atividade na indústria é tão marcante, que o nível de atividade em relação ao usual para agosto registrou apenas 35,4 pontos, um resultado bem distante da linha divisória dos 50 pontos, que indica a média de produção para o mês.

Da mesma forma, o índice de número de empregados voltou a registrar fechamento de vagas de trabalho no setor. Em agosto, o indicar ficou em 46,1 pontos, abaixo dos 46,2 pontos de julho.

Mesmo com retração na produção e no emprego, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da indústria da construção aumentou em agosto, de 58% para 60%. O resultado, porém, ainda está abaixo da média histórica do indicador, que é de 62%.

Com a piora dos indicadores de agosto, os empresários do setor ficaram menos otimistas em setembro. Em uma escala na qual valores abaixo dos 50 pontos significam pessimismo, o Índice de Confiança da indústria construção civil recuou de 51,8 pontos em agosto para 50,8 pontos neste mês.

A componente do índice que mede a avaliação sobre a situação atual da economia e dos negócios recuou de 45 pontos para 44,2 pontos. Já a componente que mede as expectativas do setor caiu de 55,3 pontos para 54,1 pontos.

Dentre as expectativas para os próximos seis meses, pioraram as perspectivas sobre nível de atividade, contratação de novos empreendimentos e serviços, compra de insumos e matérias primas e contratação de empregados. Apenas a intenção de investimento deixou de piorar no mês, embora esteja em 32,5 pontos, um patamar que ainda indica bastante pessimismo.

“Dois fatores principais contribuíram para a reversão da expectativa: temos dados que mostram a economia em compasso de espera e temos o cenário político. Por conta disso, percebemos uma interrupção de uma sequência de duas melhoras nos indicadores de expectativas”, explicou o economista da CNI Marcelo Azevedo. “A confiança é importante porque, quando o empresário está seguro com a economia brasileira, isso impacta em sua decisão de investir e de contratar”, completou.

 

Fonte e Imagem: Correio Braziliense

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Boas práticas do Poder Público avançam para reduzir o custo da burocracia no País

Experiências foram apresentadas nesta semana durante o Fórum Executivo sobre Licenciamento de Construções, em Rondônia

A burocracia é um estorvo que afeta diversos setores do País, mas é especialmente nefasta para o setor da construção, com duras consequências para a sociedade brasileira. Para se ter uma ideia, estudo realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) constatou que 12% do custo dos imóveis é burocracia, sem contar a perda com as receitas postergadas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Para mostrar que experiências exitosas e boas práticas do setor público em processos, legislação, tecnologia e metodologias de trabalho de cidades como Fortaleza (CE), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Cascavel (PR), Manaus (AM) e Porto Velho (RO) podem reverter essa situação, com impactos na iniciativa privada e no desenvolvimento econômico, foi realizado no último dia 11 de setembro, na capital de Rondônia, o Fórum Executivo sobre Licenciamentos de Construções. “Essa discussão, que muitas vezes fica em segundo plano, é muito importante e tem grande impacto na vida das pessoas”, aponta José Carlos Martins, presidente da CBIC.

Ao defender uma relação de confiança entre o Poder Público e o setor privado, o executivo destacou que é preciso acabar com o pressuposto de que toda vez que se tenta simplificar, já se pensa que alguém está levando vantagem. “A burocracia só é interessante para quem vive da burocracia”, disse Martins, citando a Justiça do Trabalho, que se retroalimenta para justificar a estrutura e a própria burocracia. “A participação cidadã é o futuro do Brasil. Não há outro caminho. Esse evento converge para isso, quando ataca a burocracia”.

DECRETO VISA DESBUROCRATIZAR PROCEDIMENTOS DE LICENCIAMENTOS EM PORTO VELHO

A assinatura do Decreto nº 15.437, de 11/09/2018, que instituiu Comissão com o objetivo de desburocratizar os procedimentos de licenciamentos no âmbito da Prefeitura do Município de Porto Velho, foi um dos destaques do evento. Assinado por Hildon Chaves, prefeito municipal e vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), o decreto prevê a revisão da legislação de licenciamento visando à simplificação e desburocratização, tendo como meta apresentar, em 30 dias, propostas a serem encaminhadas à Câmara Legislativa.

“Estamos discutindo esse assunto com a sociedade civil organizada e com os empresários, que são as principais vítimas de uma legislação arcaica e que precisa de modificação urgente”, destacou Hildon Chaves, completando que é importante lembrar que “cada empreendimento licenciado, cada negócio gerado, é o que paga o salário do funcionário público, do asfalto, etc”.

Os trabalhos da Comissão serão presididos e coordenados pelo presidente da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho (ADPVH) e terá como membros os secretários da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), Secretaria Municipal de Regularização Fundiária, Habitação e Urbanismo (Semur), Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran), Secretaria Municipal de Integração (SEMI), Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Serviços Básicos (Semisb), Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sempog) e Procuradoria Geral do Município (PGM).

CAMPINAS (SP), UMA CIDADE À FRENTE DO SEU TEMPO

Dentre as boas práticas que estão sendo realizadas pelo País, a Prefeitura de Campinas, pioneira no Brasil, utiliza o programa de Licenciamento Ambiental Online (LAO). “O sistema de licenciamento ambiental é 100% online e transparente e já está preparado para integração com o portal de licenciamento ambiental nacional”, destaca Gustavo Fabrício D´Estefano, engenheiro civil da Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SVDS).

Com quatro anos de implantação, o programa já resultou na melhoria de todos os procedimentos e na redução nos prazos de obtenção de licenças. No licenciamento urbano, por exemplo, com a informatização dos processos, a simplificação da lei de usos e o ordenamento territorial, o prazo entre o pedido de aprovação até a emissão do alvará de construção passou de 300 para 32 dias.

Para D´Estefano, a cidade avançou muito ao fazer a municipalização da área ambiental, por meio de convênio com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Os avanços são consequências de decisões baseadas no planejamento ambiental com normativas e controle, e estão calcados no tripé social, econômico e ambiental.

“Todos os procedimentos foram definidos de maneira clara e objetiva e a estrutura de funcionamento foi estabelecida na própria legislação”, salientou. Também foram revistos todos os processos de licenciamento e criada uma coordenadoria específica de licenciamento ambiental, com técnicos exclusivamente dedicados, o que resultou em respostas rápidas e efetivas. Além disso, foi definido procedimento padrão para licenciamento ambiental. Para todas as etapas há termos de referência e prazos bem definidos. O não cumprimento gera penalidade aos técnicos. “O procedimento padrão bem definido dá segurança jurídica aos empreendedores. Toda decisão é motivada por pelo menos um parecer técnico”, disse.

Foi implantada na cidade a aprovação responsável imediata. Ou seja, o arquiteto/engenheiro responsável, juntamente com o proprietário, declara que está tudo de acordo com a legislação. A aprovação é imediata. Se no Habite-se for detectada alguma irregularidade, será emitido laudo demolitório. Até o momento, no entanto, não houve nenhuma ação demolitória, o que foi comemorado pelos participantes do Fórum, com o reforço de que o Poder Público não pode reter para si a presunção de correção e nem partir da premissa de que o empresário é bandido.

CASCAVEL (PR), NOVO MODELO DE GESTÃO

Rômulo Quintino, secretário do Meio Ambiente de Cascavel-PR, apresentou o modelo de gerenciamento de resíduos da construção civil praticado na cidade. Quintino destacou que os projetos têm que ser adequados à realidade de cada local e que, no caso de Cascavel, o maior desafio foi não ser uma trava, mas, ter melhores ferramentas para conservação do meio ambiente em razão do encontro de três bacias hidrográficas na região central da cidade.

FORTALEZA ONLINE, POLÍTICA DE ESTADO

O Fortaleza Online transformou-se num programa de gestão de cidade inteligente. “Virou política de Estado e será usado nas áreas de Educação e Saúde”, destacou Agueda Muniz, secretária Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza. Pelo programa, alvará de construção pode ser emitido em até 15 minutos, após pagamento da taxa.

Segundo a secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza, ele funciona 24 horas/dia. Além disso é inclusivo, qualquer cidadão tem acesso; ágil; crível: acredita na boa fé; tem responsabilidade compartilhada; é transparente, todos os documentos estão disponíveis ao cidadão; e conta com 24 tipos de serviços, como alvará de construção, de funcionamento, licença ambiental simplificada; sistema integrado entre junta comercial, cartórios, Receita Federal e secretarias municipais.

Dentre os ganhos do licenciamento online, Agueda Muniz cita a consulta de adequabilidade. “Antes eram 80 por dia, hoje são 252.” No alvará de licenciamento, não há assinatura, mas QR Code. Para a ferramenta foram investidos R$ 4 milhões e o município já arrecadou, só pelo programa de licenciamento, R$ 12 milhões. O programa, segundo ela, só deu certo porque concentrou tudo num mesmo órgão, e porque os processos e os fluxos foram revistos e integrados. “A legislação precisa ser simplificada. O cidadão tem que entender a cidade, o que pode e não pode fazer na cidade”, ressaltou.

CAMPO GRANDE (MS), TRANSFORMAÇÃO DE UMA CIDADE DIGITAL

João Augusto Albuquerque Soares, gerente de Fiscalização e Licenciamento Urbanístico de Campo Grande (MS), apresentou o sistema “Aprovação Online”, que funciona 24 horas/dia. Os projetos também são analisados e aprovados no sábado, domingo e feriado, o que representa um enorme ganho de produtividade. Ao defender que a legislação seja simplificada, Soares abordou o “Aprove Fácil” para empreendimentos com até cinco unidades residenciais e salão até 500 m², destacando que isso representa 75% dos processos. Com isso, o “Aprove Fácil” libera mais técnicos para analisarem os 25% dos projetos que necessitam de análise.

Realizado pela prefeitura de Porto Velho, Agência de Desenvolvimento de Porto Velho e Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), com apoio da FNP e da CBIC e correalização do Senai Nacional, o evento foi fruto de parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil e Mobiliária de Porto Velho (Sinduscon-PVH) e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sinduscon-RO), além de outras entidades locais.

Fonte e Imagem: CBIC

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Obras paralisadas poderão ser retomadas com recursos do FGTS

Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço autoriza utilização de recursos para financiar contrapartida de Estados e municípios para obras do PAC

Obras financiadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e que estão paralisadas, por falta de recursos dos Estados e dos municípios para bancar a contrapartida do empréstimo, poderão ser retomadas. Esse é o objetivo da Resolução 898/2018 do Conselho Curador do FGTS, publicada no último dia 11 de setembro, no Diário Oficial da União (DOU). A medida autoriza a utilização de recursos do Fundo de Garantia para financiar a contrapartida das prefeituras e Estados, tomadores de recursos da União, para obras paralisadas por meio do Orçamento Geral da União (OGU), dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “A iniciativa é muito importante, porque gera novas oportunidades de contratos, na medida em que as obras estão paralisadas há algum tempo. Essa retomada significará a contratação de empresas para fazer as obras, o que dinamizará a economia”, salienta Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves, representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no CCFGTS.

As obras já estão paralisadas há bastante tempo. Algumas há mais de 10 anos (PAC 1) e envolvem melhoria na revitalização de espaços urbanos, obras habitacionais, obras de saneamento e de infraestrutura. “O mais importante é que terminando essas obras, elas cumprirão a finalidade a que se destinam: saneamento, habitação ou mobilidade urbana, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos”, completa Maria Henriqueta.

“Há um bom tempo o Conselho Curador do FGTS vem tentando atacar o problema das obras paralisadas. A medida é bastante importante, porque permite que os agentes financeiros utilizem recursos do FGTS para financiar o término dessas obras”, destaca Bolivar Moura Neto, secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS. “São obras que já tiveram aporte de algum recurso, do OGU ou do ente federativo, e que estão paralisadas, sem prestar serviços para o trabalhador e a comunidade. São recursos que foram alocados, geralmente recurso público, e que não estão dando retorno para a população. A retomada vai gerar novos empregos, o que resulta em recolhimento, pelos trabalhadores, e volta como benefício de arrecadação para o próprio FGTS”, completa.

A partir de agora, além do Fundo de Garantia viabilizar o financiamento das contrapartidas das obras subsidiadas pelo próprio FGTS, também possibilitará a de obras feitas por meio do OGU. Será financiada a diferença a maior sobre o valor do projeto e viabilizadas as contrapartidas (em torno de 5%) que normalmente é cobrada dos estados e municípios. Pelo modelo aprovado pelo Conselho Curador, o Fundo de Garantia não aplicará dinheiro em substituição aos recursos da União, mas apenas o complemento do valor já colocado pela União.

A iniciativa utilizará o orçamento que as áreas já têm. Se for uma obra de saneamento, usará o orçamento já aprovado no FGTS para a respectiva área. A seleção será feita pelo próprio Ministério das Cidades, que já tem a lista das obras paralisadas e que podem receber recursos. O potencial interessado deve demonstrar interesse junto à pasta, mostrando a situação do projeto, as mudanças necessárias e o que precisa de recursos a ser complementado; e ao agente financeiro, que conduzirá a operação de crédito com recursos do FGTS para a retomada da obra. A celeridade de aplicação dos recursos do FGTS seguirá a mesma velocidade de execução por parte da União.

Para participar do plano de reativação de obras serão selecionados os projetos entendidos pelo próprio governo como obras em nível mais avançado – que precisariam de um volume menor de recurso – e com impacto econômico e social mais relevantes. Além disso, há uma lógica prevista de revisitar o projeto para reavaliar a obra e ver se ela ainda consegue ser realizada pelos valores previstos no projeto inicial; e refazer esses projetos para que a obra de fato consiga chegar até o final.

fonte e Imagem: CBIC

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Participação cidadã nas eleições

Pequenas doações em conjunto podem ter impacto

Estamos discutindo quem será o novo presidente da República, mas não haverá nenhum presidente que possa fazer mudanças sem apoio do Congresso. Isso é inerente à democracia. Por isso, o mais importante é elegermos um Congresso sintonizado com o interesse dos cidadãos, que efetivamente fiscalize o Poder Executivo e represente a sociedade.

Hoje, criticamos o Congresso, que está distante da sociedade e dos seus anseios. Proponho, neste momento, uma discussão sobre a representação no Legislativo: lá serão feitas as leis que traduzirão o país que queremos.

A grande novidade da eleição deste ano é a participação cidadã de todos os brasileiros no pleito. Não é da nossa cultura participar ativamente e depois cobrar aquilo que nos prometeram. Como faremos isso é a grande dúvida.

Precisamos da participação dos cidadãos, aqueles que se doam, que cobram, que exigem do seu representante a defesa dos interesses da sociedade; com transparência, com ética, com lisura no exercício do mandato. Falo do condomínio, do clube, do representante na escola, falo de entidades de classe, falo de representação política.

Pessoalmente, sempre defendi o voto distrital, pois ele é a menor distância entre o cidadão e seu representante. Somente ele permite que o eleitor médio lembre em quem votou e se seu eleito está desempenhando adequadamente seu mandato.

Mas não existe jantar sem alguém que pague a conta, este é um custo da democracia. Sabemos do desastre que foi a relação espúria entre algumas pessoas e o sistema político e não podemos mais aceitar isso. Está claro nas pesquisas que o Brasil deu um basta a esse modelo; no entanto o custo existe, e alguém terá que pagar.

Esse é o momento para refletirmos sobre isso: se uma empresa doar, poderá ter interesse na doação; se o recurso sair do setor público, diminuirá o dinheiro para demandas essenciais ao país, como segurança, saúde, educação etc. Como sair disso?

Convido a todos que participem desta eleição com ideias, com propostas, com cobranças, mas também com contribuições às campanhas dos bons políticos.

Se não queremos doação de empresas, se não queremos que esse custo saia do Orçamento, que tal nos agruparmos e fazermos pequenas doações para viabilizar as candidaturas que nós, cidadãos comuns, acreditamos? Vamos deixar para poucos fazerem isso? Depois vamos reclamar, de novo, que nossos políticos só atendem aos interesses de poucos?

Precisamos, todos os cidadãos de bem deste país, escolher um lado. Escolher um candidato e trabalhar por ele em nossas comunidades, em nossas redes sociais, junto aos nossos familiares, mas também com contribuições financeiras.

Não se faz campanha sem dinheiro. É melhor que o recurso venha do cidadão, por meio de pequenas doações que não serão relevantes individualmente, mas no conjunto poderão significar a eleição ou não de um candidato.

É legítima a defesa de segmentos organizados, desde que com transparência e que não visem exclusivamente aos seus interesses, mas sim que estejam sintonizados com os interesses maiores do país. Hoje vivemos uma ditadura de corporações, pequenos grupos com grande poder de mobilização que, com isso, mantêm privilégios inaceitáveis.

O interesse das maiorias silenciosas e trabalhadoras precisa ser priorizado. Neste momento não há necessidade maior que emprego. Nossos candidatos ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados estão se comprometendo com medidas que busquem aumentar a oferta de empregos? Ou estão somente defendendo o que todos já cansamos de ouvir?

Mobilizados podemos cobrar. Essa cultura ainda não existe em nosso país mas, nas suas campanhas à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama recebeu doações de milhões de cidadãos americanos.

Assim, conseguiu seus dois mandatos. Queremos ou não construir um novo país? Queremos deixar um Brasil melhor para nossos filhos e netos?

Conclamo a todos para refletir sobre isso.

A hora é agora!

José Carlos Martins
Engenheiro civil e presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

Fonte e Imagem: CBIC

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Construção civil deve impulsionar economia do País

A CEF anunciou que, a partir do dia 24, os juros para aquisição de imóveis avaliados em até R$1,5 milhão serão reduzidos em 0,75 ponto percentual

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, informou na sexta-feira, 14, que o governo federal reduziu em mais de 80% o estoque de obras paralisadas no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo ele, havia 181 mil unidades com a construção paralisada em 2011 oriundas de contratos feitos entre 2006 e 2011, das quais agora restam 29 mil, sendo que boa parte delas está parada por questões judiciais.

Ele deu essas informações ao participar do Fórum Brasileiro das Incorporadoras, evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Na avaliação do ministro, todos os indicadores mostram que o governo federal conseguirá cumprir a meta de fechar 2018 com a contratação de 700 mil novos projetos em âmbito do programa. Ele destaca que esse segmento representou mais de 80% do crescimento do setor da construção civil.

Para o ministro, é essencial acabar com a insegurança jurídica, por meio da aprovação do projeto sobre o distrato, que estabelece regras em caso de desistência da aquisição de imóveis na planta. Essa matéria tramita no Senado e existe a possibilidade de que seja votada ainda neste ano. Outras ações que considera fundamentais para resgatar o crescimento econômico são o ajuste fiscal e a aprovação da Reforma da Previdência.

Como forma de estimular o setor, a Caixa Econômica Federal anunciou que, a partir do dia 24, os juros para aquisição de imóveis avaliados em até R$1,5 milhão serão reduzidos em 0,75 ponto percentual, passando de 9,5% para 8,75%. O objetivo é melhorar as condições de financiamento para nossos clientes em todo o país e continuar fomentando a retomada de investimentos do setor da construção civil.

 

Fonte: Jornal da Manhã

Imagem: Internet

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Construção civil é prioridade – Artigo de Aurélio Luiz de Oliveira Junior

No evento “O Futuro do Brasil na visão dos presidenciáveis 2018”, recentemente realizado na capital federal, promovido pela Coalizão pela Construção, grupo que reúne 26 entidades do setor da construção civil, os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas apresentaram propostas relativas ao setor, colocando-o como prioridade para alavancar a economia do Brasil.

Álvaro Dias, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles e Marina Silva responderam a perguntas de empresários e, invariavelmente, destacaram que a construção civil é essencial para a geração de emprego e o consequente desenvolvimento do país – à época, Jair Bolsonaro (PSL) não participou do evento por problema de agenda, e Lula está preso.

Os candidatos falaram em ampliação da confiança, com consequente impacto na competitividade, e ressaltaram o papel do setor. De forma geral, quando questionados sobre as burocracias enfrentadas pelos empresários, defenderam mudanças na legislação para ampliar a segurança jurídica. E não pouparam críticas a governos anteriores e aos adversários.

Independentemente da natural disputa e controvérsias entre os candidatos, é importante entender que suas percepções convergem em relação ao papel da construção civil. O fato é que o setor vem se mostrando cada vez mais importante no crescimento econômico brasileiro. Trata-se da área que mais tem capacidade de elevar a taxa de emprego, produto e renda, seja a curto ou médio prazo. Esse fato se deve, principalmente, a sua enorme capacidade de absorver mão de obra, diminuindo de forma significativa as taxas de desemprego nos momentos em que a economia está em baixa.

Para se ter uma ideia do tamanho da construção civil dentro da economia, basta destacar que representa aproximadamente 6,2% do PIB brasileiro, de acordo do IBGE. Por ser composta por inúmeras e variadas atividades em todo o país, funciona como uma espécie de motor econômico, com grande capacidade de movimentar a economia, gerar riquezas e empregos. Atualmente, mesmo sem estar em alta, é responsável por aproximadamente 13 milhões de postos de trabalho (considerando empregos formais, informais e indiretos), segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Outra grande vantagem da construção civil é o fato de ser um setor econômico quase todo nacionalizado. Estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social indica que apenas 2% do total dos insumos (materiais, equipamentos e serviços) utilizados na construção são importados.

Na prática, a construção civil tem impacto em diversos outros campos da atividade econômica. Os investimentos em obras impulsionam áreas importantes para o desenvolvimento urbano, por exemplo. A construção de moradias diminui o déficit habitacional; a ampliação do saneamento básico melhora as condições de saúde da população; e a expansão da mobilidade urbana oferece praticidade ao cotidiano, trazendo qualidade de vida.

É por essas e outras diversas situações relacionadas à economia, que a construção civil deve estar no programa de governo de todos os candidatos que verdadeiramente querem o desenvolvimento do Brasil.

Aurélio Luiz de Oliveira Junior é engenheiro civil e presidente do Sinduscon OESP

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Prévia do PIB tem alta de 0,57% em julho, aponta Banco Central

É o segundo mês de alta consecutiva do indicador, que acumula elevação de 1,19% no ano

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve alta de 0,57% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou nesta segunda-feira, 17, a instituição. A elevação ocorre depois de avanço de 3,42% em junho (dado já revisado), em movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros.

Conhecido como uma espécie de “prévia do Banco Central para o PIB”, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,6%.

indústria automobilística
Em julho, mais uma vez, o indicador apresentou alta, embora em ritmo menor que o do mês anterior Foto: FOTO TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

A atividade em maio havia sido bastante prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil, verificada nas últimas semanas do mês. Em junho, o movimento arrefeceu e a atividade voltou a acelerar. Agora, em julho, mais uma vez, o indicador apresentou alta, embora em ritmo menor que o do mês anterior.

O índice acumula alta de 1,19% no ano até julho. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,46% nos 12 meses encerrados em julho.

Já no trimestre até julho, o IBC-BR acumula baixa de 0,76%.  Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o índice acumula alta de 0,56%, pela série sem ajustes sazonais.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 138,17 pontos para 138,96 pontos na série dessazonalizada de junho para julho. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste desde outubro de 2015 (139,05 pontos).O aumento do IBC-Br ficou acima do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Broadcast Projeções, que esperavam resultado entre queda de 0,67% e avanço de 0,50% (mediana positiva de 0,10%).

Na comparação entre os meses de julho de 2018 e julho de 2017, houve alta de 2,56% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 142,19 pontos em julho, ante 138,64 pontos de julho do ano passado.

O indicador de julho de 2018 ante o mesmo mês de 2017 veio dentro do intervalo das projeções, mas mostrou desempenho acima do apontado pela mediana (1,75%) de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Broadcast Projeções (0,80% a 2,90% de intervalo). O patamar de 142,19 pontos é o melhor para meses de julho desde 2015 (143,63 pontos).

Banco Central revisa dados junho ante maio

O Banco Central revisou nesta segunda-feira, 17, dados do Índice de Atividade Econômica na margem, na série com ajuste. O IBC-Br de junho foi revisado de alta 3,29% para 3,42%. Em maio, o índice seguiu negativo na revisão (de -3,28% para -3,35%).

No caso de abril, a revisão foi de 0,49% para 0,58%. O dado de março foi de baixa de -0,63% para -0,57% e o de fevereiro passou de alta 0,22% para 0,28%. Em relação a janeiro, o BC substituiu a taxa de -0,51% pela de -0,66%.

Bradesco diz que IBC-BR ‘surpreendeu positivamente’, mas não altera projeção para o PIB

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) surpreendeu positivamente, reconhece o Bradesco. Contudo, pondera que a elevação não altera a expectativa de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que permanece em 0,30%.

“O resultado veio acima do esperado pelo mercado e por nós (0,20%). Na comparação interanual, houve avanço de 2,56%, superior ao esperado (1,90%). Esse resultado surpreendeu, mas outros indicadores de atividade divulgados anteriormente indicam um crescimento do PIB de 0,3% no terceiro trimestre”, explica o Bradesco em nota.

Para o fim de 2018, o banco também mantém a projeção de 1,10% do PIB, taxa aquém da citada no levantamento Focus, que caiu de 1,40% para 1,36%.

Fonte: O ESTADÃO

Imagens: Principal – Internet e do Corpo – ESTADÃO

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Cotas causam atrito entre MPT e construtoras

Setor afirma que não há interessados em número suficiente para preencher as vagas reservadas, mas, apesar disso, o Ministério do Trabalho já lavrou mais de 400 autos de infração contra construtoras que deixaram de atender à legislação

Por lei, empresas de construção têm de reservar vagas para pessoas com deficiência, jovens, ex-presidiários e moradores de rua. Setor diz que não há interessados em número suficiente. O Ministério do Trabalho já lavrou mais de 400 autos de infração.

A indústria da construção civil tem enfrentado dificuldades para cumprir as cotas de contratação, em que parte das vagas é reservada a pessoas com deficiência, jovens aprendizes, egressos do sistema penitenciário e moradores de rua. Em alguns Estados, segundo o setor, as cotas chegam a comprometer até um terço dos postos de trabalho.

As empresas dizem não haver interessados em número suficiente para preencher as vagas.

“A gente publica no jornal, convoca e ele não aparece. Não posso sair catando pessoa com deficiência se ela não quer trabalhar”, diz o presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), Luiz Afonso Delgado.

A cota para pessoas com deficiência é exigida de companhias com mais de 100 empregados e vai de 2% a 5% dos postos. Ex-presidiários precisam ter assegurados 3% a 6% das vagas em caso de obra pública com contrato superior a R$ 330 mil.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) fez uma simulação do número mínimo de cotas que uma empresa com 1.001 funcionários que atua em obras públicas precisaria atender. Seriam pelo menos 163 “cotistas”. Em alguns Estados, além disso, há mais reservas previstas em lei. No Distrito Federal, por exemplo, é exigida contratação mínima de 2% de moradores de rua. No total, as cotas podem chegar a mais de 30%.

O Ministério do Trabalho já lavrou mais de 400 autos de infração contra construtoras que deixaram de atender à legislação. Em 2016, 363 mil vagas destinadas a pessoas com deficiência não foram preenchidas. Em seis anos, o Ministério Público do Trabalho firmou 1.132 termos de ajuste de conduta com empresas de vários setores – já que as cotas não atingem apenas a construção – e ajuizou 729 ações. O presidente do Sinduscon-DF, João Carlos Pimenta, diz que o setor é contrário “a qualquer tipo de cota”, porque, por falta de interessados, as empresas viram alvo de multa.

O MPT diz que o problema está na cultura das empresas, que não investem em acessibilidade e alimentam o preconceito. “É oneroso garantir ambiente de trabalho com acessibilidade, mas é o que diz a lei”, diz a coordenadora de Promoção da Igualdade de Oportunidades e de Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT, Valdirene Silva de Assis. “Não faltam pessoas, faltam condições para que elas estejam no mercado e a vontade de incluir.”

O sociólogo José Pastore, especialista em relações de trabalho, afirma que as cotas têm um propósito social importante. Mas reconhece um desajuste entre a qualificação exigida e a formação dos candidatos. “O problema educacional é pior no caso de pessoas com deficiência, porque as escolas não estão preparadas para dar qualificação”, diz. “Se a empresa não encontra qualidade, não contrata, e se não contrata, é multada.”

Fonte: Idiana Tomazelli – O ESTADÃO
idiana.tomazelli@estadao.com

Imagem: Internet

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